Entenda a origem dos coelhos e ovos na celebração da Páscoa
05 ABR

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Cotidiano
Helena Vieira Martins Por Helena Vieira Martins - Há 5 dias
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A Páscoa é uma das festas mais importantes do Cristianismo, celebrada há aproximadamente 1.700 anos. Ao longo desse tempo, diversos símbolos e costumes foram incorporados à festividade, que é comemorada em várias partes do mundo de maneira semelhante. Entre os elementos mais marcantes estão os coelhos e os ovos, cujas origens e significados muitas vezes geram curiosidade e questionamentos.

As celebrações da Páscoa incluem tradições como a missa da Vigília Pascal, a queima simbólica da figura de Judas e a busca por ovos coloridos, tanto em casa quanto nos jardins. Contudo, muitas pessoas ainda se perguntam sobre a real origem dos coelhos da Páscoa, já que essa figura não está diretamente relacionada à ressurreição de Cristo.

O costume do coelho da Páscoa é cercado por várias explicações. Historicamente, o coelho é associado à fertilidade e à chegada da primavera na Europa. A primeira menção a essa figura trazendo ovos remonta ao século 17, mas foi no século 19 que o coelho ganhou popularidade na Alemanha, em grande parte devido à indústria de confeitaria.

De acordo com o pesquisador de costumes Alois Döring, o coelho da Páscoa é uma invenção ligada à tradição protestante. As crianças católicas, durante a Quaresma, eram proibidas de comer ovos, mas, na Páscoa, podiam voltar a consumi-los. Para explicar a fartura de ovos, os protestantes criaram a narrativa do coelho que distribuía ovos em cada casa.

Apesar de ser um mamífero, o coelho se tornou um símbolo de abundância e fertilidade, embora essa associação não tenha relação direta com a biologia. Enquanto as igrejas protestantes mantinham uma abordagem mais séria nas celebrações, as igrejas católicas buscavam um tom festivo, incluindo histórias engraçadas e anedotas durante as missas.

Até o início do século 20, o coelho da Páscoa ainda não era uma figura reconhecida no Brasil. A tradição chegou ao país com imigrantes alemães que se estabeleceram no Sul entre 1913 e 1920. Uma lenda popular conta que uma mulher pobre, ao colorir ovos para seus filhos, fez um ninho e, ao ser descoberto, um coelho passou correndo, dando origem à história de que ele era responsável por trazer os ovos.

Na tradição alemã, as crianças saem em busca de ovos de chocolate no domingo de Páscoa, que supostamente foram escondidos pelo coelho. Além disso, elas recebem cestas recheadas com coelhinhos de chocolate e ovos coloridos, seguindo uma tradição que se difundiu entre as famílias brasileiras.

A prática de cozinhar e colorir ovos remonta a civilizações antigas, como os egípcios e persas, e era vista como um símbolo de renovação e vida nova, refletindo a mensagem central da ressurreição de Jesus Cristo. Historicamente, os ovos eram pintados de vermelho para simbolizar o sangue de Cristo e seu amor pela humanidade. Essa tradição ainda se mantém forte na Igreja Ortodoxa.

Com o passar do tempo, novas práticas surgiram, como esconder ovos, que se tornaram parte das celebrações familiares. Assim, a Páscoa se consolidou como a principal festa cristã, celebrada no primeiro domingo após a lua cheia que segue o início da primavera no hemisfério norte, caindo entre 22 de março e 25 de abril.

A mensagem que permeia a Páscoa é a vitória da vida sobre a morte, reafirmando valores como amor, justiça e verdade. A festividade também está ligada ao Pessach, a celebração judaica que recorda a libertação do povo hebreu do Egito.


Desta forma, a celebração da Páscoa transcende a mera troca de ovos e a figura do coelho. É um momento de reflexão sobre a vida e a ressurreição, que deve ser compreendido em seu contexto histórico e cultural. O simbolismo dos ovos, representando a renovação, e do coelho, ligado à fertilidade, adicionam camadas ao entendimento da festividade.

Além disso, é crucial considerar como as tradições se adaptam e se transformam ao longo do tempo. A Páscoa, com suas raízes em práticas antigas, se mistura com a cultura local e as crenças, resultando em uma celebração rica e variada. A passagem do tempo traz novas interpretações e formas de celebrar.

Por fim, a Páscoa deve ser um momento de união familiar e celebração dos valores que realmente importam, como a paz e a esperança. A tradição de buscar ovos e a figura do coelho devem ser vistas mais como símbolos de alegria e renovação do que meros elementos comerciais.

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Helena Vieira Martins

Sobre Helena Vieira Martins

Graduanda em Sociologia, analisa os fenômenos do cotidiano das grandes metrópoles brasileiras. Paixão por fotografia de rua e cinema clássico europeu. Adora fazer trekking e trilhas longas em parques nacionais.