Irmão de Ciro Nogueira é investigado pela PF por contratos no Piauí
11 MAI

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Política
Bruno Kleber Santos Por Bruno Kleber Santos - Há 3 dias
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A Polícia Federal (PF) está realizando uma investigação sobre Raimundo Neto Nogueira, irmão do senador Ciro Nogueira, por seu envolvimento em empresas ligadas ao parlamentar e por contratos firmados no governo do Piauí. Os negócios em questão envolvem um total de R$ 67,5 milhões recebidos da prefeitura de Teresina, capital do Piauí, durante gestões de aliados políticos do senador. A PF investiga se essas aquisições foram utilizadas para transferências de riqueza indevidas ao senador, que nega as acusações e alega que está sendo alvo de uma perseguição política.

Raimundo Nogueira, que é filho da ex-senadora Eliane Nogueira e ocupa cargos em várias empresas, foi indicado para um cargo no governo do Piauí por seu irmão, Ciro. Entre as empresas que ele gerencia estão a CN Petróleo, que opera postos de gasolina, e a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis. Além disso, ele é sócio da Construtora Torre, que, embora não tenha vínculo formal com Ciro, é frequentemente associada a ele no estado.

Desde 2009, essas empresas receberam os valores citados pela prefeitura de Teresina em contratos que abrangem obras de pavimentação, aluguel de imóveis e fornecimento de combustível. A prefeitura de Teresina não respondeu aos pedidos de comentário sobre o assunto. A defesa de Ciro Nogueira afirmou que não poderia se pronunciar sobre contratações passadas que não estão diretamente ligadas às investigações atuais.

Conforme a PF, Raimundo Nogueira também está sendo investigado por um “contrato de gaveta” que ele assinou em abril de 2024, representando outra empresa do senador, a CNLF Empreendimentos Imobiliários, para adquirir parte da Green Investimentos, uma empresa relacionada ao banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação suspeita que a participação de Raimundo na Green Investimentos tenha sido um mecanismo para que Vorcaro pagasse vantagens indevidas ao senador Ciro Nogueira, que refutou as acusações.

A PF alega que a empresa do senador pagou R$ 1 milhão por 30% da Green Investimentos, enquanto o valor real dessa participação poderia ser em torno de R$ 13 milhões. A avaliação da Green, na época, indicava que suas ações estavam avaliadas em R$ 43 milhões no total. Esse tipo de transação poderia ter possibilitado a transferência indireta de riqueza para Ciro Nogueira por meio do pagamento de dividendos.

Em um comunicado, Ciro Nogueira declarou ser alvo de uma tentativa de desestabilizá-lo e associou a investigação a sua campanha eleitoral, afirmando que tais acontecimentos o motivam a lutar por mais recursos para o povo do Piauí. Antes desse caso, a atuação empresarial de Raimundo e Ciro já havia sido investigada em um inquérito da PF em 2013, que apurava denúncias de desvio de recursos públicos envolvendo uma locadora de automóveis, a Trevo, de propriedade do deputado Julio Arcoverde. A locadora teria emitido notas frias para Ciro e sua ex-esposa, a deputada Iracema Portella, custeadas com cota parlamentar.

Desta forma, a situação envolvendo Raimundo Nogueira e as empresas ligadas ao senador Ciro Nogueira levanta importantes questões sobre a relação entre política e negócios no Brasil. A investigação da PF não apenas busca esclarecer a origem dos recursos, mas também expõe a fragilidade dos mecanismos de controle e transparência nas administrações públicas.

Além disso, é fundamental que os cidadãos se mantenham informados sobre como seus representantes utilizam recursos públicos, pois isso impacta diretamente na confiança nas instituições. A investigação deve seguir seu curso, garantindo que a verdade prevaleça e que possíveis irregularidades sejam devidamente punidas.

O desenrolar deste caso pode influenciar a percepção pública sobre a política no Piauí e, potencialmente, em todo o Brasil, especialmente em um ano eleitoral. A sociedade civil deve estar atenta e exigir maior responsabilidade de seus representantes, promovendo um ambiente de maior transparência e ética.

Finalmente, a atuação da PF neste caso é um exemplo de como a investigação de irregularidades é essencial para a manutenção da integridade das instituições democráticas. A população espera e merece respostas claras e ações contundentes diante de qualquer indício de corrupção.

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Bruno Kleber Santos

Sobre Bruno Kleber Santos

Graduando em Ciência Política, focado em relações exteriores e geopolítica da América Latina. Atua em canais de debate para o público jovem. Paixão por geografia humana. Seu refúgio favorito de fim de semana é o surf.