Coronel da PM é denunciado por assédio a soldado enquanto é investigado pela morte da esposa
07 MAI

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Cotidiano
Cláudia Regina Lima Por Cláudia Regina Lima - Há 7 dias
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A Corregedoria da Polícia Militar recebeu um pedido formal para investigar a conduta do coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, que está preso sob suspeita de ter cometido o feminicídio de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos. O pedido foi feito pela defesa de uma soldado, Rariane da Silva, de 32 anos, que alega ter sofrido assédio do coronel.

O caso que levou à prisão de Neto ocorreu em fevereiro, quando Gisele foi encontrada morta em seu apartamento, em São Paulo. Inicialmente, a morte foi considerada um suicídio, mas as investigações mudaram a classificação para feminicídio, levando à detenção do coronel. A denúncia da soldado Rariane é baseada em uma série de mensagens que, segundo ela, foram enviadas pelo coronel, onde ele demonstrava interesse amoroso, mesmo após ela ter deixado claro que não havia intenção de manter um relacionamento.

De acordo com o advogado de Rariane, Thiago Lacerda, o pedido de apuração inclui possíveis crimes como assédio sexual, assédio moral, ameaça e fraude processual. As mensagens enviadas pelo coronel foram submetidas a uma perícia particular, que corroborou a versão da soldado.

A Polícia Militar, em nota oficial, informou que instaurou um Conselho de Justificação contra o coronel, conforme publicação no Diário Oficial do Estado em 31 de março. O conselho possui etapas administrativas e judiciais, seguindo as normas da corporação. A PM destacou que as investigações são conduzidas de forma independente do processo criminal em curso.

As mensagens reveladas indicam que o assédio por parte do coronel começou após sua transferência para o 49º Batalhão de Polícia Militar, onde Rariane já trabalhava. Ao assumir a função, ele ofereceu a ela um cargo de ordenança, equivalente ao de secretária, mesmo antes de receber a aprovação dela. Rariane recusou a oferta, mas Neto insistiu, alegando que faria a transferência para o cargo de forma compulsória, dada sua posição hierárquica.

Com receio de represálias, Rariane solicitou a um superior seu retorno ao patrulhamento de rua. Mesmo assim, o coronel continuou a fazer elogios e a convidá-la para se aproximar dele. Com o tempo, as mensagens tornaram-se ainda mais diretas, revelando um comportamento inadequado em relação à soldado.

Além disso, em setembro de 2025, a esposa de Neto, Gisele, enviou uma solicitação de amizade para Rariane nas redes sociais, o que gerou desconforto. Rariane tentou se distanciar da situação, mas o coronel continuou a insistir em sua aproximação, chegando a aparecer na portaria do prédio onde ela mora, em trajes civis, e entregando flores, o que foi interpretado como uma invasão de privacidade.

O advogado de Rariane afirma que a insistência de Neto em contatá-la, mesmo após o entendimento claro de que a soldado não queria um relacionamento, caracteriza assédio. Além disso, a presença do coronel em horários de serviço, fardado e utilizando viatura oficial, pode configurar descumprimento de missão, uma vez que sua função não é de patrulhamento ostensivo, mas administrativa.

O caso do coronel e as denúncias de assédio estão sendo amplamente discutidos, levantando questões sobre a conduta de oficiais dentro da instituição e a necessidade de um ambiente de trabalho seguro e respeitoso para todos os policiais.

Desta forma, a situação envolvendo o coronel Geraldo Leite Rosa Neto é um reflexo de um problema maior que afeta as instituições policiais do Brasil. O assédio no ambiente de trabalho, especialmente em instituições hierárquicas, é uma questão grave que precisa ser abordada com seriedade.

Em resumo, a denúncia feita por Rariane da Silva evidencia a necessidade de mecanismos eficazes dentro das corporações para proteger os policiais de assédios e abusos. O caso de Gisele Alves Santana também destaca a urgência de uma reflexão sobre a cultura de machismo e a violência contra a mulher, que muitas vezes é ignorada.

Então, é fundamental que a Corregedoria da PM atue com rigor nas investigações. A transparência e a responsabilidade nas ações de seus membros são essenciais para restaurar a confiança da população nas forças de segurança.

Finalmente, é imprescindível garantir que os direitos de todos os policiais sejam respeitados e que qualquer ato de assédio seja punido. Somente assim, será possível construir um ambiente de trabalho mais saudável e seguro para todos.

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Cláudia Regina Lima

Sobre Cláudia Regina Lima

Mestre em Comunicação e especialista em análise de tendências digitais. Atua desvendando mecanismos de informação no cotidiano moderno. Paixão por ética jornalística e ávida leitora de suspenses e thrillers brasileiros.