Fifa proíbe pausa tática para goleiros na Copa do Mundo de 2026
31 MAI

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Esportes
Letícia Pires Galvão Por Letícia Pires Galvão - Há 23 dias
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Durante a Copa do Mundo de 2026, os jogadores não poderão mais ir até a área técnica para conversar com os treinadores quando os goleiros estiverem machucados. A informação foi confirmada por Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da Fifa. O objetivo é evitar que os treinadores utilizem a lesão de um goleiro como uma oportunidade para dar instruções à sua equipe ou interromper o ritmo do jogo adversário.

A mudança foi aprovada pela International Football Association Board (Ifab), que também aceitou alterar o protocolo do árbitro assistente de vídeo (VAR) para permitir a revisão de faltas ofensivas que ocorram antes da bola ser colocada em jogo. A prática de pausas táticas para goleiros se tornou um tema polêmico nos últimos anos, com várias denúncias de sua utilização indevida.

Em novembro, Daniel Farke, técnico do Leeds United, acusou Gianluigi Donnarumma, goleiro do Manchester City, de simular uma lesão para "contornar as regras" e interromper o jogo. Essa tática geralmente envolve o goleiro caindo no chão e solicitando atendimento médico, enquanto seus companheiros de equipe aproveitam para se reunir com o treinador e receber novas instruções.

A Ifab está analisando a questão, mas até o momento nenhuma mudança de lei foi formalmente acordada. Em um esforço para resolver o problema, as ligas foram convidadas a realizar uma série de testes ao longo da temporada 2026-27. A National Women's Soccer League (NWSL), a liga profissional de futebol feminino nos Estados Unidos, já adotou uma medida temporária em que, se um goleiro se machucar, os jogadores de ambas as equipes devem permanecer em seus lugares ou se reunir no círculo central.

A Fifa aplicará uma lógica semelhante à da NWSL e impedirá que os jogadores se aproximem da linha lateral durante a lesão de um goleiro. No entanto, essa medida não resolve completamente o problema, pois ainda poderá ser utilizada para interromper o ritmo do adversário. Collina enfatizou que todas as seleções devem estar cientes de que essa prática não será mais permitida. "Tivemos um workshop com todos os treinadores das 48 equipes e informamos que os árbitros serão proativos", disse Collina.

Ele acrescentou: "Os árbitros não permitirão que as duas equipes se dirijam aos bancos quando um goleiro estiver caído no chão". Embora o goleiro tenha o direito de receber atendimento médico, os jogadores não podem deixar o campo de jogo para ter uma espécie de pausa tática com seus treinadores. A eficácia dessa medida na Copa do Mundo ainda é discutível, já que haverá uma pausa de hidratação de três minutos em cada tempo, criando um intervalo natural para os treinadores. Os árbitros serão responsáveis por fiscalizar a regra, mas Collina afirmou que não haverá cartões amarelos ou punições disciplinares para jogadores que tentem se dirigir ao treinador.

Collina também abordou a questão de que é "estranho" que apenas o árbitro, o fisioterapeuta e o goleiro estejam em campo enquanto todos os outros jogadores se afastam, algo que não é considerado bom. Além disso, Collina solicitou uma atualização no protocolo do VAR para que ele possa intervir se uma falta ocorrer antes de uma cobrança de escanteio, como no caso de um gol marcado pela Inglaterra em um jogo contra o Uruguai. O VAR, que anteriormente não permitia revisões para faltas antes de um escanteio, agora poderá sugerir a repetição do escanteio se uma falta tiver ocorrido anteriormente.

Esse novo protocolo será aplicado na Copa do Mundo e reavaliado após o torneio. Com isso, o gol da Inglaterra poderá ser anulado se o VAR identificar que a falta foi cometida antes da cobrança do escanteio. Collina defendeu essa mudança, afirmando que é "muito injusto" que um gol seja validado quando um defensor foi impedido de atuar. Ele acredita que não haverá objeções a essa nova regra, que se aplicará apenas a faltas ofensivas e não a faltas defensivas.

Além disso, Collina também explicou que jogadores que cobrem a boca durante confrontos com adversários agora poderão receber cartão vermelho, especialmente após um incidente controverso que envolveu Gianluca Prestianni, do Benfica, e Vinicius Jr., do Real Madrid, em uma partida da Liga dos Campeões. Se a conversa for amistosa, não haverá problemas, mas se for confrontacional, a cobertura da boca será considerada uma ação inadequada, merecendo punição.

Com essas mudanças, a Fifa busca tornar o jogo mais justo e fluido, evitando interrupções desnecessárias que possam prejudicar a dinâmica das partidas. As novas diretrizes refletem um esforço contínuo para aprimorar o futebol e garantir que as regras sejam aplicadas de maneira consistente e justa em todas as competições.

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Letícia Pires Galvão

Sobre Letícia Pires Galvão

Educadora física especializada em treinamentos de esportes coletivos. Atua em projetos sociais de base para jovens talentos. Paixão por vôlei, esporte que praticou profissionalmente. Hobby favorito: dança de salão.