Bad Bunny faz história ao se apresentar no Super Bowl com show em espanhol
09 FEV

Carta Branca - As notícias de último minuto estão sempre aqui. Fique por dentro!

SAIBA MAIS
Cotidiano
Patrícia Soares Rocha Por Patrícia Soares Rocha - Há 2 meses
7610 5 minutos de leitura

O cantor porto-riquenho Bad Bunny se tornou o primeiro artista a realizar um show no intervalo do Super Bowl totalmente em espanhol. A apresentação, que durou 14 minutos, foi uma celebração da cultura de Porto Rico e incluiu uma mensagem de orgulho por sua terra natal e um apelo à unidade nas Américas.

Durante o espetáculo, Bad Bunny contou com a participação de convidados ilustres, como Lady Gaga e Ricky Martin, além de aparições de celebridades como Pedro Pascal, Cardi B, Karol G e Jessica Alba, que dançaram no famoso "casita" do cantor, uma representação de uma casa tradicional porto-riquenha. O artista, que foi o músico mais ouvido do mundo em 2025 segundo a Spotify, fez história ao ser o primeiro a realizar um show inteiramente em espanhol no Super Bowl, um dos eventos mais assistidos da televisão americana.

A apresentação de Bad Bunny teve um toque especial, pois, ao final, ele segurou uma bola de futebol que trazia a frase "Juntos, Somos a América". Ele também fez uma breve menção ao inglês, dizendo "Deus abençoe a América", antes de listar países da América Central, Sul e do Norte, enquanto dançarinos exibiam suas bandeiras.

Apesar de seu show expressar um forte sentimento de orgulho cultural, Bad Bunny não fez declarações políticas diretas contra o governo atual dos Estados Unidos. No entanto, o ex-presidente Donald Trump, que não compareceu ao evento, criticou o show em sua plataforma social, chamando-o de "absolutamente terrível" e um "afronta à Grandeza da América". Ele alegou que ninguém entende o que Bad Bunny estava dizendo.

Uma alternativa chamada All-American Halftime Show foi organizada por um grupo de apoio a Trump e contou com a apresentação do cantor Kid Rock. A performance de Bad Bunny ocorreu em Santa Clara, Califórnia, e marcou a primeira vez que ele se apresentou nos Estados Unidos, exceto em shows em Porto Rico, desde o lançamento de seu álbum premiado no Grammy, "Debí Tirar Más Fotos".

O show foi repleto de simbolismos que faziam referência à cultura porto-riquenha. Desde sua entrada em um campo de cana-de-açúcar até a representação de elementos familiares e sociais da sua terra natal, Bad Bunny trouxe um pedaço de Porto Rico para o Super Bowl. Ele também fez uma homenagem às vítimas do furacão Maria de 2017, subindo em um pilar de eletricidade durante sua apresentação.

O cantor vestiu um suéter bege com o número 64, que pode simbolizar o número oficial de mortes relatadas pela administração de Trump após o furacão, um tema que gerou críticas por parte dos porto-riquenhos, que alegaram que o apoio federal foi insuficiente em comparação com desastres ocorridos no continente.

Embora não tenha abordado diretamente o governo de Trump, a falta de críticas explícitas surpreendeu alguns, especialmente após suas declarações anteriores nas premiações Grammy. Na última cerimônia, ele havia pedido pela saída da ICE (Imigração e Fiscalização de Alfândegas) durante seu discurso.

A apresentação também incluiu um casamento simbólico entre um casal latino e a entrega de um prêmio Grammy a uma criança, simbolizando a continuidade da cultura e a esperança de um futuro melhor para as novas gerações. A performance foi uma mistura de emoção, celebração e crítica social, destacando a luta e a resiliência do povo porto-riquenho.

Desta forma, a apresentação de Bad Bunny no Super Bowl não apenas quebrou barreiras linguísticas, mas também trouxe à tona questões sociais relevantes. A escolha do artista em não fazer declarações políticas diretas pode ser vista como uma estratégia consciente para engajar o público sem polarizá-lo ainda mais.

Em resumo, o show foi uma celebração da cultura latina e uma demonstração do poder da música como forma de protesto e de união. A mensagem de amor e solidariedade que permeou sua apresentação é um lembrete poderoso da importância da diversidade cultural.

Assim, a performance de Bad Bunny serve como um exemplo de como a arte pode ser usada para criar consciência sobre questões sociais enquanto entretém. A reação polarizada de figuras como Donald Trump demonstra que a arte também pode provocar debates importantes e necessários.

Finalmente, a receptividade do público ao show indica que há um espaço crescente para a música em espanhol no cenário musical americano. A performance de Bad Bunny poderá abrir portas para outros artistas latinos, ressaltando a riqueza cultural que eles trazem.

Uma dica especial para você

A performance inovadora de Bad Bunny no Super Bowl não só destacou a cultura porto-riquenha, mas também nos lembrou da importância de romper barreiras. Se você deseja entrar no mundo do comércio eletrônico e conquistar seu espaço, conheça o Crack the Dropshipping Code: Boost Your Profits Now! (English .... Este guia é o seu passaporte para o sucesso nas vendas online!

Imagine transformar sua paixão em lucro com estratégias comprovadas que realmente funcionam. O Crack the Dropshipping Code: Boost Your Profits Now! (English ... oferece tudo o que você precisa: técnicas de marketing, otimização de produtos e como conquistar clientes fiéis. É a sua chance de brilhar no universo do dropshipping!

Não perca mais tempo! O mercado está em constante evolução e a oportunidade de se destacar é agora. Adquira o Crack the Dropshipping Code: Boost Your Profits Now! (English ... e comece a sua jornada rumo ao sucesso antes que seja tarde demais!

Gostou dessa notícia? Você pode compartilhá-la com seus amigos!

Patrícia Soares Rocha

Sobre Patrícia Soares Rocha

Antropóloga com foco em cultura popular e tradições brasileiras. Atua pesquisando costumes rurais e folclore regional. Paixão por literatura nacional contemporânea. Dedica-se ao bordado livre artesanal nas horas vagas.