Ministério Público solicita ao TCU a suspensão do salário de ministro do STJ acusado de assédio sexual
13 FEV

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Política
Professor Otávio Cavalcanti Mendes Por Professor Otávio Cavalcanti Mendes - Há 2 meses
13078 4 minutos de leitura

O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU), Lucas Rocha Furtado, fez um pedido ao TCU para que suspenda a remuneração de R$ 44 mil do ministro Marco Buzzi, que está afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em decorrência de acusações de assédio sexual. Buzzi nega as acusações e afirma que provará sua inocência.

O afastamento do ministro ocorreu após denúncias feitas pela filha de amigos e por uma ex-servidora do gabinete. De acordo com as informações, Buzzi estaria sendo alvo de duas investigações relacionadas a esses casos. O subprocurador argumentou que a manutenção do pagamento do salário durante a apuração das denúncias pode violar princípios constitucionais de moralidade e eficiência.

Atualmente, enquanto permanece afastado, o ministro não pode utilizar seu local de trabalho, veículo oficial ou outras prerrogativas do cargo, mas continua recebendo o salário integral. O pedido do MPTCU busca garantir que o STJ suspenda a remuneração durante o período de investigação, em virtude da seriedade das alegações.

Furtado também solicitou que o TCU analise os pagamentos feitos a Buzzi desde seu afastamento e considere a possibilidade de uma restituição ao erário, enfatizando que as acusações de assédio sexual não podem ser tratadas como meras infrações administrativas.

De acordo com o subprocurador, permitir que um magistrado acusado de condutas tão graves continue recebendo remuneração dos contribuintes é um desrespeito à sociedade e às vítimas de violência. Em sua representação, Furtado declarou: "Isso representa um escárnio com a sociedade brasileira e um desrespeito às mulheres que sofreram violência".

A primeira denúncia contra o ministro foi feita por uma jovem de 18 anos, que relatou que Buzzi tentou agarrá-la repetidamente no mar durante férias na casa de praia dele. A segunda denúncia veio de uma funcionária terceirizada que trabalhou como secretária no gabinete de Buzzi, que também detalhou episódios de assédio.

Ela relatou que, após as investidas do magistrado, frequentemente saía chorando e temia a demissão, o que a impediu de buscar ajuda. A defesa de Buzzi, após seu afastamento, afirmou que ele é inocente e que o afastamento foi uma medida desnecessária, alegando a inexistência de riscos à investigação.

A investigação ainda está em andamento, e não há uma acusação formal contra Buzzi até o momento. As condutas do ministro poderão ser classificadas como importunação sexual ou crimes mais graves, dependendo do resultado das investigações e da posição do Ministério Público Federal.

Desta forma, é fundamental que o sistema judiciário mantenha sua integridade e a confiança da população nas instituições. A gravidade das acusações contra Marco Buzzi requer uma resposta adequada e rápida das autoridades competentes.

É imprescindível que todos os procedimentos legais sejam seguidos rigorosamente para garantir que a verdade seja apurada. A suspensão da remuneração enquanto a investigação está em curso pode ser uma medida apropriada para preservar a moralidade pública.

A sociedade espera que os recursos públicos sejam utilizados com responsabilidade e que aqueles que ocupam cargos públicos ajam com ética. A situação atual é uma oportunidade para que o Judiciário reforce seu compromisso com a justiça e a dignidade das vítimas.

Finalmente, o desenrolar deste caso será um teste para a capacidade das instituições de lidarem com acusações sérias e a proteção das vítimas. O resultado pode ter implicações significativas para a confiança pública no sistema judiciário.

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Professor Otávio Cavalcanti Mendes

Sobre Professor Otávio Cavalcanti Mendes

Jurista constitucionalista e professor universitário de Ciência Política. Atua em tribunais superiores analisando casos complexos. Paixão profunda por leis, justiça e história global. Apreciador nato de música clássica.