PT elabora plano para combater desinformação eleitoral, mas enfrenta desafios com IA e mudanças no TSE
10 MAI

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Política
Marcos Antonio Oliveira Por Marcos Antonio Oliveira - Há 3 dias
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O Partido dos Trabalhadores (PT) está desenvolvendo uma estratégia para enfrentar a desinformação que possa afetar o presidente Lula e o partido durante as próximas eleições. Entretanto, a tarefa não será fácil, já que existem dois obstáculos principais: o avanço da inteligência artificial (IA) e a nova composição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Durante a eleição de 2022, o PT fez mais de 300 representações contra a desinformação. Naquela época, o TSE era presidido por Alexandre de Moraes, um ministro que estava muito envolvido no combate a fake news e que estabeleceu parcerias com universidades e organizações que analisam redes sociais. Agora, o comando do tribunal será assumido por Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro, que tende a ter uma abordagem mais conservadora e menos intervencionista em relação às questões de desinformação.

Um outro ponto que preocupa os aliados de Lula é a utilização de novas táticas de viralização nas plataformas digitais. Um exemplo disso é a estratégia adotada em 2024 por Pablo Marçal, ex-candidato a prefeito de São Paulo, que promoveu competições para criar cortes de vídeo e ofereceu prêmios em dinheiro para aqueles que conseguissem gerar mais visualizações. Embora em abril de 2025 tenha sido condenado e se tornado inelegível por oito anos devido ao mau uso dos meios de comunicação, sua técnica de utilizar pessoas, conhecidas como 'clipadores', para disseminar conteúdos se tornou mais profissionalizada, sendo agora adotada por várias empresas para promover produtos.

Essa abordagem de viralização permite que conteúdos sejam impulsionados sem se submeter aos mecanismos de fiscalização das plataformas, como os anúncios políticos, que são registrados em bibliotecas públicas. Por isso, a fiscalização se torna mais desafiadora. Em resposta, o governo Lula sugeriu que o TSE incluísse uma cláusula que proíba explicitamente essa prática de cortes. Atualmente, a resolução eleitoral já proíbe o uso de competições que ofereçam vantagens econômicas por meio de publicações.

Os responsáveis pela estratégia do PT acreditam que temas já explorados na campanha de Bolsonaro nas últimas eleições, como questões morais e associações infundadas entre o partido e o crime organizado, podem voltar a ser utilizados. Por exemplo, em 2022, quando Lula usou um boné com a sigla CPX, o senador Flávio Bolsonaro compartilhou imagens de armas associadas a essa sigla, alegando falsamente que ela significava 'cupinxa, parceiro de crime'. Além disso, uma representação feita pelo PT à Justiça Eleitoral em março de 2023 destacou a importância da discussão sobre a classificação de facções criminosas como terroristas, um tema que pode gerar repercussão na campanha.

Uma das publicações questionadas retratou Lula de forma negativa, alegando que ele não desejava que facções fossem tratadas como terroristas. A ação foi assinada pelo escritório Ferraro, Rocha e Novaes, que argumentou que as peças divulgadas propagavam informações falsas e descontextualizavam questões complexas de diplomacia e soberania nacional. Em decisões anteriores, o TSE já havia determinado a remoção de publicações que ligavam o PT ao crime organizado, o que pode servir como base para futuras ações judiciais.

Em busca de esclarecimentos sobre como o PT pretende atuar contra informações falsas nas próximas eleições, a Folha de S. Paulo tentou contato com o escritório responsável, mas não obteve resposta. O presidente do PT, Edinho Silva, também foi contatado, mas sua assessoria não retornou. O desafio de combater a desinformação é uma realidade que o partido precisa enfrentar para proteger sua imagem e a do presidente Lula.

Desta forma, a batalha contra a desinformação eleitoral se torna cada vez mais complexa, especialmente com a evolução das tecnologias de comunicação e a manipulação de informações nas redes sociais. O desafio do PT não é apenas responder a ataques, mas também antecipar-se a novas estratégias que possam surgir.

Além disso, a nova composição do TSE levanta preocupações sobre a eficácia das medidas de combate à desinformação. A expectativa é que a nova gestão seja menos proativa, o que pode favorecer a propagação de conteúdos falsos e prejudicar a integridade do processo eleitoral.

É fundamental que haja um esforço conjunto entre partidos, instituições e a sociedade civil para garantir a transparência e a veracidade das informações durante as campanhas eleitorais. O papel da Justiça Eleitoral deve ser reforçado, com um olhar atento sobre as novas formas de disseminação de conteúdos.

Assim, a promoção de uma comunicação responsável e a educação midiática são ferramentas essenciais para que os eleitores possam discernir entre fatos e fake news. Somente por meio de ações coordenadas será possível enfrentar a desinformação e proteger a democracia.

Finalmente, a vigilância sobre a utilização das plataformas de comunicação deve ser constante. A atuação do TSE deve ser firme e adaptativa, buscando sempre se adequar às novas realidades do cenário digital.


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Marcos Antonio Oliveira

Sobre Marcos Antonio Oliveira

Jornalista com pós-graduação em Política Internacional. Atua cobrindo o congresso nacional há mais de uma década. Grande paixão por história brasileira e debates democráticos. Nas horas vagas, dedica-se ao estudo de xadrez.