Debate na USP com vereador Lucas Pavanato termina em tumulto e agressões
05 MAR

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Política
Bruno Kleber Santos Por Bruno Kleber Santos - Há 1 mês
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Um debate realizado pelo vereador Lucas Pavanato, do PL-SP, na Universidade de São Paulo (USP), culminou em uma confusão na manhã da última quarta-feira, 5 de março de 2026. O evento, que tinha como objetivo discutir temas polêmicos como aborto e cotas raciais, acabou em tumulto, resultando em feridos e um estudante hospitalizado.

Durante o debate, que ocorreu na Cidade Universitária, estudantes começaram a protestar contra a presença do vereador, acusando seus seguranças de agredir manifestantes. Pavanato e a vereadora Eduarda Campopiano, que o acompanhava, por sua vez, alegaram que a violência partiu dos alunos, que tentaram furtar os celulares dos políticos e agrediram a vereadora.

Pavanato disse que o debate foi inspirado em iniciativas do ativista conservador americano Charlie Kirk, que promove discussões semelhantes em universidades dos Estados Unidos. Para isso, ele montou uma tenda no campus com banners que traziam a frase "Aborto é assassinato". A abordagem gerou forte resistência entre os estudantes e professores da USP, que criticaram a iniciativa por considerá-la uma afronta aos direitos das mulheres.

De acordo com relatos de alunos, a situação deteriorou-se rapidamente, levando a uma série de agressões. Um estudante, identificado como Francisco Napolitano, usou suas redes sociais para denunciar que foi atacado por seguranças de Pavanato, resultando em ferimentos visíveis.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) emitiu uma nota afirmando que os alunos foram "covardemente agredidos" e que alguns saíram do local com hematomas e ferimentos. Eles também relataram o uso de spray de pimenta pelos seguranças. A USP confirmou que um estudante foi atendido no Hospital Universitário, mas que já havia recebido alta.

Pavanato, que passou a contar com segurança pessoal após receber ameaças de morte, defendeu sua posição, alegando que foi ele quem sofreu agressões. Ele relatou que, durante a gravação de um vídeo, militantes do DCE tentaram interromper sua fala e agrediram os alunos que tentavam dialogar com ele. Além disso, afirmou que foi atingido por uma garrafa e que um produto químico foi jogado na direção dele, causando ardência nos olhos.

A vereadora Eduarda Campopiano também relatou uma experiência similar, afirmando ter sido agredida por um manifestante que tentou roubar seu celular. Segundo ela, o jovem a atingiu com um soco, o que a fez cair e gritar por ajuda. Um dos seguranças de Pavanato conseguiu recuperar o celular, e a vereadora registrou um boletim de ocorrência contra o agressor.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo está investigando o caso, que foi registrado como lesão corporal. O incidente gerou uma onda de críticas na comunidade universitária e entre professores, que defendem a necessidade de um ambiente de debate respeitoso e seguro na instituição.

Desta forma, o ocorrido na USP evidencia a crescente polarização que permeia o debate sobre temas sociais sensíveis no Brasil. A presença de figuras públicas, como o vereador Pavanato, em instituições de ensino deve ser acompanhada de um compromisso com a segurança e o respeito mútuo.

Em resumo, a violência não pode ser vista como uma solução para desavenças ideológicas. É fundamental que todos os lados se comprometam a dialogar de forma pacífica. O uso de força física apenas agrava o cenário e deslegitima as pautas que cada um defende.

Assim, a promoção de debates em ambientes acadêmicos deve ser pautada pela liberdade de expressão, mas também pela responsabilidade de garantir a integridade física dos participantes. A postura de todos os envolvidos deve ser de respeito e civilidade, independente das divergências.

Finalmente, é essencial que as instituições de ensino adotem medidas mais efetivas para evitar que episódios como esse se repitam. O ambiente universitário deve ser um espaço seguro para o debate de ideias, onde a pluralidade de opiniões possa ser respeitada e ouvida.

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Bruno Kleber Santos

Sobre Bruno Kleber Santos

Graduando em Ciência Política, focado em relações exteriores e geopolítica da América Latina. Atua em canais de debate para o público jovem. Paixão por geografia humana. Seu refúgio favorito de fim de semana é o surf.