Brasil mantém baixa pontuação no Índice de Percepção de Corrupção e ocupa 107ª posição
10 FEV

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Política
Bruno Kleber Santos Por Bruno Kleber Santos - Há 2 meses
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O Brasil obteve 35 pontos no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025, de acordo com a avaliação da Transparência Internacional, divulgada nesta terça-feira, dia 10 de fevereiro. Esta pontuação coloca o país na 107ª posição entre 180 países, mantendo-se na segunda pior classificação desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.

A escala do IPC varia de 0 a 100, onde 0 representa "altamente corrupto" e 100 significa "muito íntegro". O ranking é baseado em percepções de especialistas e executivos sobre a corrupção no setor público, utilizando dados de diversas instituições internacionais, como o Banco Mundial e o Fórum Econômico Mundial.

O Brasil está inserido em um contexto de preocupação mundial, onde a média global de percepção de corrupção ficou em 42 pontos em 2025. A Dinamarca foi o país que obteve a melhor avaliação, com 89 pontos, seguida pela Finlândia e Singapura, com 88 e 84 pontos, respectivamente. Em contraste, o Sudão do Sul, a Somália e a Venezuela ocuparam as últimas posições do ranking, com apenas 9 e 10 pontos.

O relatório da Transparência Internacional destaca que o mundo enfrenta um "declínio a longo prazo na liderança para combater a corrupção". Mesmo países com democracias consolidadas, como os Estados Unidos, Reino Unido e Nova Zelândia, estão apresentando quedas nas avaliações. A falta de uma liderança forte tem resultado em padrões de fiscalização mais fracos, afetando os esforços anticorrupção globalmente.

No caso específico do Brasil, a pontuação baixa é atribuída a um cenário repleto de escândalos de macrocorrupção e a fragilidades institucionais que persistem. Bruno Brandão, diretor executivo da Transparência Internacional no Brasil, aponta que, apesar de reconhecer a resposta do Supremo Tribunal Federal na responsabilização de envolvidos em atentados contra a democracia, o país também é lembrado por escândalos de corrupção em grande escala e episódios de impunidade.

Entre os escândalos mencionados, destacam-se os descontos irregulares no pagamento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de fraudes no banco Master. Esses casos foram abordados em um relatório paralelo intitulado Retrospectiva 2025, que também menciona o agravamento do crime organizado, especialmente através da corrupção no sistema financeiro e na advocacia.

Por outro lado, o relatório também elenca alguns avanços pontuais, como a responsabilização de lideranças políticas e militares pelos ataques à democracia, o uso de inteligência financeira contra o crime organizado, e a decisão do STF que ampliou o controle sobre emendas parlamentares. Entretanto, a resposta do governo federal a determinados escândalos, como o do INSS, foi considerada tardia, abrangendo os governos de Michel Temer, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.


Desta forma, a situação do Brasil no ranking de percepção de corrupção é um reflexo de um problema estrutural que precisa ser enfrentado com urgência. A baixa pontuação revela não apenas a persistência de escândalos, mas também a necessidade de fortalecer as instituições que combatem a corrupção. Sem um sistema eficaz de fiscalização e responsabilização, os avanços serão limitados.

Além disso, é fundamental que o governo adote medidas mais proativas para responder aos casos de corrupção e fortalecer a confiança da população nas instituições. A lentidão nas respostas a escândalos como os do INSS e do banco Master pode gerar descontentamento e descrédito nas autoridades.

Assim, a sociedade civil também tem um papel essencial, exigindo transparência e responsabilidade de seus representantes. O engajamento da população é crucial para pressionar por mudanças que possam resultar em melhorias significativas na governança e na integridade pública.

Finalmente, o fortalecimento das instituições de controle e a promoção de políticas públicas que incentivem a ética e a transparência devem ser prioridade. O combate à corrupção é um desafio coletivo que requer a colaboração entre governo, sociedade e setor privado.

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Bruno Kleber Santos

Sobre Bruno Kleber Santos

Graduando em Ciência Política, focado em relações exteriores e geopolítica da América Latina. Atua em canais de debate para o público jovem. Paixão por geografia humana. Seu refúgio favorito de fim de semana é o surf.