Marrocos, primeiro adversário do Brasil na Copa, transforma futebol em estratégia nacional
06 MAI

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Esportes
Letícia Pires Galvão Por Letícia Pires Galvão - Há 8 dias
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Em Salé, cidade próxima a Rabat, a capital do Marrocos, jovens entre 12 e 18 anos se dedicam ao treinamento em uma academia de futebol que impressiona pela infraestrutura, avaliada em US$ 65 milhões (aproximadamente R$ 324 milhões). Essa academia, que conta com dormitórios, salas de aula e espaços de atendimento médico, faz parte de uma rede de mais de cem centros de formação espalhados pelo país. Embora a teoria do sistema busque ampliar o acesso ao futebol profissional, na prática, a concorrência é acirrada. A academia, que leva o nome do rei Mohammed VI, tem capacidade para 120 alunos, mas seleciona apenas algumas dezenas a cada ano, entre milhares de candidatos de diversas regiões do Marrocos.

Essa iniciativa se insere em um plano mais amplo de investimentos no esporte marroquino, que nas últimas duas décadas tem se tornado central na estratégia nacional do país, que será o primeiro adversário do Brasil na Copa do Mundo de 2026. Durante uma conversa com a Folha, o professor Mahfoud Amara, da Qatar University e especialista em governança esportiva no Oriente Médio e Norte da África, destacou que o futebol em Marrocos é fortemente influenciado pelo Estado. O financiamento público aliado ao suporte de empresas nacionais é um diferencial importante.

Um dos protagonistas dessa transformação é Fouzi Lekjaa, presidente da Federação Real Marroquina de Futebol desde 2014 e vice-presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF). Além de seu papel na federação, Lekjaa é ministro delegado para o Orçamento de Marrocos, permitindo-lhe acesso direto a recursos públicos e a capacidade de direcionar investimentos para o esporte. Amara comentou que a atuação de Lekjaa demonstra como a governança do futebol está alinhada com as instituições políticas do país, resultando em uma estratégia coesa entre o governo, a federação e o setor econômico.

Em um seminário recente da FIFA, Lekjaa explicou que o trabalho da federação com os jovens é dividido em três pilares principais: instalações adequadas, identificação de talentos e formação de pessoal qualificado. Segundo ele, o objetivo é preparar esses jovens para uma carreira profissional no futebol, promovendo seu desenvolvimento até que possam se integrar a clubes.

Historicamente, Marrocos enfrentou frustrações no cenário futebolístico. Após ser eliminado na fase de grupos da Copa do Mundo de 1998, quando também enfrentou o Brasil, o país só retornou ao torneio em 2018. Além disso, a seleção marroquina ficou de fora de três edições da Copa Africana de Nações na década de 1990. Essa realidade foi atribuída à falta de um processo estruturado para a identificação e formação de talentos, algo que começou a ser corrigido nos últimos 20 anos. As mudanças iniciadas nesse período começam a trazer resultados, como a classificação para a Copa do Mundo na Rússia e a recente conquista da Copa do Mundo Sub-20, ao vencer a Argentina por 2 a 0 em outubro do ano passado no Chile.

Agora, a seleção marroquina se prepara para disputar sua terceira Copa do Mundo consecutiva em 2026, onde enfrentará o Brasil, a Escócia e o Haiti no Grupo C. O confronto entre as duas equipes representa um embate entre uma potência histórica do futebol e um país que apenas recentemente começou a tratar o esporte como uma estratégia nacional.

O sucesso do Marrocos no futebol é resultado de um planejamento estratégico de longo prazo que remonta às reformas esportivas dos anos 2000. Simon Chadwick, especialista em economia do esporte e professor em Paris, ressaltou que, apesar de o Marrocos não ser um país extremamente rico, ele possui a geografia e os recursos necessários para fomentar seu poder econômico e político. O país abriga cerca de 70% das reservas conhecidas de fosfato no mundo, um mineral essencial para diversos produtos, desde alimentos até eletrônicos, sendo o Grupo OCP, uma estatal, o maior empregador do país e responsável por grande parte dessas reservas.

Desta forma, a transformação do futebol marroquino em um projeto nacional evidencia a importância de um planejamento estratégico sólido. Com investimentos direcionados e um modelo de governança que une o setor público e privado, Marrocos mostra que é possível mudar a trajetória esportiva de um país em pouco tempo.

O case marroquino também serve como exemplo para outras nações que buscam revitalizar suas práticas esportivas. O alinhamento entre a política e o esporte pode gerar resultados significativos, não apenas em competições, mas no desenvolvimento social e econômico do país.

É essencial que Marrocos mantenha o foco em sua estratégia a longo prazo, continuando a investir em infraestrutura e na formação de novos talentos. O país já começou a colher frutos de suas ações, mas o caminho para se tornar uma potência futebolística requer persistência e visão.

Assim, a expectativa para a Copa do Mundo de 2026 é alta, tanto para a seleção marroquina quanto para a torcida, que se vê representada em um cenário internacional que antes parecia distante. O futuro do futebol em Marrocos está sendo construído agora, com base em um legado de trabalho e comprometimento.

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Letícia Pires Galvão

Sobre Letícia Pires Galvão

Educadora física especializada em treinamentos de esportes coletivos. Atua em projetos sociais de base para jovens talentos. Paixão por vôlei, esporte que praticou profissionalmente. Hobby favorito: dança de salão.