Paraguai receberá deportados dos Estados Unidos a partir de acordo migratório
23 ABR

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Cotidiano
Leonardo Jorge Medeiros Por Leonardo Jorge Medeiros - Há 3 dias
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O Paraguai está se preparando para receber, na próxima quinta-feira, dia 23, o primeiro voo com imigrantes deportados dos Estados Unidos, como parte de um acordo de cooperação migratória firmado entre os dois países. A informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores paraguaio.

Nesta fase inicial, o país sul-americano deverá receber um total de 25 migrantes mensalmente. Carlos Vera, chefe da Comissão Nacional para Apátridas e Refugiados (Conare) do Paraguai, explicou em uma coletiva de imprensa que cada caso será avaliado de forma individual, garantindo que apenas aqueles que cumpram os critérios estabelecidos possam ser admitidos no território paraguaio.

O Paraguai se junta a uma lista crescente de nações que aceitam imigrantes enviados pelos Estados Unidos, seguindo a política de deportação em massa implementada durante a administração do ex-presidente Donald Trump. Vera detalhou que, antes de cada transferência, as autoridades norte-americanas enviarão uma lista com os dados dos migrantes à Conare, que terá um prazo de 72 horas para analisar os casos e se manifestar sobre a aceitação ou não dos deportados.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a nacionalidade dos primeiros migrantes que chegarão ao Paraguai, embora Vera tenha mencionado que eles são da região e falantes de espanhol. Os deportados serão consultados quanto ao desejo de permanecer no Paraguai ou retornar aos seus países de origem. Caso optem por ficar, haverá procedimentos legais para verificar se são realmente perseguidos por motivos de raça, religião ou sexo, conforme afirmado por Vera.

Robert Alter, encarregado de negócios dos Estados Unidos em Assunção, afirmou que esses migrantes “não têm pedidos de asilo pendentes nos Estados Unidos”. Além disso, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) prestará assistência humanitária, que incluirá moradia, alimentação e atendimento médico emergencial.

O acordo entre os dois países foi formalizado em agosto, quando o Departamento de Estado dos EUA anunciou a assinatura de um Acordo de Terceiro País Seguro com o Paraguai. Esse pacto oferece aos solicitantes de asilo que estão nos Estados Unidos a oportunidade de processar seus pedidos de proteção no Paraguai.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, destacou que um dos principais objetivos do acordo é “acabar com o abuso do sistema de asilo”, uma questão frequentemente abordada pela administração Trump. Este foi o primeiro acordo desse tipo assinado por Trump em seu segundo mandato, em um contexto de endurecimento das políticas migratórias nos Estados Unidos.

Além do Paraguai, outros países, como Belize e Equador, também assinaram acordos semelhantes, enquanto Panamá e Costa Rica aceitaram voos com deportados, embora sem formalizar esses acordos como de “terceiro país seguro”. Até hoje, Washington já firmou acordos de deportação com nações como El Salvador, Sudão do Sul, Ruanda, Guiné Equatorial, Eswatini e Palau, apesar de algumas Tentativas de deportação para terceiros países terem enfrentado desafios legais.

Os custos envolvidos nas deportações são consideráveis. O governo Trump já gastou milhões de dólares para enviar imigrantes a países que não são seus de origem. Em algumas situações, Washington chegou a pagar mais de um milhão de dólares por cada deportação, segundo um relatório do presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado.

Esse documento revela que, em certos casos, a administração americana pagou pela deportação para um terceiro país e, posteriormente, precisou pagar novamente para enviar os deportados de volta a seus países de origem. Países como Venezuela, El Salvador, Guiné Equatorial, Ruanda, Eswatini e Palau também têm recebido voos com imigrantes deportados dos Estados Unidos.

Desta forma, é fundamental observar a complexidade do tema da imigração e das políticas de deportação. A decisão do Paraguai de aceitar deportados dos Estados Unidos reflete uma tendência mais ampla na região, onde diversos países estão sendo pressionados a colaborar com as iniciativas americanas. Essa situação levanta questões importantes sobre os direitos humanos e a dignidade dos migrantes.

A análise dos critérios de seleção para aceitação dos deportados é essencial. Garantir que apenas aqueles que realmente precisam de proteção sejam admitidos é uma responsabilidade significativa para o governo paraguaio. A falta de clareza sobre as nacionalidades dos migrantes também suscita preocupações sobre a transparência do processo.

Além disso, a assistência humanitária oferecida pela OIM será crucial para o bem-estar dos deportados que decidirem ficar no Paraguai. A integração social e econômica dessas pessoas será um desafio, e o país deve estar preparado para acolhê-las de forma digna.

Por fim, a discussão acerca das políticas migratórias deve ser ampliada, buscando soluções que respeitem os direitos dos migrantes e promovam a cooperação entre as nações. O Paraguai, ao aceitar esses deportados, tem uma oportunidade de se posicionar como um exemplo de acolhimento e respeito aos direitos humanos.

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Leonardo Jorge Medeiros

Sobre Leonardo Jorge Medeiros

Graduando em Engenharia Civil, analisa o impacto do desenvolvimento urbano no cotidiano dos moradores locais. Paixão por infraestrutura e pontes. Hobby principal inclui a escultura em argila e metal fundido.