Falece Arthur Muhlenberg, cronista rubro-negro aos 62 anos
22 ABR

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Esportes
Letícia Pires Galvão Por Letícia Pires Galvão - Há 3 dias
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Arthur Muhlenberg, conhecido cronista e publicitário carioca, faleceu nesta terça-feira, aos 62 anos. Ele era amplamente reconhecido por sua ligação com a torcida do Flamengo e sua produção literária dedicada ao clube. Desde 2025, o escritor estava internado devido a complicações de saúde, incluindo uma doença pulmonar que surgiu após o tratamento de leucemia e um transplante de medula óssea.

A morte de Muhlenberg gerou grande comoção entre os torcedores e o Flamengo, que lamentou a perda em suas redes sociais. O clube destacou que ele foi “um dos mais brilhantes cronistas da nossa história recente”, ressaltando sua importância no cenário esportivo e cultural do Brasil.

Natural do Rio de Janeiro e fervoroso torcedor do Flamengo, Arthur construiu uma carreira que uniu literatura e futebol. Ele foi o responsável pelo Urublog, um espaço dedicado aos fãs do clube no GloboEsporte.com, e se tornou uma voz respeitada entre os torcedores. Ao longo de sua trajetória, publicou diversos livros, incluindo títulos como “Manual do Rubro-negrismo Racional”, “Hexagerado”, e “Da Lama ao Tri: a Virada que Levou o Flamengo ao Título da Copa do Brasil de 2013”.

Além de sua obra literária, Muhlenberg também se destacou em conteúdos digitais, como podcasts e vídeos pós-jogo, onde seu estilo característico — marcado por uma linguagem elaborada e humor ácido — conquistou um público fiel. Suas expressões se tornaram populares entre os torcedores, solidificando sua presença no ambiente esportivo.

O Flamengo expressou sua tristeza pela partida de Muhlenberg, afirmando que sua morte deixa um "vazio imenso" no coração da Nação. O clube enviou condolências aos familiares, amigos e aos milhares de leitores que se identificaram com suas palavras e sua paixão pelo Flamengo. “Desejamos força a todos que, assim como ele, vivem o Flamengo de forma 'hexagerada'”, disse o clube.

Recentemente, em março de 2026, a saúde de Arthur mobilizou a torcida e o clube em uma ação solidária. Um evento na sede do Flamengo, na Gávea, contou com a participação do ex-jogador Zico, que ajudou na venda de exemplares autografados do livro “1981 – O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas”. A renda arrecadada com a venda, que custava R$ 500 cada, foi destinada integralmente para o tratamento de Muhlenberg. Essa edição especial, limitada a 100 unidades, contou com a participação de outros ídolos do clube, como Júnior e Raul Plassmann.

Arthur Muhlenberg não apenas torcia pelo Flamengo; ele se dedicou a decifrar o que significa ser flamenguista. Através de suas publicações no Urublog e em seus livros, como o “Manual do Rubro-negrismo Racional”, ele deu voz a milhões de torcedores, transformando a experiência de torcer em literatura. A despedida do clube foi marcada por uma homenagem: “Descanse em paz, Arthur. Mengão sempre!”.

Desta forma, a morte de Arthur Muhlenberg representa não apenas a perda de um cronista, mas também de um elo significativo entre a literatura e o futebol. Sua escrita transcendeu o mero relato esportivo, capturando a alma de uma torcida apaixonada.

O reconhecimento do Flamengo sobre sua contribuição é um indicativo da importância que a cultura esportiva tem no Brasil. A trajetória de Muhlenberg nos lembra que o futebol vai além do campo; ele é parte da identidade de muitos brasileiros.

Assim, é fundamental que novas vozes e cronistas sigam o legado deixado por Muhlenberg. A literatura esportiva precisa de narrativas que representem a diversidade e a paixão dos torcedores, especialmente em um país onde o futebol é tão valorizado.

Em resumo, a falta de figuras como Arthur destaca a necessidade de se apoiar e valorizar a produção literária relacionada ao esporte. Seus livros e crônicas devem continuar a inspirar futuras gerações de escritores e torcedores.

Finalmente, que a memória de Arthur Muhlenberg sirva de incentivo para que mais pessoas se dediquem a contar as histórias que fazem parte da cultura do futebol brasileiro. O legado dele deve ser celebrado e perpetuado.

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Letícia Pires Galvão

Sobre Letícia Pires Galvão

Educadora física especializada em treinamentos de esportes coletivos. Atua em projetos sociais de base para jovens talentos. Paixão por vôlei, esporte que praticou profissionalmente. Hobby favorito: dança de salão.