Mário Frias admite financiamento de filme sobre Bolsonaro por Daniel Vorcaro
15 MAI

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Política
Marcos Antonio Oliveira Por Marcos Antonio Oliveira - Há 3 dias
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O deputado federal Mário Frias (PL-SP) alterou sua posição e reconheceu que a produção do longa-metragem "Dark Horse", uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), recebeu investimentos de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A declaração foi feita em nota à imprensa na quinta-feira (14), onde Frias argumenta que suas declarações anteriores sobre o financiamento do filme não são contraditórias, mas refletem uma "diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento".

Em sua justificativa, Mário Frias explicou que, quando afirmou anteriormente que não havia "um centavo do Master" no filme, referia-se ao fato de que Daniel Vorcaro não era, e nunca foi, parte de um relacionamento jurídico formal com a produção. O deputado esclareceu que o vínculo foi estabelecido com a Entre Investimentos e Participações, uma empresa separada, que também opera em colaboração com outros negócios de Vorcaro.

O novo posicionamento de Frias ocorre em meio a contradições nas declarações de outros envolvidos com o projeto. A produtora do filme, GOUP Entertainment, havia declarado, ainda na quarta-feira (13), que não havia nenhum investimento vindo de Daniel Vorcaro ou do Banco Master. A empresa destacou que, entre os diversos investidores, não constava qualquer valor associado ao banqueiro.

No mesmo dia, Frias reiterou essa informação, afirmando que a produtora já havia esclarecido que não havia financiamento de Vorcaro, e que, mesmo que houvesse, não haveria problema, uma vez que se tratava de uma relação privada, sem envolvimento de recursos públicos. O deputado ressaltou que, na época, não existiam suspeitas sobre o banqueiro ou seu banco.

O senador Flávio Bolsonaro, em nota, e posteriormente em uma reunião de emergência, admitiu que a situação envolvia um filho buscando patrocinadores privados para um filme que conta a história de seu pai. Flávio enfatizou que não houve utilização de dinheiro público ou da Lei Rouanet. Ele mencionou ter conhecido Vorcaro em dezembro de 2024, após o término do governo Bolsonaro, quando não havia acusações contra o banqueiro.

Posteriormente, o senador postou um vídeo nas redes sociais em que confirmou que Vorcaro tinha um contrato com a produção do filme e que o banqueiro havia atrasado o pagamento das parcelas acordadas. Informações divulgadas pelo Intercept Brasil indicam que Flávio Bolsonaro negociou um repasse de US$ 24 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 134 milhões, diretamente com Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. A reportagem afirmou ter acesso a áudios, mensagens e documentos que sustentam essa negociação.

Desta forma, a recente mudança de posição de Mário Frias levanta questões sobre a transparência no financiamento de projetos que envolvem figuras públicas. A relação entre o setor privado e a produção de conteúdos sobre política deve ser monitorada com rigor, a fim de evitar possíveis conflitos de interesse.

A situação destaca a necessidade de um debate mais profundo sobre a origem dos recursos utilizados na produção de filmes e documentários que abordam temas sensíveis. Isso é crucial para garantir a integridade e a credibilidade do cinema nacional, especialmente em tempos de polarização política.

Além disso, o esclarecimento sobre a origem dos investimentos pode ser um passo importante para restaurar a confiança do público em projetos que podem ser vistos como tendenciosos. É fundamental que as informações sejam transparentes e acessíveis, permitindo que a sociedade forme sua própria opinião.

Assim, a discussão acerca do financiamento de obras cinematográficas, especialmente aquelas que retratam figuras políticas, deve ser amplamente promovida. Somente através da clareza e do diálogo é possível construir um ambiente saudável e respeitável para a produção cultural.

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Marcos Antonio Oliveira

Sobre Marcos Antonio Oliveira

Jornalista com pós-graduação em Política Internacional. Atua cobrindo o congresso nacional há mais de uma década. Grande paixão por história brasileira e debates democráticos. Nas horas vagas, dedica-se ao estudo de xadrez.