Congresso aprova acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, Brasil avança na ratificação
04 MAR

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Política
Marcos Antonio Oliveira Por Marcos Antonio Oliveira - Há 1 mês
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O Senado Federal do Brasil aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (4), o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Essa decisão representa a etapa final para a ratificação do tratado por parte do Brasil, que agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A votação foi realizada de forma simbólica, ou seja, não houve registro individual dos votos. Com essa aprovação, o Brasil se torna o terceiro país do Mercosul a formalizar sua adesão ao acordo, seguindo os passos da Argentina e do Uruguai, que já haviam aprovado o texto na semana anterior. O Paraguai ainda precisa analisar o acordo, mas está em recesso parlamentar e deve deliberar nas próximas semanas.

A senadora Tereza Cristina, do Partido Progressista (PP), foi a responsável por relatar o acordo no Senado. Durante a votação, ela destacou a importância do tratado, ressaltando seu caráter multilateral e a expectativa de que negociações desse tipo se tornem cada vez mais raras no futuro.

Além disso, Tereza Cristina também mencionou que a Comissão Europeia indicou a possibilidade de que o acordo comece a ser implementado a partir de maio, desde que a aprovação pelo Mercosul ocorra ainda neste mês.

O tratado de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia criará uma vasta área de comércio, abrangendo mais de 700 milhões de pessoas e com um produto interno bruto (PIB) combinado de aproximadamente US$ 22 trilhões. Em 2025, os principais produtos comercializados entre o Brasil e a Europa incluem minérios, combustíveis e café, com um valor estimado de cerca de US$ 100 bilhões.

Entretanto, o acordo enfrentou desafios, incluindo a judicialização no Parlamento Europeu no início deste ano, o que pode atrasar sua implementação definitiva. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que os termos poderão entrar em vigor provisoriamente na Europa, mas sem causar grandes prejuízos enquanto não há uma decisão do Tribunal Europeu.

Os opositores do acordo, liderados pela França, têm manifestado preocupações sobre o impacto que o aumento das importações de produtos como carne bovina e aves poderia causar aos agricultores locais. Nesse contexto, o presidente Lula também assinou um decreto que regulamenta as chamadas "salvaguardas bilaterais". Essas medidas de proteção comercial são comuns em acordos de livre comércio e permitem intervenções caso haja prejuízos significativos à indústria brasileira devido à entrada excessiva de produtos europeus.

O acordo entre o Mercosul e a União Europeia é resultado de mais de duas décadas de negociações. Assinado em 17 de janeiro de 2024, no Paraguai, o tratado estabelece a redução gradual de tarifas, aumenta os investimentos e cria regras comuns para o comércio de produtos agrícolas e industriais. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o acordo prevê a eliminação de tarifas de importação sobre cerca de 95% dos bens europeus, impactando 92% do valor das importações europeias de produtos brasileiros ao longo de um período de até 12 anos.

Em termos de economia, a União Europeia se compromete a eliminar aproximadamente 4 bilhões de euros em tarifas sobre suas exportações para o Brasil. Países como Alemanha e Espanha consideram o tratado vital para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir a dependência de minerais críticos provenientes da China.

Desta forma, a aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia é um marco importante para a política comercial brasileira. Este tratado não apenas expande oportunidades de negócios, mas também fortalece laços diplomáticos entre as regiões. A expectativa é que traga benefícios econômicos significativos ao longo dos anos, especialmente em um momento em que o Brasil busca diversificar suas parcerias comerciais.

Além disso, a implementação de salvaguardas bilaterais mostra a preocupação do governo brasileiro em proteger sua indústria local diante de possíveis impactos negativos. Essa estratégia pode ser um meio eficaz de equilibrar interesses entre abertura comercial e proteção econômica.

O desafio agora será a efetivação do acordo na prática, considerando as resistências existentes na Europa e as exigências do mercado interno. O governo deve estar preparado para lidar com as repercussões do tratado e garantir que os benefícios sejam amplamente distribuídos.

Por fim, o sucesso desse acordo dependerá de uma gestão cuidadosa e de um monitoramento constante dos resultados. Assim, será possível maximizar as vantagens comerciais enquanto se minimizam os riscos associados à competição internacional.

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Marcos Antonio Oliveira

Sobre Marcos Antonio Oliveira

Jornalista com pós-graduação em Política Internacional. Atua cobrindo o congresso nacional há mais de uma década. Grande paixão por história brasileira e debates democráticos. Nas horas vagas, dedica-se ao estudo de xadrez.