Deputado propõe criação de conselho e fundo para minerais críticos no Brasil
04 MAI

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Política
Bruno Kleber Santos Por Bruno Kleber Santos - Há 9 dias
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O deputado Arnaldo Jardim, do partido Cidadania de São Paulo, apresentou na última segunda-feira (4) um relatório que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O texto, que será lido em plenário na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (5), prevê a formação de um conselho que terá poder de veto sobre políticas do setor mineral e a criação de um fundo de R$ 5 bilhões.

A urgência para a votação do projeto está ligada à reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para quinta-feira (8). O deputado Jardim enfatizou que a ausência de um marco regulatório sobre minerais críticos poderia prejudicar o Brasil nas negociações com os Estados Unidos. O relator acredita que a aprovação do projeto é fundamental para garantir o desenvolvimento do país com autonomia.

O relatório de Jardim foi elaborado rapidamente, considerando a importância do tema para o encontro internacional. Durante sua apresentação, o deputado se defendeu das críticas sobre a falta de diálogo com comunidades afetadas, afirmando que desde o final do ano passado, ele tem compartilhado os parâmetros gerais da sua proposta.

Entre os principais pontos do projeto, destaca-se a criação do Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), que será responsável por definir quais minerais serão considerados críticos e estratégicos, fazendo uma revisão a cada quatro anos. O conselho terá a atribuição de vetar operações que possam comprometer a soberania nacional. Um exemplo mencionado foi a venda da empresa brasileira Serra Verde para a americana USA Rare Earth, que poderia ser barrada caso prejudique os interesses do Brasil.

Outro aspecto importante do projeto é a criação do Certificado de Mineração de Baixo Carbono (CMBC), que funcionará como um selo para produções minerais que atenderem a padrões internacionais de redução de emissões de gases poluentes.

O relatório também autoriza a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), que terá um total estimado de R$ 5 bilhões e permitirá à União participar com até R$ 2 bilhões. O objetivo do fundo é oferecer cobertura de risco de crédito para projetos no setor.

Além disso, o projeto exige que empresas do setor, tanto nacionais quanto estrangeiras, invistam uma parte da sua receita em pesquisa e desenvolvimento, além de contribuir para o FGAM. A iniciativa inclui a formação de uma Rede Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico, visando apoiar a formação de profissionais na área.

O texto também prevê a implementação de um Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos, que oferecerá incentivos fiscais para empresas que agreguem valor à produção mineral, com condições específicas, como a contratação de trabalhadores locais e a mitigação de impactos sociais.

Desta forma, a proposta de Arnaldo Jardim traz à tona questões relevantes sobre a regulação do setor mineral no Brasil. A criação de um conselho com poder de veto pode ser vista como uma tentativa de assegurar que os interesses nacionais sejam priorizados, especialmente em um contexto de globalização e alta demanda por recursos minerais.

Entretanto, é fundamental que a implementação dessas regras considere as vozes das comunidades afetadas, que frequentemente são as mais impactadas por decisões relacionadas à exploração mineral. O diálogo com esses grupos deve ser parte integrante do processo, evitando assim conflitos e garantindo que a soberania nacional não seja apenas uma questão de discurso.

A proposta também levanta questionamentos sobre a sustentabilidade das práticas mineradoras no país. A introdução do Certificado de Mineração de Baixo Carbono é um passo positivo, mas será crucial garantir que esse selo não seja apenas uma formalidade, mas sim um verdadeiro compromisso com a redução de emissões.

Por fim, o fundo de R$ 5 bilhões pode ser uma ferramenta importante para fomentar o setor, mas sua eficácia dependerá de uma gestão transparente e eficiente, que priorize projetos com real potencial de desenvolvimento sustentável.

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Bruno Kleber Santos

Sobre Bruno Kleber Santos

Graduando em Ciência Política, focado em relações exteriores e geopolítica da América Latina. Atua em canais de debate para o público jovem. Paixão por geografia humana. Seu refúgio favorito de fim de semana é o surf.