Avanço do Projeto de Lei sobre Inteligência Artificial é Atrasado por Questões no Senado
18 MAI

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Política
Thiago Ferreira Martins Por Thiago Ferreira Martins - Há 1 hora
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O projeto de lei que regulamenta a Inteligência Artificial no Brasil, que está parado na Câmara dos Deputados há mais de um ano, não tem previsão de avanço nos próximos dias. A apresentação do parecer do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) estava programada para a próxima semana, mas dois pontos ainda são obstáculos para que isso aconteça.

O principal entrave está relacionado a um compromisso do Senado em votar a proposta após sua análise na Câmara. Os deputados acreditam que a Casa não está disposta a debater e aprovar o texto se não houver um acordo que garanta que o Senado dará continuidade à proposta. A situação é complicada pelo clima tenso entre o governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o que gera preocupações de que a discussão sobre o projeto possa ser influenciada por questões políticas.

Outro aspecto que ainda não possui uma definição clara é a inclusão do Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter). Aguinaldo Ribeiro continua a dialogar com o Senado sobre essa possibilidade, visto que tramita um projeto relacionado ao tema naquela Casa. O chamado PL da IA foi aprovado no Senado no final de 2024, mas, se for aprovado pelos deputados com alterações, precisará retornar ao Senado.

No momento, o projeto está em análise na comissão especial, que é presidida pela deputada Luísa Canziani (União-PR). O objetivo da proposta é estabelecer quais são os compromissos das empresas que desenvolvem inteligência artificial no Brasil e definir a finalidade do uso dessa tecnologia. Para isso, a proposta cria o SIA (Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial).

Um dos pontos que geram maior debate é a inclusão do Redata no texto, uma medida que suspende a cobrança de tributos federais para a compra de equipamentos destinados a centros de processamento de dados, conhecidos como data centers. Os setores relacionados à inteligência artificial defendem que essa inclusão seria essencial para atrair investimentos ao Brasil. O Redata foi introduzido pelo governo federal através de uma Medida Provisória em setembro do ano passado, mas perdeu a validade no início deste ano, pois não foi votado pelo Congresso Nacional. Atualmente, busca-se reintegrar essa ferramenta no PL da IA.

Após a Medida Provisória perder validade, a Câmara aprovou em fevereiro um projeto sobre o Redata, que foi apresentado pelo então líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE). Porém, esse tema não avançou no Senado e permanece estagnado. O relator do projeto do Redata no Senado é o senador Eduardo Gomes (PL-TO), que anteriormente foi responsável pela relatoria do PL da IA em 2024. Ele já indicou que é favorável à inclusão do regime no projeto de inteligência artificial, mas ainda busca alinhar detalhes técnicos com Aguinaldo Ribeiro.

Recentemente, Aguinaldo esteve nos Estados Unidos participando do Fórum Lide, que contou com a presença de governadores e parlamentares. Nesse evento, ele aproveitou a oportunidade para discutir a redação final do texto com outras lideranças, empresários e congressistas interessados no tema. O cronograma inicial estipulado com o deputado era votar o texto até o final de maio no plenário da Câmara, mas a falta de entendimento com o Senado suspendeu essa previsão.

Entre as diretrizes do projeto, está a proibição do desenvolvimento e implementação de sistemas de IA que possam "instigar ou induzir" comportamentos que causem danos à saúde ou segurança, explorar vulnerabilidades, ou avaliar traços de personalidade e comportamento passado, incluindo histórico criminal. O texto também veda o uso de IA para produzir ou disseminar material que caracterize abuso e limita o uso de inteligência artificial para que o poder público não avalie, classifique ou ranqueie pessoas com base em seu comportamento.

Além disso, o projeto impede o uso de sistemas de identificação biométrica à distância, em tempo real e em locais públicos, exceto com autorização judicial. Na forma atual, as penalidades previstas incluem multas que podem chegar a até R$ 50 milhões para aqueles que cometerem crimes com o uso de inteligência artificial.

No Senado, o projeto enfrentou resistência de membros da oposição, que consideravam que a proposta poderia limitar a liberdade de expressão e impor regras excessivas ao desenvolvimento do mercado de IA no país. Por outro lado, a base governista argumenta que a proposta é necessária para garantir o avanço da tecnologia enquanto se preservam direitos fundamentais.

Em resumo, a estagnação do projeto de lei sobre inteligência artificial no Brasil reflete um cenário político conturbado que dificulta o diálogo entre as casas do Congresso. A falta de consenso entre deputados e senadores pode atrasar não apenas a regulamentação da tecnologia, mas também o avanço do setor no país.

Desta forma, é fundamental que os parlamentares encontrem uma solução que contemple tanto a necessidade de um marco regulatório para a IA quanto a inclusão de medidas que incentivem investimentos em infraestrutura, como o Redata. O diálogo entre as partes interessadas é essencial para evitar que o Brasil fique para trás na corrida global pela inovação.

Assim, a articulação entre os deputados e senadores sobre o PL da IA deve ser prioridade, considerando que a tecnologia avança rapidamente e o país precisa estar preparado para suas implicações. O compromisso com o desenvolvimento responsável da IA deve ser balizado por legislações que promovam segurança e inovação.

Finalmente, é necessário que as decisões tomadas no âmbito legislativo reflitam uma visão de futuro que considere não apenas os interesses imediatos, mas também o potencial transformador da inteligência artificial na sociedade. O Brasil tem a oportunidade de se posicionar como líder em tecnologia, mas isso exige vontade política e comprometimento das lideranças.

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Thiago Ferreira Martins

Sobre Thiago Ferreira Martins

Especialista em Comunicação Política com pós-graduação em Gestão de Crise. Atua em consultorias de imagem institucional. Paixão por retórica e persuasão. Seu hobby relaxante favorito é a pesca esportiva de rio.