Brasil mantém 107° lugar em índice de corrupção global, segundo Transparência Internacional
10 FEV

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Política
Marcos Antonio Oliveira Por Marcos Antonio Oliveira - Há 2 meses
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O Brasil manteve em 2025 a sua posição no 107° lugar do Índice de Percepção da Corrupção (IPC), conforme o relatório divulgado nesta terça-feira (10) pela Transparência Internacional. Com 35 pontos em uma escala que vai de 0 a 100, o país repetiu a segunda pior nota da sua série histórica. Essa pontuação sinaliza uma estagnação em relação a 2024, quando o Brasil havia registrado 34 pontos.

De acordo com a Transparência Internacional, a variação de um ponto não é considerada estatisticamente significativa e mantém o Brasil abaixo da média global e das Américas, que é de 42 pontos. O IPC é um indicador mundial de corrupção, elaborado a partir da percepção de especialistas e executivos em relação às práticas corruptas no setor público e mecanismos de prevenção.

Na comparação internacional, o Brasil ficou na mesma faixa que países como Sri Lanka, que também obteve 35 pontos, e atrás de nações como Argentina, Belize e Ucrânia, que alcançaram 36 pontos. Entre os países com melhores resultados estão Dinamarca (89 pontos), Finlândia (88) e Cingapura (84), enquanto Somália e Sudão do Sul aparecem nas últimas posições, com apenas 9 pontos cada.

O desempenho do Brasil, segundo o relatório, reflete um cenário marcado por casos recorrentes de macrocorrupção e fragilidades institucionais. O diretor executivo da Transparência Internacional no Brasil, Bruno Brandão, destacou que, apesar da firme atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) em responsabilizar envolvidos em atentados à democracia, o país também foi palco de escândalos de corrupção em uma escala sem precedentes e com episódios de impunidade.

Além do IPC, a Transparência Internacional lançou o relatório Retrospectiva 2025, que destaca o agravamento da infiltração do crime organizado no Estado brasileiro, especialmente através da corrupção nos sistemas financeiro e jurídico. O relatório menciona investigações significativas do ano, incluindo desvios de emendas parlamentares e fraudes no INSS, além da maior fraude bancária já registrada no país, que envolve o Banco Master.

O documento também aponta alguns avanços, como o uso ampliado de inteligência financeira no combate à lavagem de dinheiro, mas critica a resposta do governo federal a diversos escândalos, que é considerada tardia e controversa. Para a Transparência Internacional, o quadro atual reforça a urgência de retomar uma agenda sólida de combate à corrupção, com melhor coordenação institucional e fortalecimento dos mecanismos de controle e transparência.

Recomendações para o combate à corrupção

Em face dos problemas identificados, a Transparência Internacional fez várias recomendações direcionadas aos poderes da República. Para o governo federal, sugere-se o fortalecimento da integridade nas nomeações para altos cargos e a transparência das agências regulatórias, especialmente em setores estratégicos. Além disso, é fundamental investigar indícios de desvios nas emendas parlamentares, especialmente em órgãos com histórico de irregularidades.

Para o Congresso Nacional, a recomendação inclui a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master e a solicitação de informações ao STF e ao Banco Central sobre o sigilo do inquérito em questão. Também é sugerido encaminhar uma avaliação técnico-jurídica sobre boas práticas de prevenção de conflitos de interesse nos tribunais.

O Ministério Público deve instaurar verificações sobre conflitos de interesse relacionados às operações financeiras do resort Tayayá e aos contratos do Banco Master. Além disso, deve defender acordos de leniência que ajudem na recuperação de ativos desviados em grandes esquemas de corrupção, garantindo a transparência na remuneração de seus membros.

Por fim, o Judiciário é orientado a implementar um Código de Conduta do STF e garantir a transparência em suas atividades. Isso inclui regras sobre participação em eventos patrocinados e gestão de riscos em contratos de familiares. Também é recomendado que o caso do Banco Master seja redistribuído para outro ministro sem conflitos de interesse.

Desta forma, a estagnação do Brasil no Índice de Percepção da Corrupção é um reflexo preocupante da persistência de problemas estruturais no país. A manutenção da posição 107 não apenas evidencia falhas na administração pública, mas também aponta para a necessidade urgente de um compromisso renovado com a ética. A transparência nas ações governamentais e a responsabilização de agentes públicos são cruciais para reverter esse cenário.

Em resumo, a corrupção continua a ser um desafio a ser enfrentado com seriedade e efetividade. O relatório da Transparência Internacional ressalta a importância de uma agenda de combate à corrupção que não apenas reaja a escândalos, mas que promova a integridade em todas as esferas do governo. É fundamental que as recomendações apresentadas sejam levadas a sério e implementadas com rigor.

Assim, a sociedade civil também desempenha um papel vital nesse processo. O engajamento da população em exigir maior transparência e responsabilidade dos governantes é imprescindível para fortalecer a democracia. O apoio a iniciativas que promovam a ética no serviço público pode contribuir significativamente para a mudança de mentalidade necessária no país.

Por fim, o fortalecimento das instituições e mecanismos de controle é essencial para que o Brasil possa avançar em direção a um futuro livre de corrupção. Somente com ações concretas e um compromisso coletivo será possível superar as barreiras que dificultam o desenvolvimento e a confiança nas instituições.

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Marcos Antonio Oliveira

Sobre Marcos Antonio Oliveira

Jornalista com pós-graduação em Política Internacional. Atua cobrindo o congresso nacional há mais de uma década. Grande paixão por história brasileira e debates democráticos. Nas horas vagas, dedica-se ao estudo de xadrez.