Conflitos Armados: Uma Análise do Retorno das Guerras na Europa
11 ABR

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Cotidiano
Patrícia Soares Rocha Por Patrícia Soares Rocha - Há 2 horas
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Após a Segunda Guerra Mundial, havia uma ampla expectativa de que os conflitos armados seriam cada vez mais raros, sendo substituídos pela expansão do comércio internacional, pelo fortalecimento da democracia e pelo desenvolvimento de instituições multilaterais. Essa esperança foi intensificada com o fim da Guerra Fria, período em que, como o próprio nome sugere, as tensões entre potências mundiais estavam congeladas, mas sem confrontos diretos. O filósofo Marcelo Consentino, doutor em Filosofia da Religião pela PUC-SP, destaca que essa visão otimista foi reforçada pelo livro "O Fim da História", de Francis Fukuyama, lançado logo após o término da Guerra Fria.

No entanto, a realidade tomou um rumo diferente. "E, de repente, pouco depois, temos atentados terroristas, jihadistas em Nova Iorque. Agora, a guerra retorna para a Europa, depois de 80 anos da Segunda Guerra. De fato, vivemos hoje um novo momento de perplexidade", explica Consentino. Ele analisa as causas fundamentais dos conflitos, apresentando uma resposta direta: "Por que existe a guerra? A resposta curta é porque existe o egoísmo. Existe o egoísmo no coração humano. Em termos religiosos, existe o pecado, a ganância, o orgulho. Tudo isso está presente".

Consentino contextualiza a realidade das relações internacionais, afirmando que, segundo o professor Rosenfield, estas são "necessariamente anárquicas", já que não há um poder supranacional efetivo que regule os Estados nacionais. Essa ausência de uma autoridade superior cria um ambiente propício para a eclosão de conflitos quando interesses divergentes se chocam.

Apesar do atual cenário de guerra na Europa, com a invasão da Ucrânia pela Rússia, o filósofo reconhece que houve uma redução na letalidade dos conflitos durante a segunda metade do século XX. "Isso não quer dizer que a ideia de fim da história seja totalmente caricata, mas tinha sua razão de ser. Realmente, houve uma diminuição da letalidade das guerras naquela época", afirma.

Ele também observa uma mudança no padrão dos conflitos nos últimos anos. "Os conflitos se tornaram menos entre Estados e mais, às vezes, dentro de Estados, contra milícias ou entre milícias. Mas agora isso retorna e temos que lidar com esse problema". Esta observação destaca o regresso de um tipo de conflito que se acreditava superado: as guerras entre Estados nacionais na Europa, o que representa um desafio para as teorias que previam a pacificação progressiva das relações internacionais.

Desta forma, é crucial reconhecer que a expectativa de um mundo sem conflitos armados é uma ilusão. A realidade tem mostrado que fatores humanos, como o egoísmo e a ganância, continuam a provocar guerras. As relações internacionais permanecem vulneráveis à anarquia, o que dificulta a resolução pacífica de disputas.

Assim, a volta dos conflitos na Europa evidencia a fragilidade das previsões otimistas da década de 1990. O retorno de guerras entre Estados questiona a eficácia das instituições multilaterais e o papel das democracias no cenário global. Essa realidade exige uma análise crítica e um repensar das estratégias de diplomacia internacional.

Então, é necessário que os países reforcem a cooperação em nível internacional, buscando caminhos para o diálogo e a resolução pacífica de conflitos. A história nos ensina que a paz não é um estado permanente, mas uma conquista contínua que exige vigilância e comprometimento.

Finalmente, a discussão sobre a natureza do conflito humano deve ser ampliada, considerando fatores sociais, econômicos e culturais que influenciam as relações entre as nações. A construção de um futuro pacífico depende da nossa capacidade de aprender com o passado e de agir de forma proativa diante dos desafios contemporâneos.

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Patrícia Soares Rocha

Sobre Patrícia Soares Rocha

Antropóloga com foco em cultura popular e tradições brasileiras. Atua pesquisando costumes rurais e folclore regional. Paixão por literatura nacional contemporânea. Dedica-se ao bordado livre artesanal nas horas vagas.