Câmara dos Deputados aprova lei que aumenta punição para presos que ameaçarem mulheres durante saída temporária
16 ABR

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Política
Marcos Antonio Oliveira Por Marcos Antonio Oliveira - Há 9 dias
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A Câmara dos Deputados, em sessão realizada na última quarta-feira (15), aprovou um projeto de lei que tem como objetivo aumentar as punições para presos que cometem violência doméstica e familiar contra mulheres, mesmo quando estão em saída temporária ou em regimes abertos ou semiabertos. O projeto, conhecido como Lei Barbara Penna, agora segue para a sanção do Presidente da República.

O Projeto de Lei 2083/22, que foi originado no Senado, estabelece a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) em casos em que o preso volte a ameaçar ou agredir a vítima e seus familiares. Este regime pode ter uma duração de até dois anos e impõe diversas restrições, como o cumprimento de pena em cela individual, limitação nas visitas, restrição de saídas para banho de sol e monitoramento de entrevistas e correspondências.

A aprovação do projeto contou com o parecer favorável da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), que é relatora na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Além disso, o texto recebeu uma emenda do deputado Luiz Carlos Busato (União-RS), que é relator na Comissão de Constituição e Justiça. Esta proposta tem como principal objetivo reforçar a proteção das mulheres que são vítimas de violência em suas relações familiares.

A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), autora da proposta, lembrou em seu discurso que Barbara Penna foi uma vítima de tentativa de feminicídio em 2013. Segundo a senadora, Barbara teve seu corpo incendiado, foi jogada do terceiro andar do prédio onde morava em Porto Alegre e teve seus dois filhos assassinados pelo ex-marido, que foi condenado a 28 anos de prisão. Mesmo assim, ela continuou a receber ameaças do ex-marido de dentro da prisão, o que motivou a criação dessa lei.

Além das novas regras de punição, o texto também classifica como falta grave a aproximação do preso da vítima ou de seus familiares enquanto as medidas protetivas da Lei Maria da Penha estiverem em vigor. Atualmente, o descumprimento dessas medidas já é considerado crime, mas requer a abertura de um novo processo penal. Com a nova proposta, essa falta grave pode resultar em consequências severas, como a regressão de regime, a perda de até um terço dos dias remidos por trabalho ou estudo e o reinício da contagem para a progressão de regime.

Outra importante alteração trazida pelo projeto é a inclusão de novas definições sobre crimes de tortura, especificamente em situações em que a mulher é submetida repetidamente a sofrimento físico ou mental no contexto de violência doméstica. A pena prevista para esses crimes varia de 2 a 8 anos de reclusão, o que demonstra um endurecimento das leis em relação à proteção das mulheres.


Desta forma, a aprovação da Lei Barbara Penna é um passo significativo na luta contra a violência doméstica. A legislação não só endurece as punições para agressores, mas também traz um importante enfoque na proteção das vítimas. Essa mudança é vital para que as mulheres se sintam mais seguras e apoiadas em suas denúncias.

Além disso, o reconhecimento de que ameaças e aproximações de agressores devem ser tratadas como faltas graves é um avanço importante. Isso pode desencorajar comportamentos que perpetuam o ciclo de violência, criando um ambiente mais seguro para as vítimas.

A necessidade de um sistema que efetivamente proteja as mulheres e sancione os agressores é urgente. O aumento das penas e a implementação do Regime Disciplinar Diferenciado são medidas que podem ajudar a reduzir casos de violência contra a mulher, refletindo uma sociedade que se preocupa com a segurança de seus cidadãos.

Finalmente, é essencial que a sociedade civil, junto com as instituições, mantenham a vigilância e a pressão para que as leis sejam efetivamente aplicadas. A luta contra a violência doméstica deve ser uma prioridade, e a nova legislação pode ser um importante instrumento nessa batalha.

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Marcos Antonio Oliveira

Sobre Marcos Antonio Oliveira

Jornalista com pós-graduação em Política Internacional. Atua cobrindo o congresso nacional há mais de uma década. Grande paixão por história brasileira e debates democráticos. Nas horas vagas, dedica-se ao estudo de xadrez.