Câmara dos Deputados votará urgência de projeto sobre tributação de datacenters
09 FEV

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Política
Marcos Antonio Oliveira Por Marcos Antonio Oliveira - Há 2 meses
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A Câmara dos Deputados está programada para votar, nesta terça-feira (10), a urgência do Projeto de Lei (PL) que estabelece um regime especial de tributação para empresas que atuam no setor de tecnologia e datacenters. Essa proposta foi apresentada em janeiro deste ano, mas já havia uma Medida Provisória (MP) relacionada ao assunto, a qual não obteve progresso. Apesar da ausência de uma relatoria definida para o projeto, a urgência da votação poderá ser apreciada ainda assim.

As bancadas dos partidos PSD, PDT e PSB expressaram interesse em se tornar relatoras da matéria. Inicialmente, havia a possibilidade de que o mérito do projeto fosse votado na segunda-feira (9), no entanto, houve uma solicitação por parte do governo para que o tema fosse discutido mais a fundo antes de uma decisão.

A urgência na análise do projeto é motivada pela iminente perda de validade da Medida Provisória em 25 de fevereiro, o que faz com que o Executivo tenha pressa para avançar na proposta. O projeto em questão cria regimes especiais para diferentes setores relacionados à tecnologia, incluindo o REPES (Regime Especial de Tributação para a Plataforma de Exportação de Serviços de Tecnologia da Informação) e o REDATA (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter).

O REPES é direcionado a empresas que se dedicam ao desenvolvimento de software ou à prestação de serviços de tecnologia da informação, com a condição de que, para se habilitarem, essas empresas precisam ter pelo menos 50% de sua receita bruta anual proveniente da exportação de bens e serviços.

Por outro lado, o REDATA permite que empresas que implementarem projetos de instalação ou ampliação de serviços de datacenter no Brasil se habilitem a esse regime. As empresas que desejam se beneficiar desse regime devem comprometer-se a disponibilizar, para o mercado interno, no mínimo 10% da capacidade de processamento, armazenagem e tratamento de dados instalada com os benefícios concedidos.

Além disso, as empresas também devem atender a critérios e indicadores de sustentabilidade estabelecidos, além de garantir que a demanda necessária de energia elétrica seja suprida por meio de contratos de suprimento ou pela autoprodução de energia a partir de fontes limpas ou renováveis.

No que diz respeito às isenções fiscais, o projeto prevê a suspensão, por um período de cinco anos, da contribuição ao PIS/Pasep e Cofins sobre a receita, assim como do PIS/Pasep-Importação e Cofins-Importação. Também haverá isenção do IPI, que incide na importação ou na saída do estabelecimento industrial ou equiparado, além do Imposto de Importação.

Essa isenção será válida tanto para a venda no mercado interno quanto para a importação de componentes eletrônicos e outros produtos de tecnologia da informação e comunicação, desde que destinados a bens de capital.

Desta forma, a proposta de criação de um regime especial de tributação para datacenters e empresas de tecnologia é um passo importante para o desenvolvimento do setor no Brasil. A urgência em sua votação demonstra a preocupação do governo em manter o país competitivo nesse segmento.

Além disso, a iniciativa pode atrair investimentos significativos, promovendo crescimento econômico e geração de empregos. A implementação de critérios de sustentabilidade também é um aspecto positivo, pois incentiva práticas responsáveis e alinhadas com as demandas atuais do mercado.

Por outro lado, é fundamental que a discussão sobre o projeto não se limite a aspectos fiscais, mas que também considere a regulamentação do setor e a proteção dos dados dos usuários. O equilíbrio entre incentivo à inovação e segurança é crucial para o sucesso das novas normas.

Assim, a expectativa é que a Câmara dos Deputados conduza a votação de forma responsável, garantindo que o projeto atenda não apenas às demandas do setor, mas também ao interesse público e às necessidades da sociedade como um todo.

Finalmente, a trajetória do projeto deve ser acompanhada de perto, uma vez que sua implementação pode repercutir em diversas áreas da economia digital e tecnológica no Brasil.

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Marcos Antonio Oliveira

Sobre Marcos Antonio Oliveira

Jornalista com pós-graduação em Política Internacional. Atua cobrindo o congresso nacional há mais de uma década. Grande paixão por história brasileira e debates democráticos. Nas horas vagas, dedica-se ao estudo de xadrez.