Operação do Gaeco prende suspeitos de ligação com o PCC em Campinas
09 JUN

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Cotidiano
Leonardo Jorge Medeiros Por Leonardo Jorge Medeiros - Há 15 dias
9418 4 minutos de leitura

Na manhã desta terça-feira, 9 de junho de 2026, uma operação realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) resultou na prisão de um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do Ministério Público de São Paulo. Os três são suspeitos de agir como infiltrados do PCC (Primeiro Comando da Capital) em Campinas, interior do estado.

A investigação leva em conta a suposta participação do grupo em um plano para assassinar Amauri Silveira Filho, promotor de Justiça do Gaeco. O plano de atentado foi descoberto e frustrado no ano de 2025, quando a operação foi deflagrada. Durante a ação policial, foram cumpridos três mandados de prisão temporária, sendo dois na cidade de Campinas e um na cidade de Cardoso, também em São Paulo.

Além das prisões, foram realizados dez mandados de busca e apreensão nos dois municípios. Os investigadores do Gaeco descobriram que, uma semana antes da operação que frustrou o atentado, um dos principais suspeitos, que era responsável pela execução do plano, se encontrou com o chefe dos investigadores da Dise (Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes) de Campinas. Este encontro é um dos pontos-chave que estão sendo analisados pelas autoridades.

Durante a busca, o Gaeco encontrou materiais que incluem vídeos que registram a reunião entre os investigados, ocorrida pouco antes do início da operação que impediria o atentado contra o promotor. As investigações ainda revelaram que um dos membros do PCC na região estava sendo extorquido por um ex-estagiário do Ministério Público. Ele teria se infiltrado na Promotoria de Justiça Criminais de Campinas com a intenção de cometer crimes.

O ex-estagiário, que atualmente exerce a profissão de advogado, utilizava os sistemas de informação da Promotoria para identificar criminosos com alto poder econômico. A partir dessas informações, ele solicitava dinheiro em troca de uma suposta proteção nas investigações. Entre os envolvidos, um policial penal e um ex-policial civil que havia sido expulso da polícia por ligação com crimes de extorsão e sequestro também estão sendo investigados.

Devido à natureza dos suspeitos, que incluem membros das forças policiais, o Gaeco contou com o apoio do 1° Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) e das Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal para cumprir os mandados de busca e apreensão. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) também foi acionada, especialmente para as buscas em escritórios de advocacia.

Desta forma, a operação do Gaeco evidencia a gravidade da infiltração de membros do crime organizado nas instituições públicas. A presença de policiais e ex-servidores envolvidos em ações criminosas é um sinal alarmante para a sociedade.

O fato de um ex-estagiário do Ministério Público ter se infiltrado em uma Promotoria para extorquir informações é uma violação séria da ética e da confiança pública. Isso ressalta a necessidade de uma revisão nos processos de seleção e monitoramento de profissionais que trabalham em áreas sensíveis.

Além disso, a resposta rápida das autoridades em identificar e prender os suspeitos é um passo importante para restaurar a confiança da população nas instituições. As operações do Gaeco demonstram que há um comprometimento em combater a corrupção e o crime organizado.

Por fim, a sociedade deve permanecer atenta e exigir maior transparência e fiscalização nas ações de agentes públicos, assegurando que aqueles que têm o dever de proteger a lei não se tornem alvos de investigações por agir fora da legalidade.


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Leonardo Jorge Medeiros

Sobre Leonardo Jorge Medeiros

Graduando em Engenharia Civil, analisa o impacto do desenvolvimento urbano no cotidiano dos moradores locais. Paixão por infraestrutura e pontes. Hobby principal inclui a escultura em argila e metal fundido.