Comissão do Senado se reúne com PF e STF para investigar caso Master - Informações e Detalhes
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal realiza, nesta quarta-feira (10), encontros importantes para dar andamento às investigações sobre o caso Master, que envolve denúncias de fraudes bilionárias no Banco Master. O primeiro encontro está agendado para às 17h, na sede da Polícia Federal em Brasília, onde o presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), se reunirá com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Em seguida, por volta das 18h30, a comissão se encontrará com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.
A criação dessa comissão de acompanhamento surge em meio à paralisação dos pedidos de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso. Assim, o grupo de trabalho na CAE se estabelece como uma alternativa para que os parlamentares consigam avançar nas investigações relacionadas às suspeitas de irregularidades na gestão do Banco Master.
Na sessão de terça-feira (9), a CAE aprovou requerimentos que incluem a convocação de pessoas ligadas ao caso. Entre os convites, destaca-se o de Daniel Vorcaro, proprietário do banco, e Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, conhecido como “Guga Lima”. Além deles, foram convocadas autoridades como o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho; e o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otto Lobo. As datas específicas para essas audiências ainda não foram definidas.
Adicionalmente, a comissão aprovou pedidos de informações ao Banco Central, ao TCU, ao Ministério da Fazenda, à CVM, à Polícia Federal e ao Banco de Brasília (BRB), com o intuito de reunir mais dados sobre o caso.
Durante a sessão, Renan Calheiros fez um discurso contundente sobre a situação do Banco Master, comparando a fraude a um espetáculo de ilusionismo. Ele afirmou que a fraude bilionária que ocorreu no banco gerou um clima de alarmismo no país e funcionou como um “globo da morte” para o mercado financeiro. Calheiros descreveu o escândalo como uma série de ilusões, com um escândalo puxando outro, cada um mais surpreendente que o anterior, e sem sinal de um fim à vista.
O presidente da CAE enfatizou a necessidade de esclarecer quem são os responsáveis por permitir que essa situação se prolongasse por tanto tempo. Ele destacou que a investigação do caso Master não é apenas uma escolha do Senado, mas uma obrigação constitucional. Em novembro, o Banco Central já havia decretado a liquidação extrajudicial do Banco Master, após investigações da Polícia Federal que levantaram sérias suspeitas sobre a emissão de títulos e a administração da instituição.
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