Ex-presidente do BRB é preso pela Polícia Federal por ocultação de imóveis avaliados em R$ 146 milhões
16 ABR

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 9 dias
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A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (16) o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, em uma nova fase da operação denominada Compliance Zero. Esta operação investiga irregularidades relacionadas à tentativa de compra do Banco Master, que pertence a Daniel Vorcaro. O ex-dirigente é apontado como protagonista nas negociações que envolvem não apenas a compra do banco, mas também a aquisição de carteiras de crédito oferecidas por Vorcaro. Além disso, Costa é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

De acordo com as investigações, Costa teria ocultado a posse de seis imóveis recebidos como propina, sendo quatro localizados em São Paulo e dois em Brasília, com um valor total estimado de R$ 146,5 milhões. Destes, cerca de R$ 74,6 milhões já teriam sido pagos, conforme as evidências apresentadas até o momento.

A defesa de Costa, representada pelo advogado Cléber Lopes, afirma que seu cliente não cometeu crime algum e que a prisão foi um ato exagerado da Justiça. Lopes reiterou a confiança na inocência de Costa ao deixar o local da prisão, que ocorreu no bairro Noroeste, em Brasília.

Além do ex-presidente do BRB, a Polícia Federal também prendeu o advogado Daniel Monteiro. Ele é considerado o operador jurídico e financeiro de um esquema criminoso que envolve tanto o Banco de Brasília quanto o Banco Master. Monteiro é acusado de ser o responsável por elaborar a estrutura societária e financeira que facilitou a aquisição e a ocultação dos mesmos seis imóveis, que teriam sido designados para Costa.

Para disfarçar o verdadeiro proprietário dos imóveis, Monteiro utilizou empresas de fachada e fundos de investimento. Ele também teria indicado seu cunhado, Hamilton Edward Suaki, como diretor das empresas que compraram os imóveis. O advogado é suspeito de ter atuado na elaboração de contratos e documentos que foram posteriormente identificados pelo Banco Central como inconsistentes.

Durante as investigações, Costa sempre negou qualquer tipo de irregularidade, argumentando que as decisões tomadas não eram de sua responsabilidade individual. Ele destacou que a estrutura do BRB é caracterizada pela colegialidade, ou seja, as decisões são compartilhadas entre a diretoria e o conselho de administração, além de comitês técnicos.

Paulo Henrique Costa ocupou a presidência do BRB de 2019 até novembro de 2025, após ser indicado pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, do MDB. Antes de assumir o comando do BRB, ele trabalhou por quase 20 anos na Caixa Econômica Federal, onde ocupou o cargo de vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital.

A investigação sobre Costa teve início na primeira fase da operação Compliance Zero, que foi deflagrada em 18 de novembro de 2025. Naquela ocasião, o Ministério Público Federal solicitou a prisão do executivo, mas a Justiça Federal negou o pedido, optando apenas pelo seu afastamento do cargo.

No início de abril, o BRB apresentou à Polícia Federal um relatório final de uma auditoria independente sobre suas interações comerciais com o Banco Master, realizada pelo escritório Machado Meyer, com a ajuda da consultoria Kroll. O relatório consolidou diversas suspeitas que já estavam sendo investigadas desde a fase inicial da operação.

A auditoria revelou que as operações de compra de carteiras do Banco Master eram tratadas como "negócio do presidente" e realizadas sob pressão e urgência. O documento também indicou que as carteiras eram fragmentadas para evitar a necessidade de aprovação pelo Conselho de Administração do banco, permitindo que aquisições bilionárias fossem decididas e analisadas no mesmo dia, sem os relatórios exigidos.

Entre 2024 e 2025, 83% das operações realizadas pelo BRB envolveram ativos relacionados ao Banco Master. Esse volume é considerado elevado, especialmente pela ausência de mecanismos eficazes para mitigar riscos. No total, o BRB adquiriu R$ 21,9 bilhões em carteiras do banco de Vorcaro, e uma parte significativa desses ativos, cerca de R$ 12,3 bilhões, apresenta indícios de falta de lastro, inconsistências estruturais e problemas documentais.

Desta forma, a prisão de Paulo Henrique Costa e a operação Compliance Zero revelam a complexidade de um esquema que envolve corrupção e lavagem de dinheiro em instituições financeiras. Essa situação não apenas prejudica a imagem do BRB, mas também afeta a confiança do público em bancos públicos.

A investigação evidencia a necessidade urgente de mecanismos de transparência e governança nas operações financeiras. A falta de supervisão adequada possibilitou que irregularidades graves ocorressem sem o devido controle.

Além disso, a atuação de advogados como Daniel Monteiro em esquemas de corrupção ressalta a importância de um rigoroso monitoramento das práticas jurídicas e financeiras. A sociedade espera respostas claras para os problemas identificados e soluções efetivas para evitar a repetição de tais escândalos.

Assim, é crucial que o sistema financeiro nacional aprenda com esses erros e implemente reformas que garantam maior ética e responsabilidade nas operações bancárias. O público merece instituições que atuem de maneira justa e transparente.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.