Ativista Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz, apresenta agravamento de saúde após transferência hospitalar
13 MAI

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Cotidiano
Helena Vieira Martins Por Helena Vieira Martins - Há 11 horas
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A ativista iraniana Narges Mohammadi, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2023, está enfrentando um grave agravamento em seu estado de saúde após ter sido transferida para um hospital em Teerã. A informação foi divulgada pela fundação que leva seu nome, em um comunicado feito no último domingo, dia 10 de maio de 2026. A fundação também divulgou uma foto da ativista, embora não haja confirmação da data em que a imagem foi capturada.

A transferência de Mohammadi aconteceu mais de uma semana após sua internação, em meio a apelos de familiares e defensores dos direitos humanos que alertaram para a gravidade de sua condição. De acordo com a fundação, Narges estava sob pena de prisão desde dezembro do ano passado, na prisão de Zanjan, e sua saúde se deteriorou significativamente durante o período em que esteve encarcerada.

Após ter perdido a consciência em duas ocasiões, Mohammadi foi levada a um hospital local no dia 1º de maio. Sua fundação informou que ela recebeu uma suspensão condicional de sua pena sob fiança, mas não foi especificado por quanto tempo essa suspensão se aplicaria. Os médicos legistas, que são designados pelo governo, recomendaram que a ativista continuasse o tratamento fora do sistema prisional, devido às suas múltiplas doenças.

O advogado de Mohammadi, Mostafa Nili, afirmou que a ordem de transferência foi emitida com base na avaliação de que a ativista necessita de cuidados médicos especializados, que não estão sendo adequadamente fornecidos na prisão. O irmão de Narges, Hamidreza Mohammadi, que reside na Noruega, expressou alívio após a transferência, embora tenha ressaltado que a decisão anterior para transferi-la havia sido bloqueada por agências de inteligência do Irã.

A ativista, que tem 53 anos, é uma reconhecida defensora dos direitos humanos e dos direitos das mulheres no Irã. Sua prisão atual começou quando foi detida na cidade de Mashhad e, desde então, ela tem enfrentado sérios problemas de saúde, incluindo um ataque cardíaco em março e a presença de um coágulo sanguíneo no pulmão, o que exige tratamento contínuo e monitoramento.

De acordo com sua família, a saúde de Narges se deteriorou ainda mais devido a maus tratos que sofreu durante a detenção. A ativista está recebendo oxigênio para ajudar na respiração e, conforme relatado, sua pressão arterial tem variado drasticamente, o que representa um risco significativo para sua vida. O Comitê Nobel fez um apelo às autoridades iranianas para que providenciem a transferência imediata de Mohammadi para sua equipe médica de confiança, destacando que a falta de tratamento adequado pode resultar em consequências fatais.


Desta forma, a situação de Narges Mohammadi expõe não apenas as dificuldades enfrentadas por ativistas de direitos humanos no Irã, mas também levanta questões sobre a responsabilidade do Estado em garantir a saúde de seus cidadãos, especialmente aqueles sob custódia. A necessidade de cuidados médicos adequados é um direito humano fundamental.

Além disso, a pressão internacional sobre o governo iraniano se torna ainda mais relevante neste contexto, pois a visibilidade da situação de Mohammadi pode impulsionar esforços para a sua libertação e a de outros prisioneiros políticos no país. O clamor por justiça e direitos humanos deve ser constante.

Em resumo, é essencial que a comunidade internacional mantenha o foco em casos como o de Narges, que representam um microcosmo das lutas enfrentadas por muitos no Irã. A liberdade incondicional da ativista é uma demanda que deve ser apoiada por todos que valorizam os direitos humanos.

Finalmente, o caso de Narges Mohammadi serve como um lembrete do papel vital que a sociedade civil e as organizações internacionais desempenham na promoção de direitos fundamentais e na proteção daqueles que se levantam contra injustiças. A luta dela é a luta de muitos que ainda não têm voz.

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Helena Vieira Martins

Sobre Helena Vieira Martins

Graduanda em Sociologia, analisa os fenômenos do cotidiano das grandes metrópoles brasileiras. Paixão por fotografia de rua e cinema clássico europeu. Adora fazer trekking e trilhas longas em parques nacionais.