Família de Alexandre de Moraes adquire R$ 23,4 milhões em imóveis e aumenta patrimônio em cinco anos
06 ABR

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Política
Bruno Kleber Santos Por Bruno Kleber Santos - Há 4 dias
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Nos últimos cinco anos, a família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes investiu R$ 23,4 milhões na compra de imóveis, resultando em um aumento significativo de seu patrimônio imobiliário. Desde que Moraes assumiu o cargo em 2017, o patrimônio da família triplicou, passando de R$ 8,6 milhões para R$ 31,5 milhões, sendo que atualmente possuem 17 propriedades.

Todas as aquisições realizadas pela família foram quitadas à vista, conforme registros em cartórios nas localidades de São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. De acordo com informações do jornal Estadão, entre 2021 e 2025, o casal investiu mais de dois terços do total gasto em quase três décadas de atuação no mercado imobiliário.

O total de despesas com imóveis ao longo de 29 anos chega a R$ 34,8 milhões, que inclui as 27 propriedades adquiridas. A diferença de valor em relação ao patrimônio atual se deve a vendas realizadas ao longo do tempo. Atualmente, o salário de Moraes no STF é de R$ 46 mil mensais, um aumento de 39% em relação ao que recebia anteriormente.

A gestão das transações mais recentes foi realizada pelo Lex Instituto, uma holding familiar que tem como sócios Viviane Barci, esposa de Moraes, e seus filhos, Alexandre e Giuliana. Embora o ministro não figure oficialmente como sócio, o regime de comunhão parcial de bens do casal implica que os ativos adquiridos durante o casamento sejam considerados patrimônio comum.

Entre as aquisições mais significativas está uma mansão de 776 metros quadrados localizada no Lago Sul, um dos bairros nobres de Brasília, comprada em agosto do ano passado por R$ 12 milhões. O pagamento foi feito em duas parcelas de R$ 6 milhões. Quatro meses antes, o casal adquiriu um apartamento em Campos do Jordão, que, junto com uma unidade comprada em 2014, totaliza 727 metros quadrados e custou R$ 8 milhões.

Mais recentemente, em março deste ano, o Lex Instituto finalizou a compra de um apartamento de 86 metros quadrados no Jardim Paulista, em São Paulo, por R$ 1,05 milhão. Em relação aos imóveis em São Paulo, a família possui sete propriedades, incluindo dois apartamentos no Jardim América adquiridos em 2021 por R$ 3 milhões cada.

A expansão do patrimônio da família ocorre em paralelo ao crescimento do escritório de advocacia Barci de Moraes, dirigido por Viviane Barci de Moraes. Desde que Moraes assumiu o STF, o número de processos em tribunais superiores aumentou de 27 para 152, incluindo ações no próprio STF e no Superior Tribunal de Justiça.

No final do ano passado, a banca abriu uma filial em Brasília e, em 2025, adquiriu uma sala comercial em um edifício na capital federal por R$ 350 mil. O escritório também possui participação em uma sala em um prédio na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, adquirida em leilão judicial. Recentemente, o escritório ganhou notoriedade, mas também críticas, após a divulgação de um contrato com o Banco Master no valor de R$ 129 milhões por um período de três anos.

Desta forma, é importante observar que o aumento patrimonial da família Moraes levanta questões sobre a transparência e a ética das aquisições feitas por figuras públicas. O crescimento acentuado do patrimônio em um curto espaço de tempo, especialmente no contexto de um cargo tão relevante como o de ministro do STF, merece uma análise cuidadosa.

Além disso, a relação entre os negócios da família e as funções ocupadas por Moraes pode suscitar dúvidas sobre possíveis conflitos de interesse. A atuação do escritório de advocacia da esposa do ministro, que tem visto um aumento significativo em sua clientela, também é um ponto de atenção.

É fundamental que haja um acompanhamento rigoroso das atividades de membros do Judiciário, especialmente quando se trata de questões que envolvem patrimônio e a atuação em tribunais. O uso de holding familiar para gestão de bens pode ser legal, mas é preciso garantir que não haja desvio de finalidade ou uso indevido de informações privilegiadas.

Em resumo, a situação demanda uma reflexão sobre a necessidade de regulamentações mais claras e uma maior vigilância sobre as atividades de magistrados e seus familiares. A transparência nas aquisições e na atuação profissional é essencial para a confiança da sociedade nas instituições.

Assim, o debate sobre a ética na política e no Judiciário deve permanecer em pauta, a fim de garantir que a integridade das instituições não seja comprometida. A sociedade precisa de respostas claras e um compromisso com a transparência por parte de todos os envolvidos.

Por fim, é imprescindível que as questões levantadas sejam abordadas de forma séria e responsável, garantindo que a confiança nas instituições permaneça intacta.

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Bruno Kleber Santos

Sobre Bruno Kleber Santos

Graduando em Ciência Política, focado em relações exteriores e geopolítica da América Latina. Atua em canais de debate para o público jovem. Paixão por geografia humana. Seu refúgio favorito de fim de semana é o surf.