Justiça italiana aceita dois pedidos de extradição de Carla Zambelli, aumentando possibilidades de retorno ao Brasil
16 ABR

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Cotidiano
Helena Vieira Martins Por Helena Vieira Martins - Há 9 dias
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A ex-deputada federal Carla Zambelli, que se encontra presa na Itália desde 29 de julho de 2025, teve dois pedidos de extradição aceitos pela Justiça italiana. Este desenvolvimento, embora significante, não garante que sua volta ao Brasil ocorra de forma imediata. Isso se deve ao fato de que ainda cabem recursos sobre as decisões tomadas e que uma sentença não interfere diretamente na outra, acrescentando apenas mais elementos à sua já extensa ficha criminal.

A primeira decisão favorável à extradição foi proferida pela Corte de Apelação da Itália em março de 2026, relacionada ao caso de invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A segunda decisão, divulgada nesta quinta-feira (16), está vinculada à condenação de Zambelli por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. De acordo com autoridades brasileiras que monitoram a situação, espera-se que dentro de um mês a Corte de Cassação da Itália se pronuncie sobre os recursos interpostos.

O embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza, comentou que as decisões judiciais provam a existência de diversos crimes atribuídos à ex-parlamentar, desqualificando suas alegações de estar sendo perseguida politicamente. Apesar de haver elementos que tecnicamente facilitam seu retorno ao Brasil, a extradição não é garantida, já que o Ministério da Justiça da Itália pode enfrentar pressões políticas ou diplomáticas que influenciem sua decisão final.

As sentenças que favoreceram a extradição de Zambelli cumprem os requisitos do Tratado de Extradição entre Brasil e Itália, firmado em 1993. Este tratado estabelece que a extradição deve ser considerada quando o crime é punível em ambos os países, a pena máxima é superior a um ano e o delito não possui caráter político.

Embora a Itália tenha soberania para decidir sobre o pedido de extradição, o tratado não impede a extradição de cidadãos italianos, mas a torna facultativa. Zambelli, que possui cidadania italiana, deixou o Brasil em maio do ano passado, cruzando a fronteira com a Argentina, e passou também pelos Estados Unidos antes de chegar à Itália.

Considerada foragida pela Justiça brasileira após uma condenação do Supremo Tribunal Federal, Zambelli teve seu nome associado a diversas controvérsias, levando o STF a formalizar um pedido de extradição, assinado pelo relator do caso, Alexandre de Moraes. Em Roma, a ex-deputada permanece detida devido ao risco de fuga, conforme a avaliação das autoridades locais.

Desta forma, o caso de Carla Zambelli ilustra a complexidade das relações entre Brasil e Itália no que tange à extradição. A aceitação dos pedidos pela Justiça italiana indica que há um reconhecimento da gravidade dos crimes atribuídos à ex-deputada, que pode enfrentar consequências sérias.

Além disso, a situação dela reflete um momento crítico na política brasileira, onde a responsabilidade dos representantes eleitos é constantemente questionada. A possibilidade da extradição pode ser vista como um passo necessário para a responsabilização de figuras públicas que cometem delitos, independente de suas posições políticas.

Por fim, é importante observar que a extradição não é um processo simples e pode demorar, dependendo das reações de pressões externas e legais que o governo italiano pode enfrentar. A análise cuidadosa dos fatos e das evidências apresentadas será crucial para a decisão final.

O cenário atual também levanta questões sobre a segurança jurídica e a integridade dos processos judiciais, sendo essencial que a população brasileira esteja atenta a como esses desdobramentos impactam a democracia e a justiça no país.

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Helena Vieira Martins

Sobre Helena Vieira Martins

Graduanda em Sociologia, analisa os fenômenos do cotidiano das grandes metrópoles brasileiras. Paixão por fotografia de rua e cinema clássico europeu. Adora fazer trekking e trilhas longas em parques nacionais.