Eduardo Galeano retrata a desigualdade na Venezuela antes do chavismo
15 FEV

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Política
Bruno Kleber Santos Por Bruno Kleber Santos - Há 2 meses
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Em 1971, o escritor uruguaio Eduardo Galeano publicou uma reportagem impactante que expunha a realidade social da Venezuela, um país rico em petróleo, mas marcado pela pobreza e desigualdade. A obra, intitulada "A civilização do ouro negro", revela como a riqueza gerada pela indústria petrolífera não se traduzia em benefícios para a população, que enfrentava dificuldades para acessar serviços básicos.

Galeano inicia sua análise afirmando: "Este país é um dos mais ricos do mundo. Também é um dos mais pobres e mais violentos." A Venezuela, na época, produzia cerca de 3 milhões de barris de petróleo por dia, mas a maioria de seus cidadãos vivia em condições precárias. Ele destaca que mais da metade dos venezuelanos era composta por crianças e adolescentes, e muitos deles não tinham acesso à educação.

Ao longo do texto, Galeano ressalta a discrepância entre a elite, que vivia em ostentação, e a população carente, que habitava favelas. Ele descreve a capital, Caracas, onde a riqueza gerada pelos "petrodólares" se manifestava em arranha-céus, enquanto as comunidades pobres se multiplicavam nas encostas da cidade. "As vastas zonas pobres de Caracas são chamadas bairros. As zonas ricas, urbanizações. As altitudes dos pobres são cerros, as dos ricos, colinas", observou.

O autor também critica a falta de uma política industrial e agrícola que permitisse ao país investir sua renda petrolífera em seu próprio desenvolvimento. Galeano aponta que, apesar de suas vastas terras férteis, a Venezuela importava alimentos básicos, como alface e milho, dos Estados Unidos e do México. Essa dependência externa contrastava com a capacidade produtiva do país, que poderia sustentar sua população com os recursos locais.

Além disso, ele menciona a realidade do mercado de trabalho, onde apenas uma fração dos jovens conseguia se inserir na economia. Dos 135 mil jovens que entravam no mercado anualmente, apenas 50 mil conseguiam encontrar emprego. Sem perspectivas, muitos se viam atraídos pela criminalidade. "Caracas, ela toda, é uma cidade violenta. A cidade se transforma em uma estrutura da repressão: é preciso pôr a salvo a minoria integrada, frente a uma maioria crescente de excluídos com o impulso cego de assaltar", escreveu Galeano.

A reportagem de 1971 faz parte da coletânea "Nós dizemos não: crônicas 1963-1988", que traz uma série de relatos sobre a realidade da América Latina. Entre as histórias, há também uma análise da religiosidade popular no Rio de Janeiro e entrevistas com figuras emblemáticas, como Perón e Guevara.

Desta forma, a obra de Eduardo Galeano revela um panorama da Venezuela que permanece relevante até os dias atuais. A discrepância entre a riqueza gerada pela exploração de recursos naturais e a pobreza da população continua a ser um tema debatido na América Latina.

Em resumo, é fundamental refletir sobre o legado de políticas que priorizam o lucro imediato em detrimento do desenvolvimento social. A história da Venezuela serve como um alerta sobre os riscos de não investir em educação e infraestrutura para a população.

Assim, ao analisarmos a trajetória do país, notamos que a dependência econômica pode levar a consequências devastadoras para a sociedade. É preciso buscar alternativas que promovam um desenvolvimento mais equitativo e sustentável.

Finalmente, a situação venezuelana destaca a importância de um debate mais amplo sobre a gestão de recursos naturais e seu impacto sobre a população. O desafio reside em transformar riqueza em qualidade de vida para todos.

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Bruno Kleber Santos

Sobre Bruno Kleber Santos

Graduando em Ciência Política, focado em relações exteriores e geopolítica da América Latina. Atua em canais de debate para o público jovem. Paixão por geografia humana. Seu refúgio favorito de fim de semana é o surf.