Câmara dos Deputados aprova projeto de lei sobre minerais críticos e estratégicos
06 MAI

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Política
Bruno Kleber Santos Por Bruno Kleber Santos - Há 7 dias
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A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (6), o texto-base do projeto de lei (PL) que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Esta proposta é um substitutivo ao PL 2780/24, que foi apresentado pelo relator, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). Após a aprovação do texto, os deputados passaram a analisar dois destaques, que são propostas de alteração ao texto original. Concluída essa etapa, o projeto será enviado ao Senado para votação final.

A nova legislação prevê a criação do Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), que terá o papel de estabelecer diretrizes regulatórias para o setor mineral. Uma das funções do conselho será atualizar, a cada quatro anos, a lista de minerais que fazem parte dessa política. Além disso, o CMCE terá a responsabilidade de analisar mudanças societárias, acordos internacionais e a venda de ativos considerados estratégicos, podendo vetar operações que coloquem em risco a soberania nacional.

Outro ponto importante do projeto é a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), que terá um caráter privado e uma estimativa de recursos de R$ 5 bilhões. A União poderá participar como cotista, com um investimento de até R$ 2 bilhões. O objetivo desse fundo é aumentar o acesso a crédito no setor mineral, oferecendo cobertura de risco para projetos de mineração.

O texto também estabelece restrições à exportação de minerais em estado bruto, sem processamento, e cria um sistema de incentivos fiscais progressivos. Isso significa que quanto maior for o grau de beneficiamento realizado dentro do Brasil, maiores serão os incentivos concedidos às empresas do setor.

O projeto conta com o apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vê a tramitação da proposta na Câmara como estratégica, especialmente em razão da reunião agendada entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ocorrerá na quinta-feira (7). Os Estados Unidos têm demonstrado um crescente interesse pelos minerais críticos do Brasil, em um contexto de diversificação das cadeias de suprimento e redução da dependência da China.

No Brasil, os minerais críticos e estratégicos são considerados essenciais para a soberania nacional, desenvolvimento econômico e segurança das cadeias produtivas. Os minerais estratégicos são aqueles que têm um papel importante na economia nacional, contribuindo para a balança comercial e sendo aplicados em setores vitais, como alta tecnologia, defesa e agricultura. Exemplos desses minerais incluem o nióbio e o minério de ferro.

Os minerais críticos, por sua vez, são definidos pelo risco de interrupção no fornecimento, que pode ser causado por dependência externa, concentração geográfica da produção ou limitações tecnológicas. Entre os minerais críticos estão o lítio, níquel e terras raras, que são fundamentais para a transição energética e para a indústria, assim como para o agronegócio, onde insumos como potássio e fosfato são essenciais.

Desta forma, a aprovação do projeto de lei sobre minerais críticos e estratégicos na Câmara dos Deputados representa um passo significativo para o Brasil. A criação de um conselho específico e a implementação de um fundo garantidor são medidas que visam fortalecer o setor mineral e garantir a soberania nacional.

Além disso, a limitação da exportação de minerais brutos pode incentivar o processamento local, aumentando a geração de empregos e a arrecadação de impostos. Essa abordagem pode ajudar a desenvolver a indústria mineral brasileira e reduzir a dependência de insumos importados.

No entanto, é fundamental que a implementação dessas políticas seja acompanhada de perto. O controle sobre as operações do setor deve garantir que não haja compromissos com a soberania nacional, especialmente em tempos de incertezas geopolíticas.

Assim, o sucesso dessa política dependerá da capacidade do governo e do CMCE de atuar de forma eficaz na regulação do setor, balanceando interesses econômicos e a proteção do patrimônio mineral brasileiro.

Por fim, a expectativa é que o Senado analise a proposta com a mesma seriedade com que foi tratada na Câmara, garantindo que o Brasil possa se posicionar de forma competitiva no mercado global de minerais críticos.

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Bruno Kleber Santos

Sobre Bruno Kleber Santos

Graduando em Ciência Política, focado em relações exteriores e geopolítica da América Latina. Atua em canais de debate para o público jovem. Paixão por geografia humana. Seu refúgio favorito de fim de semana é o surf.