Ex-secretário critica lentidão do governo em lidar com segurança pública
12 MAI

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Política
Professor Otávio Cavalcanti Mendes Por Professor Otávio Cavalcanti Mendes - Há 1 dia
12218 5 minutos de leitura

O ex-secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, afirmou que o governo teve uma postura lenta em relação ao lançamento de um plano para combater o crime organizado. O programa, intitulado Brasil Contra o Crime Organizado, foi finalmente apresentado pelo presidente Lula, mas Sarrubbo acredita que o governo poderia ter agido mais rapidamente.

Sarrubbo, que ocupou o cargo de março de 2024 a fevereiro de 2026, explicou que o Executivo teve três anos para avançar em políticas de segurança, mas não conseguiu obter o financiamento necessário. "Demorou demais, acho que o governo poderia ter feito isso antes. Teve três anos para fazer. Nós tivemos lá por dois anos, uma luta muito grande em busca de financiamento para projetos de segurança pública", declarou em entrevista ao SBT News.

Segundo o ex-secretário, a lentidão do governo se deve ao fato de que o Planalto "não gostava de lidar com o tema" e acreditava que a responsabilidade era dos estados. Ele criticou essa visão e defendeu que o governo federal deve assumir seu papel como coordenador das políticas de segurança.

Para Sarrubbo, a participação dos governadores é crucial para o sucesso de um plano nacional de segurança. Ele pede que os chefes dos estados deixem a política partidária de lado e trabalhem juntos em prol de uma política unificada. "Os estados sempre clamaram por financiamento, então que venha o financiamento e que os investimentos possam ser feitos no aparelhamento das forças policiais e na possibilidade de ações integradas", afirmou.

O ex-secretário destacou que, se o governo tivesse agido de forma mais decisiva nos anos 90, facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho não teriam conseguido expandir suas atividades para além de São Paulo e Rio de Janeiro.

Durante a apresentação do novo programa, Sarrubbo enfatizou a importância de dois pontos centrais: a desarticulação do tráfico de armas e a criação de um novo padrão para os presídios estaduais. Ele ressaltou que investir no sistema prisional é fundamental, pois é nessas instituições que líderes de facções orquestram assassinatos e outras atividades criminosas.

Um dos aspectos que Sarrubbo considera essencial é o bloqueio do sinal de celular nas prisões, o que, segundo ele, poderia "diminuir drasticamente os assassinatos" no Brasil. "Muitas das medidas já estavam sendo fomentadas e estruturadas pelo governo federal, como o enfrentamento das armas, territórios e até essa questão prisional", afirmou.

Ele também mencionou a ideia de criar padrões para os presídios federais que poderiam ser aplicados nos estaduais. Para ele, isso seria um passo importante no combate ao crime organizado. "O Congresso Nacional queria colocar todos no sistema federal, mas isso transformaria o sistema federal tão ruim quanto os que temos nos estados", completou.

Por fim, o ex-secretário previu que a segurança pública será um dos principais temas da campanha eleitoral deste ano. Ele enfatizou a necessidade de avançar no combate ao crime, especialmente após quatro décadas de políticas públicas consideradas equivocadas e a falta de coordenação entre os estados.


Desta forma, a análise sobre a lentidão do governo em lidar com a segurança pública levanta questões cruciais para a sociedade. O ex-secretário Mario Sarrubbo traz à tona um problema que afeta diretamente a vida dos brasileiros, especialmente em tempos de aumento da violência e do crime organizado.

É fundamental que o governo federal assuma um papel mais ativo e eficaz em coordenar as políticas de segurança, estabelecendo uma relação colaborativa com os estados. A falta de uma estratégia integrada só favorece o crescimento das facções criminosas, que se aproveitam da desorganização para expandir suas operações.

A proposta de bloqueio de sinal nas prisões e a estruturação de um novo padrão para o sistema prisional são medidas que, se implementadas corretamente, podem trazer resultados significativos. A desarticulação do tráfico de armas também se mostra como um ponto essencial para o enfrentamento do crime.

Assim, é imperativo que o debate sobre segurança pública avance, não apenas no âmbito governamental, mas também na sociedade civil. O engajamento coletivo pode ser a chave para que a segurança deixe de ser um tema marginalizado e se torne uma prioridade na agenda política.

Finalmente, o futuro da segurança pública no Brasil depende do comprometimento de todos os níveis de governo em agir de forma coordenada e assertiva. Somente assim será possível enfrentar efetivamente o crime organizado e suas consequências devastadoras para a população.

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Professor Otávio Cavalcanti Mendes

Sobre Professor Otávio Cavalcanti Mendes

Jurista constitucionalista e professor universitário de Ciência Política. Atua em tribunais superiores analisando casos complexos. Paixão profunda por leis, justiça e história global. Apreciador nato de música clássica.