Crescimento dos Gastos do Banco Master com Advogados Aumenta Cinco Vezes em Busca de Soluções para Evitar Liquidação
09 ABR

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Política
Professor Otávio Cavalcanti Mendes Por Professor Otávio Cavalcanti Mendes - Há 16 horas
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Os gastos do Banco Master com serviços advocatícios dispararam nos últimos anos, saltando de R$ 55 milhões em 2022 para R$ 265 milhões em 2025. Esse aumento expressivo nos custos ocorre em um contexto de crise financeira, onde a instituição, liderada por Daniel Vorcaro, tenta encontrar alternativas para evitar uma possível liquidação. Os dados foram obtidos por meio de informações enviadas pelo banco à Receita Federal e revelam um cenário preocupante.

O total de despesas com advogados nos últimos quatro anos alcançou R$ 593 milhões. O crescimento dos gastos foi gradual, mas acelerou a partir de 2024, quando as despesas com serviços jurídicos atingiram R$ 193 milhões, mais que o dobro do montante de R$ 80 milhões registrado em 2023. Esses números foram atualizados para refletir valores de dezembro de 2025.

O ano de 2024 é especialmente significativo, pois coincide com o início das tratativas do banco para uma possível venda, em um momento de pressão e necessidade de reestruturação. Nesse mesmo ano, o Banco de Brasília (BRB) adquiriu cerca de R$ 8 bilhões em carteiras de crédito do Master, embora a tentativa de compra do banco pela instituição pública não tenha se concretizado devido a fraudes identificadas.

Procurada para comentar sobre esse aumento nos gastos, a defesa de Vorcaro não se manifestou. Para a apuração dos valores, a reportagem analisou as declarações do banco entre 2022 e 2025, focando em CNPJs registrados na categoria de "Serviços Advocatícios" na Receita Federal. Essa classificação é feita com base na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), que identifica o ramo de atuação das empresas.

Entre os escritórios de advocacia que receberam pagamentos do Banco Master, destaca-se a Barci de Moraes Sociedade de Advogados, liderada por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Somente em 2025, os repasses ao escritório somaram R$ 40,1 milhões, um valor aproximadamente dez vezes maior do que o pago a outros advogados contratados.

O escritório Barci de Moraes, por sua vez, declarou que não confirma as informações, alegando que os dados fiscais são sigilosos. O escritório destacou que realizou reuniões e produziu pareceres para o banco, mas não divulgou detalhes sobre os serviços prestados.

Além disso, entre 2023 e 2025, foram registrados pagamentos ao escritório de Ricardo Lewandowski, ex-ministro do STF, totalizando R$ 5,93 milhões. Os valores pagos foram de R$ 2,3 milhões em 2025, R$ 3,1 milhões em 2024 e R$ 530 mil em 2023. Em nota, Lewandowski afirmou que retornou à advocacia em abril de 2023, prestando consultoria jurídica ao Banco Master.

Antonio Rueda, presidente do União Brasil, também aparece entre os beneficiados, com pagamentos registrados de R$ 1 milhão em 2025 e R$ 1,1 milhão em 2024. Rueda já admitiu prestar serviços de advocacia ao conglomerado Master, mas não forneceu detalhes sobre os valores.

Por fim, o ex-presidente Michel Temer é mencionado na lista de declarações de imposto de renda do banco, embora detalhes sobre sua participação não tenham sido amplamente divulgados. A situação do Banco Master ilustra a complexidade e os desafios enfrentados por instituições financeiras em meio a crises e a necessidade de soluções jurídicas eficazes.

Desta forma, o aumento significativo nos gastos do Banco Master com advogados reflete uma tentativa desesperada de evitar a liquidação da instituição. Essa escalada de despesas levanta questões sobre a gestão financeira e a transparência nas operações do banco. A situação exige uma análise crítica do uso de recursos, especialmente em um contexto de crise.

Além disso, a relação entre o banco e os escritórios de advocacia, incluindo figuras proeminentes como Viviane Barci de Moraes e Ricardo Lewandowski, suscita preocupações sobre a ética e a legalidade dessas transações. O elevado valor dos contratos pode indicar uma falta de alternativas viáveis para a recuperação financeira da instituição.

É fundamental que o Banco Master busque soluções que não apenas envolvam a contratação de serviços jurídicos, mas que também considerem a reestruturação de suas operações e a melhoria na gestão. Isso poderia resultar em um uso mais eficiente dos recursos financeiros.

Em resumo, a situação do Banco Master serve como um alerta para outras instituições financeiras que podem estar enfrentando desafios semelhantes. A transparência nas operações e a responsabilidade na gestão são essenciais para evitar crises futuras.

Finalmente, é importante que as autoridades reguladoras acompanhem de perto os desdobramentos desse caso. A supervisão eficaz pode prevenir práticas inadequadas e garantir que os interesses dos clientes e da economia sejam protegidos.

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Professor Otávio Cavalcanti Mendes

Sobre Professor Otávio Cavalcanti Mendes

Jurista constitucionalista e professor universitário de Ciência Política. Atua em tribunais superiores analisando casos complexos. Paixão profunda por leis, justiça e história global. Apreciador nato de música clássica.