Nívia de Lima se torna a primeira mulher a atuar como auxiliar técnica na Série A do Campeonato Brasileiro
12 MAI

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Esportes
Felipe Cavalcanti D'Ávila Por Felipe Cavalcanti D'Ávila - Há 1 dia
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Nívia de Lima, uma mulher de 44 anos, fez história no último mês ao se tornar a primeira auxiliar técnica na primeira divisão masculina do Campeonato Brasileiro. Sua estreia ocorreu durante o empate por 1 a 1 entre a Chapecoense e o Vitória, na Arena Condá, em Chapecó. Para Nívia, este momento foi um marco, mas ela prefere não se limitar a essas conquistas históricas. "O que passava na cabeça ali era aproveitar e desfrutar de tudo o que me levou até ali", declarou Nívia, que tem uma trajetória sólida dentro do futebol.

A profissional, natural de São Lourenço da Mata, em Pernambuco, destacou que o tratamento recebido no clube da Chapecoense sempre foi positivo. "Nunca me julgaram por ser mulher, mas sim pela minha competência. Vejo isso na comissão e nos atletas", afirmou. Porém, Nívia é ciente de que nem todas as mulheres no futebol têm a mesma sorte e, ao longo de sua carreira, observou um preconceito enraizado que ainda persiste dentro do esporte.

Com uma longa trajetória no futebol, Nívia de Lima reconhece que existem barreiras estruturais que dificultam a ascensão de mulheres nesse meio, especialmente no futebol masculino. Segundo ela, não é por falta de capacidade que apenas uma mulher atuou como auxiliar técnica na Série A. "Quando um homem erra, isso é visto como uma decisão equivocada. Quando é uma mulher, muitas vezes o julgamento é pelo gênero", comentou.

Nívia começou sua carreira no futebol em 2012, atuando nas categorias de base da Chapecoense. Ela ocupou várias funções, como assistente em diferentes categorias, até chegar à posição de comandante da equipe sub-20, um cargo que foi oficialmente promovido em 2024. Em 2025, ela levou sua equipe à final do Campeonato Catarinense da categoria e dirigiu a equipe profissional alternada na Copa Santa Catarina, além de se tornar a primeira mulher a conquistar uma vitória como técnica principal na tradicional Copa São Paulo de juniores, conhecida como Copinha.

Após sua experiência como auxiliar na Série A, Nívia retornou ao time sub-20, mas também continua atuando como assistente no grupo alternativo que compete na Copa Sul-Sudeste. Dados da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) mostram um aumento na presença feminina nas formações de treinadores. Em 2019, 62 mulheres participaram dos cursos da CBF Academy, um número que subiu para 318 em 2020 e atingiu 420 em 2021.

A Fifa, por sua vez, anunciou medidas para aumentar a participação feminina nas competições. A partir desta temporada, as equipes de competições femininas devem ter pelo menos duas mulheres no banco de reservas, uma delas sendo a técnica principal ou assistente. Essa exigência, que será aplicada na Copa do Mundo de 2027, será acompanhada de investimentos em formação e desenvolvimento profissional.

No Mundial feminino de 2023, apenas 12 das 32 seleções eram comandadas por mulheres. No Brasil, a presença feminina também é escassa. No início da atual edição do Campeonato Brasileiro, apenas 2 dos 16 times contavam com treinadoras. Essa realidade se reflete na dificuldade de mulheres em acessar posições de destaque, especialmente em equipes masculinas.

Nívia enfatiza que existem muitas mulheres capacitadas, mas que o sistema ainda precisa abrir mais oportunidades. "Sem chance na base do futebol masculino, é difícil chegar a cargos mais altos. Há a ideia de que a mulher deve trabalhar apenas com equipes femininas, mas podemos atuar em qualquer área para a qual estejamos preparadas", completou.


Desta forma, a trajetória de Nívia de Lima é um reflexo das dificuldades enfrentadas por mulheres no futebol. Sua conquista como a primeira auxiliar técnica na Série A é um passo importante, mas não pode ser vista como um fim, e sim como um início para um debate mais amplo sobre igualdade de gênero no esporte.

É necessário que as instituições esportivas e os clubes reconheçam a importância da diversidade e da inclusão, criando oportunidades para que mulheres possam se desenvolver em todas as áreas do futebol. A resistência cultural e os preconceitos devem ser enfrentados de forma direta.

Além disso, a educação e a formação são elementos essenciais. A ampliação da participação feminina nos cursos de formação de técnicos é um bom sinal, mas é fundamental que essa participação se traduza em oportunidades reais dentro dos clubes e das competições.

Finalmente, o compromisso da Fifa em exigir a presença de mulheres nas equipes é uma medida positiva, mas é preciso ir além e garantir que essas mulheres tenham condições adequadas para exercer suas funções com competência e respeito.

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Felipe Cavalcanti D'Ávila

Sobre Felipe Cavalcanti D'Ávila

Especialista em Direito Desportivo e entusiasta de maratonas. Atua em tribunais esportivos defendendo a transparência e ética no esporte. Paixão fervorosa por futebol nacional. No tempo livre, pratica ciclismo de estrada.