Jason Collins: Morre o primeiro jogador assumidamente gay da NBA aos 47 anos após luta contra câncer
13 MAI

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Esportes
Letícia Pires Galvão Por Letícia Pires Galvão - Há 15 horas
11402 6 minutos de leitura

O ex-jogador de basquete Jason Collins, reconhecido como o primeiro atleta em atividade de uma grande liga profissional masculina dos Estados Unidos a se declarar gay, faleceu aos 47 anos após uma batalha contra um glioblastoma, um tipo agressivo de câncer cerebral. O falecimento foi comunicado pela família em um aviso oficial divulgado pela NBA.

De acordo com a nota, Collins faleceu após “uma valente luta contra um glioblastoma”, uma condição considerada inoperável. No ano anterior, o ex-pivô havia revelado publicamente o diagnóstico da doença, que o levou a iniciar tratamentos para tentar controlar o avanço do tumor.

O comissário da NBA, Adam Silver, expressou suas condolências e ressaltou o legado que Collins deixou. "O impacto e a influência de Jason Collins foram muito além do basquete, ao ajudar a tornar a NBA, a WNBA e a comunidade esportiva mais inclusivas e acolhedoras para as futuras gerações", afirmou Silver. Ele completou dizendo que Collins será lembrado não apenas por quebrar barreiras, mas também pela sua gentileza e humanidade.

Jason Collins começou a perceber os sintomas da doença em dezembro de 2025, quando teve dificuldades de concentração. Em um relato sobre sua condição, descreveu o tumor cerebral como "um monstro com tentáculos espalhando-se pela parte inferior do cérebro na largura de uma bola de beisebol". Médicos informaram que, sem tratamento, ele teria apenas três meses de vida.

Durante o tratamento, Collins utilizou o medicamento Avastin para tentar desacelerar o crescimento do tumor e viajou para Singapura para realizar uma forma direcionada de quimioterapia. Ele comparou essa experiência ao momento em que decidiu assumir publicamente sua sexualidade em 2013, afirmando que os anos que se seguiram foram "os melhores da vida". "Sua vida fica muito melhor quando você simplesmente aparece como seu verdadeiro eu, sem medo de ser quem você é, em público ou em privado. Este sou eu. É isso que estou enfrentando", declarou na época.

Nascido na Califórnia, Collins iniciou sua carreira universitária em Stanford e atuou por 13 temporadas na NBA, passando por seis equipes, sendo que seus melhores momentos foram com o New Jersey Nets. Em 2013, ele fez história ao se declarar gay em um artigo na revista Sports Illustrated, onde começou com a frase: "Sou um pivô da NBA de 34 anos. Sou negro e sou gay". Naquele período, havia incertezas sobre o impacto que essa revelação teria em sua carreira, considerando que, embora os direitos LGBTQIA+ estivessem avançando, o casamento entre pessoas do mesmo sexo só foi legalizado em todo o território americano em 2015.

Após a sua declaração, Collins retornou a jogar pelo Brooklyn Nets, tornando-se o primeiro atleta assumidamente gay a competir em qualquer uma das quatro principais ligas esportivas dos Estados Unidos. O Brooklyn Nets publicou uma nota lamentando a morte do ex-jogador, destacando que Collins passou oito temporadas com a equipe, ajudando a definir uma era para a franquia e desempenhando um papel vital nas campanhas consecutivas de títulos da Conferência Leste em 2002 e 2003.

A equipe ressaltou que quem conviveu com Collins sabia que ele não era apenas um competidor, mas também uma pessoa genuinamente gentil e atenciosa, que unia as pessoas. O ex-treinador de Stanford, Mike Montgomery, também expressou seu pesar, dizendo que o impacto de Collins na universidade foi imenso, devido à sua habilidade e caráter.

Collins foi nomeado uma das 100 pessoas mais influentes da revista Time e se aposentou da NBA em 2014. A família do ex-jogador declarou: "Jason mudou vidas de maneiras inesperadas e foi uma inspiração para todos que o conheceram e para aqueles que o admiravam à distância".

O glioblastoma, também conhecido como GBM, é o tumor cerebral maligno mais comum entre adultos. Ele se origina em células chamadas astrócitos, que dão suporte às células nervosas. Os sintomas variam conforme a região do cérebro afetada e podem incluir convulsões, alterações cognitivas e dificuldades na fala e no equilíbrio. Apesar de existirem tratamentos que podem retardar o crescimento do tumor, ainda não há cura conhecida para esta doença.

Desta forma, a morte de Jason Collins não representa apenas a perda de um atleta, mas de um símbolo de luta e superação. Sua coragem ao assumir sua sexualidade em um ambiente tradicionalmente conservador como o esporte profissional nos EUA ajudou a criar um espaço mais inclusivo para futuros atletas. Assim, sua trajetória nos ensina que a visibilidade e a autenticidade são fundamentais para promover mudanças sociais.

Em resumo, o legado de Collins se estende além das quadras, influenciando questões de diversidade e aceitação no esporte e na sociedade. O reconhecimento de sua luta contra o câncer também traz à tona a importância da saúde mental e física, além da necessidade de apoio a pessoas que enfrentam doenças graves. Portanto, a história de Collins deve nos inspirar a continuar lutando por um mundo mais justo e acolhedor.

Então, refletir sobre a vida de Jason Collins é um convite à ação. Devemos nos unir para garantir que todos possam viver autênticamente, sem medo de represálias. Além disso, é crucial promover iniciativas que ofereçam suporte a atletas que, assim como Collins, enfrentam desafios tanto dentro quanto fora do esporte.

Finalmente, a trajetória de Jason Collins destaca a importância de um diálogo aberto sobre saúde mental e questões LGBTQIA+ no esporte, mostrando que todos têm um papel a desempenhar na construção de um ambiente mais inclusivo e solidário. A sua memória deve servir como um farol para todos nós.

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Letícia Pires Galvão

Sobre Letícia Pires Galvão

Educadora física especializada em treinamentos de esportes coletivos. Atua em projetos sociais de base para jovens talentos. Paixão por vôlei, esporte que praticou profissionalmente. Hobby favorito: dança de salão.