Desigualdade na Distribuição de Recursos do Calha Norte Afeta Municípios da Amazônia
05 ABR

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Política
Thiago Ferreira Martins Por Thiago Ferreira Martins - Há 5 dias
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A distribuição desigual de recursos do programa federal Calha Norte tem gerado sérias consequências na Amazônia, especialmente em municípios com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais baixo, como Melgaço, no Pará. Enquanto Melgaço, que possui o pior IDH do Brasil, não recebeu verbas do programa entre 2015 e 2024, Macapá, no Amapá, reduto político do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, recebe investimentos significativos, como a reforma de um píer turístico e a instalação de um bondinho elétrico.

De acordo com dados de uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), 80% dos recursos do Calha Norte foram direcionados a apenas 10% dos municípios atendidos pelo programa durante o período de 2015 a 2024. O estudo revela que 2,5% das localidades receberam metade dos repasses, enquanto municípios com IDH mais baixo foram negligenciados. O relatório mostra que quase 70% dos recursos foram destinados a localidades com IDH alto ou médio, enquanto apenas 34,7% dos municípios com IDH muito baixo ou baixo foram contemplados.

O prefeito de Melgaço, Zé Viegas, expressou sua indignação ao questionar a distribuição de verbas, destacando a realidade de sua cidade, que enfrenta problemas como um lixão a céu aberto, evidenciando a falta de investimentos públicos. A situação é ainda mais crítica quando se observa que Melgaço está a apenas 250 km de Macapá, uma distância relativamente pequena, mas que resulta em uma disparidade enorme na alocação de recursos.

O Calha Norte, criado há mais de 40 anos com o objetivo de promover a defesa nas regiões de fronteira, foi transformado em um “emendoduto”, segundo a auditoria, servindo para direcionar verbas a redutos eleitorais. O TCU também aponta que 21,64% dos municípios da faixa de fronteira não foram atendidos pelo programa, que atualmente abrange 783 localidades, sendo que 589 delas foram incluídas entre 2016 e 2022.

Além da desigualdade na distribuição de verbas, o TCU destacou problemas de descontrole orçamentário e falta de fiscalização. Os técnicos do tribunal criticaram a ausência de critérios técnicos claros e a falta de transparência no processo de alocação dos recursos. A auditoria concluiu que o programa carece de um diagnóstico detalhado e realista dos problemas públicos que busca resolver.

Se o Calha Norte priorizasse realmente os municípios que mais precisam, Melgaço estaria entre os beneficiados. A localidade, situada no sul da Ilha do Marajó, entrou para o programa em 2004, mas a situação da cidade não melhorou significativamente desde a divulgação do seu IDH em 2013. Segundo o Ranking de Eficiência dos Municípios da Folha, Melgaço ocupa a 5.203ª posição entre os 5.276 avaliados, evidenciando a grave crise de saneamento básico — apenas 12% da população tem acesso a água tratada, e não há rede de esgoto.


Desta forma, a disparidade na distribuição de recursos do Calha Norte é um reflexo de um sistema que prioriza interesses políticos em detrimento das necessidades reais das populações. É necessário que haja uma reavaliação dos critérios de alocação de verbas, focando em atender realmente aqueles que mais necessitam, como Melgaço.

O investimento em áreas críticas, como infraestrutura e saneamento básico, deve ser uma prioridade para garantir a melhoria da qualidade de vida das populações mais vulneráveis. A falta de recursos em cidades como Melgaço não é apenas uma questão de desigualdade social, mas também de descaso do poder público.

Assim, é fundamental que a sociedade civil e os órgãos de controle atuem para garantir uma distribuição mais justa e eficiente dos recursos públicos. A transparência nas ações governamentais deve ser uma exigência inegociável, para evitar que situações como essas se perpetuem.

Finalmente, a responsabilidade social deve ser a base de qualquer política pública. A implementação de ações concretas que visem a melhoria das condições de vida nas comunidades mais carentes é essencial para um desenvolvimento sustentável e equitativo.

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Thiago Ferreira Martins

Sobre Thiago Ferreira Martins

Especialista em Comunicação Política com pós-graduação em Gestão de Crise. Atua em consultorias de imagem institucional. Paixão por retórica e persuasão. Seu hobby relaxante favorito é a pesca esportiva de rio.