Senador filipino Ronald Dela Rosa enfrenta acusações de crimes contra a humanidade
13 MAI

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Cotidiano
Cláudia Regina Lima Por Cláudia Regina Lima - Há 1 hora
14225 4 minutos de leitura

O senador das Filipinas, Ronald Dela Rosa, fez um apelo à população para que intervenha e impeça sua entrega ao Tribunal Penal Internacional (TPI). O pedido ocorreu em meio a um clima tenso, com disparos sendo ouvidos nas proximidades do Senado nesta quarta-feira, dia 13 de setembro. O TPI acusa Dela Rosa de crimes contra a humanidade relacionados à sua atuação na controvérsia da "guerra às drogas", que ele supervisionou enquanto era chefe da polícia sob o governo do ex-presidente Rodrigo Duterte.

Dela Rosa, que tem 64 anos, refuta as acusações de envolvimento em assassinatos ilegais. O ex-presidente Duterte foi preso e levado à cidade de Haia, na Holanda, em março de 2025, com um mandado que o vinculava a homicídios ocorridos durante sua violenta campanha de combate ao tráfico de drogas. Essa campanha resultou na morte de milhares de suspeitos de envolvimento com drogas. Assim como Dela Rosa, Duterte também mantém sua inocência em relação às acusações.

O Papel de Dela Rosa na Guerra às Drogas

Quando Rodrigo Duterte assumiu a presidência em junho de 2016, ele nomeou Dela Rosa, seu ex-chefe de polícia em Davao, para liderar a Polícia Nacional das Filipinas. Esse cargo foi ocupado por Dela Rosa durante 21 meses. O ex-presidente lhe concedeu amplos poderes para replicar o modelo de combate ao crime que havia sido implementado em Davao em todo o país. Dela Rosa, popularmente conhecido como Bato ou Rock, afirmou na época que o presidente estava "deixando tudo por sua conta".

No seu primeiro dia como líder da Polícia Nacional, Dela Rosa lançou uma diretriz nacional focada na repressão ao tráfico de drogas, cumprindo assim uma promessa de campanha de Duterte. O programa, chamado de Projeto Double Barrel, foi inspirado na estratégia adotada em Davao e visava a "neutralização de indivíduos envolvidos com drogas ilegais" em todo o território filipino. Após o lançamento do decreto, houve um aumento significativo no número de assassinatos, com a polícia reportando mais de 2.000 mortes entre a posse de Duterte, em 30 de junho, e o final daquele ano, a maioria das quais foi descrita como resultado de trocas de tiros.

Declarações Polêmicas de Dela Rosa

Enquanto liderava a Polícia Nacional, Dela Rosa fez declarações de tom violento que foram citadas em documentos apresentados ao TPI. Ele prometeu "esmagar" os chefes do narcotráfico e justificou ações violentas, afirmando que haveria "assassinatos em nome das drogas". O senador disse que, se alguém reagisse, morreria, e que, caso não houvesse reação, a polícia provocaria uma resposta. Ele enfatizou a necessidade de "derramar sangue" e instigar medo.

Um mês após sua nomeação, em um discurso dirigido a viciados em drogas confessos, Dela Rosa incitou a multidão a matar os chefes do tráfico e a queimar suas casas, responsabilizando-os por levar as pessoas ao vício.

O Impacto da Guerra às Drogas

Quando Duterte deixou a presidência em 2022, o número oficial de mortos na guerra contra as drogas havia pelo menos triplicado. A polícia alegou que 6.200 suspeitos foram mortos durante operações antidrogas, enquanto o governo filipino reconheceu oficialmente 6.248 mortes decorrentes da campanha. No entanto, ativistas afirmam que o número real é muito maior, com milhares de usuários de drogas, principalmente entre as populações urbanas e pobres, mortos em circunstâncias misteriosas. Tanto Duterte quanto Dela Rosa não demonstraram arrependimento por suas ações, insistindo que a polícia atuou em legítima defesa.

A Carreira Política de Dela Rosa

Após deixar a polícia, Dela Rosa foi nomeado diretor-geral do Departamento Penitenciário e, posteriormente, se lançou na política, sendo eleito senador nas eleições nacionais de 2019, onde obteve mais de 19 milhões de votos, ficando em quinto lugar nas pesquisas. Ele conquistou um segundo mandato no Senado em maio de 2025. Recentemente, Dela Rosa foi visto participando de uma sessão do Senado, onde proferiu um voto importante em uma reformulação da liderança da casa, que está diretamente ligada ao futuro julgamento de impeachment da vice-presidente Sara Duterte, filha de Rodrigo Duterte.

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Cláudia Regina Lima

Sobre Cláudia Regina Lima

Mestre em Comunicação e especialista em análise de tendências digitais. Atua desvendando mecanismos de informação no cotidiano moderno. Paixão por ética jornalística e ávida leitora de suspenses e thrillers brasileiros.