Divisões internas no PT afetam candidatura de Benedita da Silva ao Senado no Rio de Janeiro
13 MAI

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Política
Bruno Kleber Santos Por Bruno Kleber Santos - Há 1 hora
13057 5 minutos de leitura

A candidatura de Benedita da Silva ao Senado pelo PT no Rio de Janeiro enfrenta uma crise interna que pode afetar sua trajetória eleitoral. Recentemente, a Executiva Nacional do PT decidiu intervir na escolha dos suplentes da candidata, desconsiderando a vontade do diretório estadual. Essa medida gerou tensões, especialmente com o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, que criticou abertamente a decisão e anunciou que não apoiará mais a candidatura de Benedita.

Apesar de Benedita ser vista como a única postulante do campo da esquerda ao Senado no estado, a intervenção da Executiva Nacional pode prejudicar sua mobilização local. Com a decisão, a máquina partidária no Rio parece estar se afastando do apoio à campanha da ex-governadora. Em uma reunião recente, tanto o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) quanto a Executiva Nacional aprovaram essa intervenção, com 19 votos a favor e apenas três abstenções.

Quaquá, que é próximo ao diretório estadual, acusou a liderança do PT de criar uma “capitania hereditária” com essa decisão. Ele defendeu a indicação de outro nome como primeiro suplente, o vereador carioca Felipe Pires, enquanto Benedita deseja que o ex-presidente da Casa da Moeda, Manoel Severino, seja seu suplente. A escolha de Severino é controversa, pois ele foi citado no escândalo do Mensalão, embora nunca tenha sido condenado.

O prefeito de Maricá desabafou em um grupo de WhatsApp, afirmando que não participaria mais da campanha da petista. "Estou cagando para a suplência. Mas não contem comigo para a eleição dela", afirmou, deixando claro seu descontentamento com a decisão da Executiva Nacional.

Apesar das divisões, Benedita conta com o apoio de outros partidos de esquerda, como o PSOL, o que pode ser um fator positivo em sua candidatura. Embora o PSOL esteja focado em conquistar cadeiras na Câmara dos Deputados, a aliança com a petista pode fortalecer sua campanha, especialmente considerando a fragmentação do campo político na última eleição.

A fragmentação política é um problema recorrente no Rio de Janeiro. O último senador eleito pela esquerda foi Lindbergh Farias, em 2010. Em 2022, a divisão entre candidatos do PT e do PSB resultou em uma derrota significativa, permitindo que a direita prevalecesse. Neste cenário, Benedita poderá ser a única voz da esquerda no Senado, o que torna sua candidatura ainda mais relevante.

Enquanto isso, o cenário para a direita no Rio ainda está em dúvida. Com o ex-governador Cláudio Castro inelegível, a situação se torna mais incerta para os candidatos desse espectro político, deixando espaço para Benedita e sua possível aliança com o PSOL.


Desta forma, a divisão dentro do PT em torno da candidatura de Benedita da Silva ao Senado reflete uma crise de unidade que pode ter consequências sérias para a esquerda no Rio de Janeiro. A capacidade de mobilização do partido no estado se vê ameaçada pela falta de consenso interno, o que pode comprometer a viabilidade da candidatura. É crucial que os líderes do partido busquem uma forma de reverter essa situação e promover uma aliança sólida.

Em resumo, a intervenção da Executiva Nacional e a resistência de figuras influentes como Washington Quaquá demonstram que o PT precisa urgentemente de uma estratégia clara para manter sua posição no cenário político fluminense. A fragmentação histórica da esquerda é um desafio que não pode ser ignorado, e a falta de apoio institucional pode custar caro nas urnas.

Assim, a candidatura de Benedita deve ser um esforço coletivo, onde a união dos partidos de esquerda pode ser a chave para evitar um novo fracasso eleitoral. Para isso, é fundamental que haja diálogo e entendimento entre as diferentes correntes do partido e seus aliados.

Finalmente, é necessário que Benedita e seus apoiadores trabalhem para construir uma base sólida de apoio, superando as divisões internas. A luta pela unidade não é apenas uma questão de estratégia política, mas uma necessidade urgente para garantir representatividade e voz no Senado.

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Bruno Kleber Santos

Sobre Bruno Kleber Santos

Graduando em Ciência Política, focado em relações exteriores e geopolítica da América Latina. Atua em canais de debate para o público jovem. Paixão por geografia humana. Seu refúgio favorito de fim de semana é o surf.