ONS Implementa Ação para Controlar Excesso de Energia e Evitar Instabilidade no Sistema Elétrico
07 JUN

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Política
Bruno Kleber Santos Por Bruno Kleber Santos - Há 20 dias
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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) anunciou a realização de uma ação inédita para controlar o excesso de energia na rede elétrica brasileira. A medida foi adotada no último domingo, entre 10h e 14h, e teve como objetivo equilibrar a oferta e a demanda de energia, evitando riscos de instabilidade no sistema. Durante essa operação, o ONS conseguiu reduzir a geração em 1.000 megawatts (MW), uma ação considerada um sucesso pela entidade.

A necessidade de implementar esse plano emergencial foi identificada no ano passado, quando o ONS percebeu um risco de colapso no sistema elétrico, especialmente devido ao aumento da geração de energia renovável, como a solar. Esse tipo de energia tem se tornado cada vez mais comum, especialmente em períodos de baixa demanda, como em feriados prolongados, quando o consumo tende a cair.

Na operação realizada, o ONS trabalhou em conjunto com distribuidoras de energia, que precisaram ajustar a geração sob suas áreas de concessão. Essa parceria foi essencial para garantir que a quantidade de energia que estava sendo gerada fosse adequada à demanda real. O ONS também se comprometeu a manter todos os agentes do setor informados e coordenar as ações necessárias para garantir a segurança do sistema elétrico.

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) destacou que as distribuidoras estavam seguindo os parâmetros estabelecidos pelo ONS e que uma avaliação técnica da ação seria realizada para entender melhor os impactos e resultados dessa operação de emergência.

O Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia foi criado após os episódios de desequilíbrio que ocorreram em 2025, onde o sistema elétrico enfrentou dificuldades em controlar a oferta de energia renovável. A proposta é regular a geração de usinas pequenas, como centrais hidrelétricas e usinas a biomassa, que embora não sejam controladas diretamente pelo ONS, afetam a estabilidade do sistema elétrico.

Um dos casos que evidenciou a necessidade desse plano ocorreu em 10 de agosto de 2025, quando a energia solar respondeu por 37,6% da demanda nacional. Essa situação levou o ONS a reduzir a geração de usinas hidrelétricas e termelétricas, além de ter que cortar a produção de grandes parques eólicos e solares.

Atualmente, 12 distribuidoras estão habilitadas a executar cortes de energia conforme as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Juntas, elas representam cerca de 80% da capacidade instalada das usinas do tipo que estão sob o plano. Há a expectativa de que mais distribuidoras sejam incluídas em uma próxima fase de implementação do plano.

A regulamentação também exige que o ONS encaminhe à Aneel, em até 30 dias após cada ativação do plano, um relatório técnico detalhando as circunstâncias que levaram à medida e os resultados obtidos. Essa transparência é fundamental para informar e monitorar a eficácia do plano e seus impactos no sistema elétrico.


Desta forma, a ação do ONS reflete a necessidade de inovação e adaptação do sistema elétrico brasileiro frente aos desafios contemporâneos. O aumento da geração de energia renovável é uma realidade que demanda respostas eficientes para evitar crises energéticas.

A implementação do Plano Emergencial de Gestão de Excedentes é um passo importante para garantir a estabilidade do fornecimento de energia, especialmente em momentos de baixa demanda. Contudo, a eficácia desse plano deve ser monitorada continuamente para que ajustes possam ser realizados conforme necessário.

Além disso, é fundamental que as distribuidoras e o ONS mantenham um diálogo aberto com a sociedade e os consumidores, explicando as medidas adotadas e seus impactos diretos. A transparência na comunicação é vital para que a população entenda as complexidades do sistema elétrico.

Por fim, é importante que o governo e as instituições envolvidas busquem alternativas e soluções sustentáveis para a geração de energia, promovendo um equilíbrio entre a produção e o consumo. Assim, o Brasil pode avançar rumo a um futuro energético mais seguro e eficiente.

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Bruno Kleber Santos

Sobre Bruno Kleber Santos

Graduando em Ciência Política, focado em relações exteriores e geopolítica da América Latina. Atua em canais de debate para o público jovem. Paixão por geografia humana. Seu refúgio favorito de fim de semana é o surf.