Nova lei exige manifestação da vítima em retratações de casos de violência contra a mulher
07 ABR

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Política
Bruno Kleber Santos Por Bruno Kleber Santos - Há 3 dias
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, no dia 7 de abril de 2026, uma nova lei que traz mudanças significativas nas regras relacionadas à retratação em casos de violência doméstica e contra a mulher. O texto foi publicado no Diário Oficial da União e recebeu a aprovação final do Congresso em março deste ano.

A nova legislação, que se insere no contexto da Lei Maria da Penha, estabelece que a audiência de retratação, que permite à vítima desistir de sua queixa contra o agressor, deve ocorrer exclusivamente perante um juiz. A manifestação da vítima pode ser feita de forma escrita ou oral, mas apenas antes de o magistrado aceitar a denúncia.

O governo brasileiro justifica essa medida como uma forma de prevenir pressões ou coações que possam levar a vítima a desistir da denúncia. Além disso, a lei tem como objetivo evitar a revitimização, que acontece quando a vítima é forçada a reviver a experiência traumática em situações oficiais, como nas audiências que confirmam a acusação.

Essa mudança na legislação segue a linha de entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que, em agosto de 2023, decidiu que não cabe ao Judiciário determinar a obrigatoriedade da audiência de retratação, tornando essa decisão de responsabilidade exclusiva da vítima. Na mesma ocasião, o STF considerou inconstitucional a desistência automática da denúncia caso a vítima não compareça à audiência.

A promulgação dessa nova lei ocorre em um contexto alarmante de aumento da violência contra a mulher no Brasil. Em 2025, o país registrou um número recorde de feminicídios, com 1.470 casos, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Esse total superou o de 2024, que já havia sido considerado o maior até então, com 1.464 ocorrências.

Os dados gerais indicam que, no último ano, quatro mulheres foram assassinadas diariamente no Brasil, elevando a taxa nacional para 0,69 caso por 100 mil habitantes, a mais alta registrada nos últimos dez anos. Comparando com o ano anterior, houve um aumento de pelo menos 0,41%, sendo abril o mês com o maior número de ocorrências, totalizando 138 assassinatos.

Desta forma, a nova lei representa um avanço importante no combate à violência contra a mulher, garantindo que a decisão de retratação seja legítima e voluntária. A proteção à vítima deve ser sempre a prioridade, e essa medida busca evitar que elas sejam manipuladas em momentos de vulnerabilidade.

Além disso, é fundamental que as autoridades estejam atentas a essas questões e que ofereçam suporte adequado às vítimas, minimizando o risco de revitimização. A justiça deve ser um espaço de acolhimento e proteção, e não de sofrimento adicional.

É crucial que a sociedade civil e as instituições estejam engajadas na promoção de campanhas educativas sobre os direitos das mulheres e os mecanismos de denúncia disponíveis. Somente com conscientização e apoio mútuo poderemos construir um ambiente mais seguro e justo.

Em resumo, a nova legislação pode ser um passo positivo na luta contra a violência de gênero, mas ainda há um longo caminho a percorrer. A efetividade das leis depende da sua aplicação prática e do comprometimento de todos os setores da sociedade.

Assim, é essencial que as vítimas saibam que têm o direito de serem ouvidas e de tomar decisões sobre seus casos de forma livre e desimpedida. Apenas assim poderemos garantir a dignidade e a segurança das mulheres em nosso país.

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Bruno Kleber Santos

Sobre Bruno Kleber Santos

Graduando em Ciência Política, focado em relações exteriores e geopolítica da América Latina. Atua em canais de debate para o público jovem. Paixão por geografia humana. Seu refúgio favorito de fim de semana é o surf.