Senado votará acordo Mercosul-União Europeia sem reunião prévia da CRE
04 MAR

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Política
Marcos Antonio Oliveira Por Marcos Antonio Oliveira - Há 1 mês
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O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, Nelsinho Trad, do PSD de Mato Grosso do Sul, anunciou nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia será levado diretamente ao plenário do Senado. Com isso, a reunião que estava prevista para discutir o tema na CRE foi cancelada. Essa decisão marca um momento significativo, já que o Senado representa a última etapa de análise no Brasil para que o acordo entre essas duas importantes regiões comerciais possa entrar em vigor.

Trad enfatizou que "este não é um momento de hesitação" e que o Senado deve "honrar esse passo histórico para o Brasil". O acordo, que está sendo negociado há mais de 25 anos, prevê a redução gradual das tarifas de importação entre os países do Mercosul e da União Europeia, além de estabelecer regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.

Esse tratado, se aprovado, criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, conectando os dois blocos em um mercado que abrange mais de 700 milhões de pessoas. A senadora Tereza Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul, é a relatora do texto e também vice-presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA).

Os senadores não poderão alterar o texto do acordo, sendo sua votação restrita à opção de aprovar ou rejeitar. Apesar dessa limitação, a FPA expressou suas preocupações ao Executivo sobre as salvaguardas previstas no acordo, que visam proteger produtos agrícolas considerados sensíveis, como carne bovina e aves, para os produtores brasileiros.

As salvaguardas europeias estabeleceram critérios que permitem iniciar investigações quando as importações desses produtos forem 5% superiores à média dos últimos três anos ou quando estiverem 5% abaixo do preço no mercado interno da União Europeia. Esses critérios servem como um "sinal de alerta" para a Comissão Europeia, que poderá investigar e, se necessário, suspender temporariamente as preferências tarifárias concedidas ao Mercosul.

Em resposta a essas preocupações, o governo brasileiro, representado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, comprometeu-se a editar um decreto que regulamentará as salvaguardas do lado brasileiro antes da votação no Senado. É importante destacar que o Brasil não pretende adotar o mesmo modelo europeu. Segundo fontes próximas às negociações, o país não implementará gatilhos automáticos com percentuais fixos. Em vez disso, o foco será na regulamentação de procedimentos que definam como os setores produtivos poderão solicitar investigações e quais serão as etapas administrativas subsequentes.

Essa abordagem visa garantir que as normas não sejam exclusivas para a União Europeia, mas que também sejam aplicáveis a outros acordos que contenham cláusulas de salvaguarda.

Desta forma, a decisão de levar o acordo diretamente ao plenário do Senado reflete uma estratégia de acelerar o processo de aprovação, ressaltando a importância do comércio internacional para o Brasil. O acordo com a União Europeia, após tantos anos de negociações, pode trazer benefícios significativos ao país.

Contudo, é crucial que a regulamentação das salvaguardas seja feita de forma a proteger os interesses dos produtores locais, evitando danos à economia agrícola. A transparência nesse processo é fundamental para garantir a confiança de todos os envolvidos.

A análise do impacto desse acordo deve ser cuidadosa, pois envolve não apenas questões econômicas, mas também sociais e ambientais. Uma abordagem equilibrada será essencial para garantir que todos os setores da sociedade sejam considerados.

Assim, a expectativa é que o governo utilize essa oportunidade para criar um ambiente comercial mais justo e competitivo, que beneficie não apenas os exportadores, mas também os consumidores brasileiros.

Finalmente, a aprovação desse acordo pode abrir portas para novos mercados e oportunidades, fortalecendo a posição do Brasil no cenário global e promovendo um desenvolvimento sustentável.

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Marcos Antonio Oliveira

Sobre Marcos Antonio Oliveira

Jornalista com pós-graduação em Política Internacional. Atua cobrindo o congresso nacional há mais de uma década. Grande paixão por história brasileira e debates democráticos. Nas horas vagas, dedica-se ao estudo de xadrez.