Lula utiliza celular de Joesley para conversar com Trump e viabilizar visita aos EUA
11 MAI

Carta Branca - As notícias de último minuto estão sempre aqui. Fique por dentro!

SAIBA MAIS
Política
Professor Otávio Cavalcanti Mendes Por Professor Otávio Cavalcanti Mendes - Há 2 dias
4837 5 minutos de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estabeleceu contato telefônico com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizando o celular do empresário Joesley Batista, proprietário da JBS. A ligação foi realizada na véspera do feriado do Dia do Trabalhador, em um momento que não contou com a presença de assessores ou do chanceler Mauro Vieira.

Durante a visita de Joesley ao Palácio da Alvorada, Lula expressou a dificuldade que seu governo enfrentava para agendar uma reunião com Trump. O desejo de Lula de se encontrar com o presidente americano para discutir tarifas, questões comerciais e colaboração no combate ao crime organizado foi inicialmente abordado em uma conversa em dezembro de 2025. Embora tenham tentado marcar a visita para março, a agenda não foi concretizada devido à eclosão de conflitos no Irã.

Em um gesto de informalidade, Joesley, ao ouvir as dificuldades relatadas por Lula, sugeriu fazer uma ligação para Trump naquele momento. Vale lembrar que Lula não possui um celular pessoal, uma vez que é avesso a esse tipo de tecnologia. Com a autorização do presidente, Joesley buscou seu celular em outra sala e, diante de Lula, fez a chamada. Trump atendeu na terceira tentativa.

Neste contato, que ocorreu fora dos protocolos habituais da diplomacia, Trump desbloqueou sua agenda para a visita de Lula, que foi realizada na quinta-feira (7) na Casa Branca. A JBS, por meio da sua subsidiária Pilgrim's Pride, foi a maior doadora empresarial para a posse de Trump, o que ajudou a construir uma relação próxima entre Joesley e o ex-presidente.

Após a conversa, Trump finalizou a ligação com a frase: "I love you". Curiosamente, a ligação não foi registrada nas agendas dos dois líderes. O Palácio do Planalto e o Itamaraty não comentaram o assunto quando procurados.

Com a autorização de Trump, o cerimonial dos dois países começou a organizar a visita de Lula à Casa Branca, que foi caracterizada como uma agenda de trabalho, e não uma visita formal de chefe de Estado. Joesley também estava em Washington no mesmo dia de Lula e, segundo informações da CNN, teve uma reunião particular com Trump antes da chegada do presidente brasileiro.

Na recepção em Washington, Lula foi recebido de forma cordial por Trump, que questionou sobre a ausência de Joesley na comitiva e se certificou de que Lula tinha uma boa relação com o empresário. O encontro, que levou cinco meses para ser agendado, durou mais de três horas, incluindo um almoço, tempo que surpreendeu até os jornalistas presentes.

A pedido do governo brasileiro, a imprensa não teve acesso ao Salão Oval durante a reunião. Após o encontro, Lula e ministros realizaram uma coletiva na Embaixada do Brasil nos EUA, onde apresentaram um balanço do que foi discutido.

Embora a visita não tenha gerado acordos concretos, Lula saiu com a promessa de que uma nova reunião sobre tarifas seria agendada para ocorrer em 30 dias. Durante o encontro, Lula aproveitou a oportunidade para se posicionar em um cenário que poderia reverter o desgaste político enfrentado na semana anterior, decorrente de uma decisão desfavorável do Supremo Tribunal Federal (STF).

Aliados de Lula celebraram o encontro, destacando a habilidade do presidente em dialogar com Trump de forma firme, sem se submeter a interesses externos. Ao ser questionado sobre o Pix, que está sob investigação comercial nos EUA, Lula afirmou que Trump não mencionou o assunto e que ele também não o fez, mas brincou sobre a possibilidade de Trump eventualmente utilizar o sistema de pagamentos brasileiro.

Desta forma, a ligação entre Lula e Trump, embora informal, revela a importância das relações diplomáticas diretas entre líderes de nações. O uso do celular de um empresário para viabilizar um contato tão relevante ilustra a necessidade de soluções criativas em contextos complexos.

Em resumo, o encontro entre os presidentes pode ser um passo positivo para o estreitamento das relações Brasil-EUA, especialmente em tempos de incertezas políticas e econômicas. A habilidade de Lula em navegar nesse cenário é digna de nota.

Assim, a capacidade de Lula de dialogar com líderes internacionais, mesmo em situações atípicas, evidencia a relevância do Brasil no cenário global. Entretanto, é crucial que essas interações resultem em benefícios concretos para o país.

Por fim, o fato de não haver acordos imediatos pode ser visto como uma oportunidade. O prazo de 30 dias para novas discussões sobre tarifas pode ser um espaço valioso para o governo brasileiro apresentar suas demandas de forma estruturada e convincente.

Uma dica especial para você

Depois de uma conversa tão importante entre Lula e Trump, quem não gostaria de registrar momentos especiais com qualidade? Seja em uma viagem internacional ou em um evento local, o Bastão Pau de selfie Tripé Retrátil com Luz LED Controle é o acessório perfeito para capturar cada instante com estilo e clareza.

Imagine poder tirar selfies incríveis e gravar vídeos com iluminação perfeita, mesmo em ambientes pouco iluminados! Com seu design retrátil e tripé integrado, esse bastão oferece versatilidade e praticidade. É ideal para quem ama compartilhar experiências nas redes sociais e deseja sempre ter a melhor imagem!

Não perca a chance de elevar suas fotos e vídeos a um novo nível! Estoque limitado e uma oferta imperdível. Garanta já o seu Bastão Pau de selfie Tripé Retrátil com Luz LED Controle e transforme cada clique em uma obra-prima!

Gostou dessa notícia? Você pode compartilhá-la com seus amigos!

Professor Otávio Cavalcanti Mendes

Sobre Professor Otávio Cavalcanti Mendes

Jurista constitucionalista e professor universitário de Ciência Política. Atua em tribunais superiores analisando casos complexos. Paixão profunda por leis, justiça e história global. Apreciador nato de música clássica.