Mais de 85 deputados trocam de partido na janela partidária, PL é o maior beneficiado
04 ABR

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Política
Marcos Antonio Oliveira Por Marcos Antonio Oliveira - Há 6 dias
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A janela partidária, que se fechou na última sexta-feira (3), resultou na troca de partido por pelo menos 85 dos 513 deputados federais. Este movimento representa cerca de 17% das cadeiras da Câmara dos Deputados. O PL (Partido Liberal) foi o principal beneficiado, enquanto o União Brasil enfrentou uma significativa perda de parlamentares.

O União Brasil, que surgiu da fusão do antigo DEM com o PSL, teve um desempenho notável nas eleições de 2022, garantindo a terceira maior bancada da Câmara com 59 cadeiras. No entanto, ao final deste período de trocas, a sigla perdeu 16 deputados, reduzindo sua força política. Essa diminuição pode ser atribuída a dois fatores principais: a federação com o PP, que diminuiu o poder da legenda em diversos estados, e a busca de deputados que desejam se alinhar à ala mais bolsonarista do partido.

Entre os deputados que migraram, 9 deixaram o União Brasil para se filiar ao PL, o que representa uma tentativa de garantir a identificação com o número 22 nas próximas eleições. O PL, liderado pelo senador Flávio Bolsonaro (RJ), que é pré-candidato à presidência, conseguiu atrair 13 novos parlamentares e, assim, superou o número de deputados que elegeu em 2022, quando tinha 99 cadeiras. Esse crescimento é um indicativo de que o PL está se reestruturando e recuperando sua influência na Câmara.

Outra sigla que também se destacou durante a janela foi o PSD (Partido Social Democrático), que viu sua bancada aumentar em 7 deputados, alcançando um total de 54 integrantes. O partido, que é liderado por Gilberto Kassab, teve uma movimentação de 14 deputados ingressando em suas fileiras, apesar de ter perdido 7 durante o processo. Por outro lado, o PDT (Partido Democrático Trabalhista) perdeu 4 deputados, reduzindo sua bancada para 13 membros.

O Podemos conseguiu atrair 5 parlamentares, chegando a um total de 21, superando o PSDB, que agora conta com 18 representantes. Ambas as siglas enfrentam o desafio de consolidar lideranças regionais, o que as torna atrativas para parlamentares que buscam controle em seus estados sem enfrentar disputas internas.

Nos partidos que fazem parte da base do governo Lula, a situação se manteve relativamente estável. O PT (Partido dos Trabalhadores) não registrou nenhuma troca de deputados até o momento, enquanto o PV (Partido Verde) e o PC do B informaram ter ganhado um deputado cada. Essa federação, que atua de forma conjunta, conta agora com 87 cadeiras na Câmara.

Um caso peculiar ocorreu com o PSB, que informou ter perdido 2 deputados. Contudo, a situação pode mudar com a confirmação da filiação do senador Rodrigo Pacheco (MG), que pode atrair novos parlamentares em apoio à sua candidatura ao governo de Minas Gerais.

A janela partidária permite que deputados federais e estaduais mudem de partido sem o risco de perder o mandato por infidelidade, uma vez que a Justiça eleitoral considera que o mandato pertence aos partidos. Diferentemente dos senadores, que podem mudar de partido a qualquer momento, a janela é aberta 30 dias antes da data final para a troca, que neste ano é 4 de outubro.

Ter um grande número de deputados é fundamental para fortalecer as negociações políticas em torno das candidaturas, além de facilitar a formação de uma bancada maior nas eleições. Entretanto, as mudanças não afetam diretamente a divisão do fundo eleitoral, que é rateado proporcionalmente aos votos na Câmara e ao número de deputados de cada partido. Assim, embora ter mais deputados apresente vantagens, também traz desafios na distribuição desses recursos financeiros entre os novos integrantes.

Antes mesmo da abertura da janela, 48 deputados já haviam trocado de partido. Exemplos incluem o ex-ministro Ricardo Salles (SP), que saiu do PL e se filiou ao Novo para concorrer ao Senado, e Luciano Zucco, que migrou do Republicanos para o PL com o apoio da família Bolsonaro para disputar o governo do Rio Grande do Sul.


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Marcos Antonio Oliveira

Sobre Marcos Antonio Oliveira

Jornalista com pós-graduação em Política Internacional. Atua cobrindo o congresso nacional há mais de uma década. Grande paixão por história brasileira e debates democráticos. Nas horas vagas, dedica-se ao estudo de xadrez.