Jogadores brasileiros podem representar outras seleções na Copa do Mundo de 2026
03 ABR

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Esportes
Felipe Cavalcanti D'Ávila Por Felipe Cavalcanti D'Ávila - Há 7 dias
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O técnico Carlo Ancelotti divulgará no dia 18 de maio a lista dos 26 convocados para a seleção brasileira que participará da Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. Entretanto, não são apenas os jogadores convocados pelo Brasil que estarão em campo. Outras seleções, como Paraguai, Portugal, Estados Unidos, Canadá e Qatar, também devem contar com atletas que têm ligação com o Brasil.

Ao longo da história dos Mundiais, o Brasil já teve cerca de 40 jogadores que atuaram por outras seleções. O primeiro deles foi Anfilogino Guarisi, mais conhecido como Filó, que foi ídolo do Corinthians e campeão com a seleção italiana em 1934. Em 1962, Mazzola, que havia vencido o torneio com o Brasil em 1958, também jogou pela Itália. A FIFA alterou suas regras logo depois, impedindo que atletas jogassem por mais de uma seleção em Copas do Mundo.

Desde 1990, sempre houve pelo menos um jogador brasileiro defendendo outra seleção em cada edição da Copa do Mundo. Neste contexto, o Paraguai, comandado pelo técnico argentino Gustavo Alfaro, poderá contar pela primeira vez com jogadores de origem brasileira no Mundial. O meia Maurício, do Palmeiras, e o goleiro Carlos Coronel, do São Paulo, são os cotados para representar a seleção paraguaia.

O jogador Maurício, que tem raízes paraguaia por parte de avós, completou seu processo de naturalização em fevereiro e já fez sua estreia em amistosos pela seleção paraguaia. Ele foi destacado pelo treinador por sua habilidade em controlar o jogo e por sua capacidade de se integrar ao time rapidamente. Carlos Coronel, por sua vez, é filho de mãe paraguaia e possui uma trajetória que começou no Brasil, onde se destacou no São Paulo, e agora busca um espaço na seleção paraguaia.

Além do Paraguai, a seleção dos Estados Unidos também poderá contar com um jogador brasileiro em sua equipe. Trata-se do meia Johnny Cardoso, natural de Denville, Nova Jersey. Filho de pais brasileiros, Johnny passou parte de sua infância no Brasil e teve uma carreira promissora nas categorias de base de clubes brasileiros antes de se transferir para a Europa.

Johnny Cardoso, que começou sua trajetória profissional no Internacional, foi transferido para o Real Betis e, posteriormente, para o Atlético de Madrid. Ele já defendeu a seleção dos Estados Unidos em várias categorias e se destacou por suas atuações, contribuindo para a conquista de títulos importantes pela equipe.

Portugal, por sua vez, é o país que mais recebeu jogadores brasileiros naturalizados para disputar Copas do Mundo. Entre eles, destacam-se Matheus Nunes, do Manchester City, e Otávio, do Al Qadsiah, que já participaram da edição de 2022 e estão cotados para a próxima Copa. Matheus, que se mudou para Portugal na adolescência, fez sua formação em clubes como Ericeirense e Sporting, enquanto Otávio, natural da Paraíba, se destacou nas categorias de base do Internacional antes de brilhar no Porto.

Ambos têm chances reais de retornar à seleção portuguesa no próximo mundial, contribuindo para a força do time luso, que está no Grupo K, ao lado de Colômbia, Uzbequistão e República Democrática do Congo.

Além dessas seleções, o Qatar também conta com brasileiros em seu elenco, que ajudaram a equipe a se qualificar para o torneio. A presença de jogadores de origem brasileira em diversas seleções ressalta a influência do futebol brasileiro no cenário internacional e o talento que se espalha por diferentes países.

Desta forma, a presença de jogadores brasileiros em seleções estrangeiras reflete a complexidade do futebol globalizado. Muitos atletas, por questões de naturalização e identidades, optam por representar países que oferecem oportunidades diferentes. Essa dinâmica levanta questões sobre a identidade cultural e a valorização das raízes.

Em resumo, a participação de brasileiros em seleções de outros países pode ser vista como uma consequência natural da crescente internacionalização do esporte. Com a Copa do Mundo se aproximando, é importante que o Brasil e outras nações reconheçam o talento e a trajetória desses jogadores.

Assim, a diversidade nas seleções enriquece o futebol e promove uma rivalidade saudável entre países. O desafio é equilibrar a valorização dos talentos locais com a inclusão de atletas que, embora tenham nascido fora, trazem uma conexão especial com a cultura futebolística.

Encerrando o tema, a Copa do Mundo de 2026 promete ser um espetáculo de talentos variados, onde a presença de brasileiros em diferentes seleções demonstra a riqueza do esporte. O futebol tem o poder de unir nações, e cada jogador que entra em campo traz consigo uma história única.

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Felipe Cavalcanti D'Ávila

Sobre Felipe Cavalcanti D'Ávila

Especialista em Direito Desportivo e entusiasta de maratonas. Atua em tribunais esportivos defendendo a transparência e ética no esporte. Paixão fervorosa por futebol nacional. No tempo livre, pratica ciclismo de estrada.