Bolsonaro busca maioria no Senado para impeachment de ministros do STF enquanto Flávio adota estratégia moderada
03 ABR

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Política
Bruno Kleber Santos Por Bruno Kleber Santos - Há 7 dias
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está focado em formar uma maioria de senadores favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nas eleições de 2026. Para isso, ele está promovendo nomes da direita que devem concorrer em outubro, mesmo que essa estratégia contrarie o discurso mais moderado adotado por seu filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na disputa presidencial.

Flávio tem evitado um confronto direto com o STF e tentado enfatizar uma abordagem mais cautelosa, apesar de seu histórico político. Ao serem questionados sobre suas metas se forem eleitos para o Senado, candidatos bolsonaristas mencionam a necessidade de reequilibrar os Poderes e falam especificamente sobre o impeachment de magistrados, especialmente Alexandre de Moraes, que é o relator do processo em que o ex-presidente foi condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Após receber alta médica na última sexta-feira (27) e ser transferido para prisão domiciliar com autorização de Moraes, Bolsonaro se encontra em casa após duas semanas de internação, período em que estava detido desde janeiro na Papudinha, onde recebia visitas para articular as candidaturas do PL nas eleições. Durante conversas com políticos, Bolsonaro tem discutido sua lista de candidatos preferidos para o Senado, incluindo membros de sua própria família: Michelle (PL) no Distrito Federal e Carlos (PL) em Santa Catarina.

O PL definiu que Bolsonaro ficará encarregado da escolha dos candidatos do partido para a Casa Alta, enquanto Valdemar Costa Neto, presidente da legenda, cuidará das candidaturas para governadores e deputados. Um levantamento apontou que o PL já tem 35 nomes lançados ou cogitados para o Senado. Desses, a reportagem conversou com cinco que apoiam a saída de Moraes e apurou que pelo menos outros 24 já defendem publicamente o impeachment do ministro ou assinaram pedidos para a instauração do processo. Se considerados aliados de Flávio de outros partidos, há mais de 50 possíveis candidatos da direita bolsonarista na disputa.

De acordo com os cálculos de Bolsonaro, essa direita poderia eleger até 35 candidatos, superando 41 senadores em 2027 e garantindo a maioria na Casa. Neste ciclo eleitoral, cada estado escolherá dois representantes, totalizando 54 senadores, cujo mandato é de oito anos. Atualmente, o PL possui 17 senadores, sendo que sete deles estão em fim de mandato e dez permanecerão em 2027. O partido pretende ter ao menos um candidato próprio em cada estado, embora não haja opções de filiados para lançar no Amapá.

Com a maioria no Senado, a estratégia de Bolsonaro é eleger um presidente que possa avançar pautas que têm sido travadas pela cúpula da Casa, como o impeachment de ministros do STF. Na última sexta-feira, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) deixou claro os planos da família, afirmando que os futuros senadores vão "impichar" Alexandre de Moraes e se referindo a juízes como "corruptos". Eduardo afirmou: "No dia seguinte, eu vou processá-lo pelos crimes que ele cometeu", durante um evento conservador nos Estados Unidos.

O deputado federal Sanderson (PL-RS), que também disputará o Senado, comentou sobre a importância de conseguir uma maioria para Bolsonaro, afirmando que ele foi a vítima da "maior perseguição da história do Brasil". Sanderson acredita que a Suprema Corte está fora de controle e que o Senado é o único Poder capaz de realizar esse controle. Ele vê justificativa para o impeachment de Moraes e de Dias Toffoli. Por outro lado, Flávio não está incentivando o discurso anti-STF, deixando essa tarefa para seus apoiadores e candidatos ao Legislativo. Sua estratégia parece ser focar nas propostas do governo Lula (PT) e evitar os erros de retórica que pesaram na derrota de 2022.

A avaliação de Flávio é que o enfrentamento direto com outros Poderes contribuiu para a derrota de seu pai nas eleições passadas, e essa abordagem não deve ser repetida. Aliados de Flávio também destacam que, como filho de Bolsonaro, ele precisa evitar atritos com Moraes, que poderia cancelar a prisão domiciliar de seu pai. Assim, a estratégia de Flávio parece ser tentar se distanciar do embate direto com o STF, enquanto a maioria dos candidatos ligados ao seu grupo se posiciona mais agressivamente.

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Bruno Kleber Santos

Sobre Bruno Kleber Santos

Graduando em Ciência Política, focado em relações exteriores e geopolítica da América Latina. Atua em canais de debate para o público jovem. Paixão por geografia humana. Seu refúgio favorito de fim de semana é o surf.