Avaliação do governo Lula apresenta leve melhora, mas continua negativa - Informações e Detalhes
A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), apresenta sinais de melhora, embora ainda se mantenha em um patamar negativo. De acordo com a mais recente pesquisa do Datafolha, 38% dos brasileiros consideram a gestão como ruim ou péssima, enquanto 32% a veem como ótima ou boa. Esses números, embora representem uma leve oscilação, ainda estão dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, conforme o levantamento anterior, divulgado no último sábado, dia 16.
A pesquisa mostra que a percepção positiva da gestão subiu dois pontos percentuais, enquanto a negativa caiu um ponto. Além disso, 28% dos entrevistados classificam o governo como regular. A diferença entre as avaliações negativa e positiva tem diminuído: de 11 pontos percentuais em abril, caiu para 9 pontos na pesquisa da semana passada, e agora está em 6 pontos.
Atualmente, a aprovação e desaprovação do governo estão empatadas em 48%. Na pesquisa anterior, 45% dos cidadãos aprovaram o trabalho do presidente, enquanto 51% expressaram desaprovação. O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 139 municípios, durante entrevistas presenciais nos dias 20 e 21 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Este levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07489/2026.
Essa pesquisa é a primeira realizada completamente após a revelação de um pedido de financiamento de Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro, ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, para um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre aqueles que conhecem o episódio, 64% acreditam que Flávio agiu de forma inadequada. No cenário eleitoral, Lula ampliou sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro, passando de 3 para 9 pontos na simulação de primeiro turno, com 40% contra 31% do adversário. Uma semana atrás, a diferença estava em empate técnico, com Lula em 38% e Flávio em 35%.
No segundo turno, o empate anterior de 45% se transformou em uma vantagem de 47% a 43% para Lula. O pior momento de avaliação do presidente Lula em seu atual mandato ocorreu em fevereiro de 2025, quando a porcentagem de avaliações ótimas ou boas caiu para 24%, em meio a crises diversas, incluindo a crise do Pix. A avaliação negativa atingiu seu pico no mesmo mês, com 41%, e desde então se manteve entre 37% e 40%.
Nos últimos meses, o governo tem adotado medidas com apelo eleitoral, como o lançamento do programa Desenrola 2.0, a revogação da chamada "taxa das blusinhas" e uma medida provisória que visa conter o aumento do preço da gasolina. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000, uma das promessas de campanha de 2022, começou a ser aplicada no início deste ano.
Comparando com presidentes em momentos equivalentes de seus mandatos, os 38% de avaliação negativa de Lula só são superados pelos índices registrados por Jair Bolsonaro. Em 2022, 48% da população considerava Bolsonaro como ruim ou péssimo. Para Dilma Rousseff, em 2014, esse índice era de 26%, enquanto para Lula, em 2010, foi de 5% e, em seu primeiro mandato, em 2006, de 22%. Fernando Henrique Cardoso apresentava 21% em 1998 e 29% em 2002.
Outro dado relevante é que 91% dos eleitores não se arrependem do voto dado no segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Entre aqueles que votaram em Lula, essa porcentagem é de 90%.
Desta forma, a leve melhora na avaliação do governo Lula indica que algumas ações têm surtido efeito junto à população. No entanto, a persistência de uma avaliação predominantemente negativa sinaliza que muitos cidadãos ainda carecem de respostas eficazes para seus problemas.
A oscilação nos índices de aprovação pode ser vista como um reflexo das expectativas em relação ao governo e suas promessas. É crucial que a administração mantenha o foco em medidas que realmente impactem a vida dos brasileiros, principalmente os mais vulneráveis.
Além disso, a recente revelação sobre Flávio Bolsonaro pode ter contribuído para a percepção negativa em relação à oposição, mas isso não deve desviar o governo das suas responsabilidades. A população exige soluções concretas e efetivas.
Finalmente, a história recente do Brasil nos ensina que a manutenção da confiança pública depende da capacidade do governo em entregar resultados que melhorem as condições de vida da população. O momento é de vigilância e ação.
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