Eleição na Hungria pode mudar o rumo do governo de Orbán
12 ABR

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Cotidiano
Patrícia Soares Rocha Por Patrícia Soares Rocha - Há 17 horas
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Os húngaros iniciaram neste domingo, 12 de abril de 2026, a votação em uma eleição que é considerada a mais importante da Europa neste ano. O resultado pode significar a saída do primeiro-ministro Viktor Orbán do poder, após 16 anos de governo. As urnas abriram às 6h, horário local, e o fechamento está previsto para as 19h (14h, horário de Brasília).

A eleição é observada com atenção em vários países, o que reflete a relevância de Orbán na política populista de extrema-direita global. O líder, que é o primeiro-ministro em exercício há mais tempo na União Europeia, viu seu governo ser alvo de críticas por suas políticas autoritárias e suas relações com líderes como Donald Trump.

Na manhã de hoje, esbanjando esperança, a aposentada Eszter Szatmári, de 62 anos, comentou que essa eleição representa uma "última chance" para a Hungria em busca de uma democracia mais funcional. Ela enfatizou a necessidade de os cidadãos se mobilizarem para mudar a imagem que o país construiu nos últimos dez anos.

De acordo com dados do Escritório Nacional Eleitoral, 3,6% dos eleitores registrados já haviam votado na primeira hora da votação, um índice que marca um recorde na história pós-socialista da Hungria. Isso representa quase o dobro da participação registrada no mesmo período das eleições de 2022.

A disputa eleitoral ocorre em um cenário de ameaça ao governo de Orbán, que pode ter seus 16 anos de mandato encerrados. A oposição, liderada por Péter Magyar, ex-aliado de Orbán, tem se mostrado forte e capaz de desafiar o status quo. Pesquisas indicam que os opositores podem vencer com uma margem significativa, podendo gerar uma mudança histórica na política húngara.

Orbán, que começou sua carreira política defendendo ideais liberais e antissoviéticos, se transformou em um nacionalista proeminente. Seu partido, o Fidesz, tem sido acusado de restringir a liberdade de imprensa e enfraquecer o Judiciário, além de limitar os direitos de minorias, como a comunidade LGBTQIA+.

Desde sua ascensão ao poder em 2010, Orbán tem implementado uma agenda que busca estabelecer uma "democracia cristã iliberal". As políticas de controle da imigração e a retórica nacionalista ajudaram a manter seu apoio popular, mesmo diante de críticas da União Europeia, que suspendeu bilhões de euros em repasses devido a violações de normas democráticas.

Após quatro vitórias eleitorais consecutivas, a situação política na Hungria se alterou. A economia estagnada e o aumento do poder de uma elite próxima ao governo têm contribuído para a perda de apoio interno do primeiro-ministro. Magyar, que agora lidera o partido Respeito e Liberdade, se distanciou de Orbán e se apresentou como uma alternativa viável, prometendo reaproximar a Hungria da União Europeia.

Enquanto isso, Orbán tenta manter sua base conservadora, defendendo suas políticas anti-imigração e utilizando uma comunicação que ressoa nas redes sociais. Recentes pesquisas indicam que o partido de Magyar pode conquistar entre 138 e 142 dos 199 assentos do Parlamento, possibilitando reformas constitucionais, enquanto o Fidesz deve garantir entre 49 e 55 cadeiras.

Desta forma, a eleição na Hungria não é apenas uma disputa interna, mas um reflexo de um movimento global de resistência ao autoritarismo. O que está em jogo é o futuro da democracia em um país que tem sido visto como um modelo de política populista. As escolhas feitas pelos húngaros podem inspirar outras nações a questionar seus próprios líderes.

Além disso, a possibilidade de uma mudança de governo representa um passo importante em direção a uma Europa mais unida e comprometida com os valores democráticos. A pressão internacional pode ter um papel decisivo na promoção de um sistema político que respeite os direitos humanos e as liberdades civis.

É fundamental que a sociedade civil se mobilize e que os cidadãos se sintam motivados a participar ativamente do processo eleitoral. Somente assim será possível reverter o retrocesso democrático que tem se intensificado nos últimos anos. A luta pela democracia na Hungria serve como alerta para outras nações que enfrentam desafios semelhantes.

Por fim, a atenção global voltada para as eleições húngaras demonstra o interesse em garantir que a democracia prevaleça diante de regimes autoritários. A participação da população nas urnas é um sinal de que a esperança ainda existe para um futuro melhor e mais justo.


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Patrícia Soares Rocha

Sobre Patrícia Soares Rocha

Antropóloga com foco em cultura popular e tradições brasileiras. Atua pesquisando costumes rurais e folclore regional. Paixão por literatura nacional contemporânea. Dedica-se ao bordado livre artesanal nas horas vagas.