Reunião entre Lula e Motta discute PEC que reduz jornada de trabalho e acaba com escala 6x1
25 MAI

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Política
Thiago Ferreira Martins Por Thiago Ferreira Martins - Há 57 minutos
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para abordar a proposta de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1. Após o encontro, Motta concedeu uma entrevista coletiva e destacou que há um consenso sobre os principais pontos da proposta, que ele classifica como três pilares "inegociáveis".

Durante a coletiva, Motta enfatizou que a proposta inclui a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas. Ele afirmou: "Estamos garantindo que iremos reduzir de 44 horas para 40 horas semanais. Isso estará no texto do relator", referindo-se ao documento que será apresentado na Câmara.

O presidente da Câmara também mencionou que o fim da escala 6x1 é um ponto que não pode ser negociado. "Estamos garantindo que os trabalhadores brasileiros passarão a ter, com a aprovação dessa PEC, a redução da escala. Nós acabaremos com a escala 6x1 e garantiremos dois dias de folga para os trabalhadores", afirmou Motta. Ele acrescentou que essas mudanças não resultarão em cortes nos salários.

Um aspecto importante discutido foi a transição de um ano para a implementação das novas regras. Motta explicou que a proposta será aplicada de maneira escalonada, com uma primeira redução de 2 horas após 60 dias da promulgação da PEC e a segunda redução de mais 2 horas após 12 meses.

Embora haja consenso nos principais pontos, essa transição ao longo de um ano contrasta com a posição de Lula, que defende uma mudança imediata. Na última sexta-feira, o presidente expressou que a redução deveria ocorrer de uma só vez, sem a necessidade de uma implementação gradual, afirmando: "Não dá para aceitar ficar quatro anos para fazer meia hora por ano. Aí é brincar de fazer redução".

Outro ponto discutido entre Lula e Motta foi a preocupação com os impactos que essas mudanças podem ter sobre o mercado de trabalho, especialmente para os microempreendedores individuais (MEIs). Motta relatou que a intenção é facilitar contratações por parte dos MEIs, de modo a promover a formalização do trabalho e ajustes no valor destinado aos MEIs. Ele ressaltou que o presidente está receptivo a essas propostas.

O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), deputado Léo Prates (Republicanos-BA), deverá apresentar seu parecer ainda nesta semana. A proposta inclui a redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso remunerados e a manutenção dos salários.

A expectativa é que o texto seja votado na comissão especial e, em seguida, no plenário da Câmara. Após a aprovação na Câmara, a proposta seguirá para análise do Senado. É importante ressaltar que, paralelamente a essa PEC, o governo também apresentou um projeto de lei que aborda a jornada e a escala de trabalho, mas sem alterar a Constituição. No entanto, essa proposta enfrenta resistência de representantes do setor produtivo, que se preocupam com o aumento dos custos, e de economistas que defendem que a medida deve ser acompanhada por ganhos de produtividade.

Desta forma, a proposta de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 são passos significativos para a melhoria das condições laborais no Brasil. A implementação gradual, embora controversa, pode ser vista como uma forma de minimizar impactos no mercado de trabalho.

Em resumo, a proteção dos direitos dos trabalhadores e a manutenção dos salários se mostram pontos cruciais nesse debate. A transição proposta pode garantir a adaptação de empresas e trabalhadores às novas regras, evitando demissões em massa.

Assim, é essencial que o governo acompanhe de perto a implementação dessas mudanças, garantindo que os benefícios sejam percebidos na prática. A promoção de um ambiente de trabalho mais justo é um objetivo que deve ser priorizado por todos os setores.

Finalmente, a legislação deve ser debatida amplamente, envolvendo trabalhadores, empregadores e especialistas em economia, para que seja uma solução eficaz e que atenda às necessidades de todos os envolvidos. Esse diálogo é fundamental para que a proposta não encontre barreiras durante sua execução.

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Thiago Ferreira Martins

Sobre Thiago Ferreira Martins

Especialista em Comunicação Política com pós-graduação em Gestão de Crise. Atua em consultorias de imagem institucional. Paixão por retórica e persuasão. Seu hobby relaxante favorito é a pesca esportiva de rio.