Ministro do STF suspende aplicação da Lei da Dosimetria para condenados do 8 de janeiro
10 MAI

Carta Branca - As notícias de último minuto estão sempre aqui. Fique por dentro!

SAIBA MAIS
Política
Marcos Antonio Oliveira Por Marcos Antonio Oliveira - Há 3 dias
12495 6 minutos de leitura

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu suspender, até o próximo domingo (10), 24 pedidos que solicitam a aplicação da Lei da Dosimetria para os condenados relacionados aos eventos de 8 de janeiro. Entre esses condenados está Débora Rodrigues dos Santos, popularmente conhecida como "Débora do Batom", que se tornou famosa por ter escrito a frase "perdeu, mané" em uma estátua em frente ao STF, utilizando batom. Débora foi condenada a uma pena de 14 anos de prisão.

Moraes justifica sua decisão alegando que é necessário aguardar uma deliberação do plenário da Corte sobre as ações que questionam a validade da aplicação da lei. Para isso, ele estabeleceu um prazo de cinco dias úteis para que o Legislativo apresente uma resposta a respeito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que foi proposta pela federação de partidos Psol-Rede na última sexta-feira (8). Nessa ação, os partidos alegam que a revogação do veto foi feita de forma irregular, uma vez que houve o fracionamento de um veto integral.

O ministro ressaltou que as respostas vindas do Congresso Nacional, da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República podem ter um impacto significativo na execução das penas e até na definição das mesmas. Moraes afirmou que suspender a dosimetria seria uma maneira de manter a segurança jurídica até que a controvérsia seja resolvida pelo STF, permitindo a continuidade regular da execução penal conforme decidido anteriormente.

Os advogados dos condenados começaram a solicitar a revisão das penas logo após a promulgação da Lei da Dosimetria pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na última sexta-feira. A defesa de Débora e outros condenados emitiu uma nota no sábado (9) criticando a decisão de Moraes, afirmando que ela contraria a decisão do Congresso, que já havia aprovado a nova lei e que, portanto, deveria ser aplicada imediatamente.

A nota destaca que a nova legislação reconhece a necessidade de tratar os condenados de maneira diferente, enfatizando que não se pode equiparar aqueles que organizaram, financiaram ou lideraram os atos aos que apenas estavam presentes. A defesa frisa a importância da vontade soberana do Congresso Nacional, da segurança jurídica e do respeito às garantias fundamentais consagradas na Constituição.

Débora estava detida desde 2024 por sua participação nos atos ocorridos em 8 de janeiro. Em fevereiro de 2025, Moraes concedeu-lhe prisão domiciliar após um pedido da Procuradoria-Geral da República, e ela já deixou o Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro, onde cumpria pena. Além disso, a federação PT/PCdoB/PV também protocolou uma ADI solicitando a revogação da Lei da Dosimetria, argumentando que a legislação é incompatível com normas fundamentais da Constituição e com a jurisprudência do STF, pedindo uma medida cautelar para suspender os efeitos dos dispositivos em questão, dada a urgência da situação.

O presidente do PT, Edinho Silva, qualificou a proposta de retrocesso democrático e lembrou os planos de ataque contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin, além de Alexandre de Moraes. A Lei da Dosimetria foi criada com o intuito de beneficiar os condenados pelos atos de 8 de janeiro, bem como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A proposta estabelece critérios e percentuais mínimos para o cumprimento das penas e para a progressão dos regimes de prisão.

Para evitar conflitos com a nova Lei Antifacção, Alcolumbre decidiu considerar prejudicados alguns trechos do projeto de lei que tratavam da progressão de pena, que não foram incluídos na análise final. A medida busca prevenir a flexibilização das penas de condenados por crimes graves, como formação de milícias, feminicídio e crimes hediondos. Embora a Lei da Dosimetria tenha como foco os condenados pelos eventos de 8 de janeiro, suas implicações podem alcançar outros tipos de crimes.

Atualmente, os réus acusados de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado têm suas penas somadas. Com a nova proposta, será adotado o chamado concurso formal, o que significa que apenas a pena mais severa será aplicada, eliminando a soma das duas condenações. Em outra parte do texto, a legislação também reduz o tempo mínimo necessário para a progressão do regime fechado para o semiaberto.

Desta forma, a situação envolvendo a Lei da Dosimetria e os condenados pelos atos de 8 de janeiro revela a complexidade dos dilemas jurídicos enfrentados pelo STF e pelo Congresso. A decisão de Moraes, ao suspender a aplicação da lei, reflete a necessidade de uma análise aprofundada que leve em conta as diferentes circunstâncias de cada caso. A discussão sobre a dosimetria das penas destaca a importância de garantir a justiça, levando em consideração o papel e a responsabilidade de cada indivíduo no que ocorreu.

Além disso, a tensão entre as decisões judiciais e as legislações recém-aprovadas enfatiza a urgência de um diálogo eficaz entre os poderes da República. Este diálogo é essencial para assegurar que as garantias constitucionais sejam respeitadas, sem que haja retrocessos em questões democráticas. O tratamento diferenciado entre os réus deve ser pautado por critérios que considerem a gravidade dos atos praticados e a intenção por trás deles.

Por fim, o debate em torno da Lei da Dosimetria e suas implicações é um reflexo das complexidades do sistema de justiça brasileiro. A busca por uma solução que respeite os direitos individuais, ao mesmo tempo que assegura a responsabilização necessária, é um desafio constante. Assim, a manutenção de um estado democrático de direito depende da capacidade de todos os envolvidos em encontrar um equilíbrio justo entre segurança e justiça.

O tema da dosimetria das penas deve continuar a ser discutido com a seriedade e atenção que merece, especialmente em um momento tão delicado para a democracia brasileira. A construção de um futuro mais justo e igualitário depende da capacidade de enfrentar esses desafios de forma responsável e consciente.

Uma dica especial para você

Com as recentes decisões do STF gerando debates acalorados, é hora de capturar os momentos mais intensos da vida. A Apexcam Câmera de ação 4K 60FPS, estabilização EIS é a companheira perfeita para registrar suas aventuras e opiniões em alta definição.

Imagine capturar cada detalhe com qualidade 4K e a incrível estabilização EIS que garante imagens suaves, mesmo em movimento. Seja para documentar suas viagens, praticar esportes radicais ou simplesmente gravar momentos especiais, a Apexcam transforma qualquer cena em uma obra-prima cinematográfica, permitindo que você compartilhe suas experiências com o mundo.

Não perca a chance de elevar seu conteúdo a um novo patamar! A demanda por equipamentos de qualidade está crescendo, e a Apexcam é uma escolha que se destaca. Garanta já a sua e esteja pronto para registrar a próxima grande história da sua vida com a Apexcam Câmera de ação 4K 60FPS, estabilização EIS!

Gostou dessa notícia? Você pode compartilhá-la com seus amigos!

Marcos Antonio Oliveira

Sobre Marcos Antonio Oliveira

Jornalista com pós-graduação em Política Internacional. Atua cobrindo o congresso nacional há mais de uma década. Grande paixão por história brasileira e debates democráticos. Nas horas vagas, dedica-se ao estudo de xadrez.