STJ reduz salário de ministro afastado após denúncias de assédio sexual
27 MAI

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Política
Thiago Ferreira Martins Por Thiago Ferreira Martins - Há 3 dias
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tomou a decisão de cortar as verbas adicionais do ministro Marco Buzzi, que se encontra afastado em razão de investigações sobre denúncias de assédio sexual. Após três meses desde seu afastamento, o salário do magistrado foi reduzido em 65%, caindo de aproximadamente R$ 100 mil para R$ 35,1 mil em maio.

Em abril, uma reportagem do g1 destacou que Buzzi continuava recebendo a mesma remuneração que tinha enquanto atuava, o que contrariava uma norma do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em vigor desde 2024. Essa norma estabelece a suspensão de salários extras para juízes afastados durante sindicâncias ou processos administrativos disciplinares.

O STJ havia prometido que os valores adicionais seriam retirados dos contracheques subsequentes de Buzzi. A redução foi efetivada no pagamento de maio, que se refere ao salário de abril. O valor pago a título de "indenizações" foi reduzido para R$ 654,25, enquanto anteriormente variava entre R$ 66 mil e R$ 72 mil. Assim, a remuneração total do ministro afastado, que antes ultrapassava o teto constitucional de R$ 46.366,19, agora se adequa à lei.

As verbas que foram cortadas incluem benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, auxílio-saúde, entre outros. Essas compensações, que eram consideradas penduricalhos, foram fundamentais para que o salário de Buzzi superasse os limites estabelecidos pela legislação.

Recentemente, as discussões sobre a remuneração de juízes e a transparência no Judiciário ganharam força novamente. O CNJ, em uma votação unânime, aprovou a proposta de um "contracheque único" para todos os magistrados do Brasil, visando aumentar a clareza sobre os pagamentos e permitir uma fiscalização mais rigorosa sobre salários que ultrapassem os limites legais.

No Supremo Tribunal Federal (STF), uma decisão recente extinguiu a aposentadoria compulsória remunerada como a punição máxima para juízes em processos administrativos disciplinares. Isso significa que magistrados que forem punidos poderão ser afastados, mas não continuarão a receber os salários proporcionais.

Vale ressaltar que Marco Buzzi está afastado enquanto responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e ainda não foi julgado. As denúncias contra ele surgiram após uma jovem de 18 anos ter afirmado ter sido assediada pelo ministro em Balneário Camboriú (SC). Buzzi nega todas as acusações e sua defesa afirma que ele não cometeu qualquer ato impróprio e que as alegações carecem de provas concretas.

O g1 tentou contato com a defesa do ministro, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

Desta forma, a redução do salário do ministro Marco Buzzi é um passo importante para a manutenção da ética no Judiciário. É fundamental que as instituições respeitem as normas vigentes, especialmente em casos de denúncias graves como assédio sexual.

As mudanças nas regras de remuneração e a implementação do contracheque único são iniciativas que buscam aumentar a transparência e a responsabilidade dos magistrados. Isso é crucial para a confiança da população no sistema judiciário.

Além disso, a extinção da aposentadoria compulsória remunerada como punição máxima é uma medida que pode desencorajar comportamentos inadequados entre juízes. É necessário que os magistrados compreendam que suas ações têm consequências.

Com a continuidade das investigações e a pressão por maior transparência, espera-se que casos como o de Buzzi sejam tratados com rigor e que a justiça prevaleça. O combate a práticas abusivas deve ser uma prioridade em todas as esferas do poder público.

Finalmente, a sociedade deve permanecer atenta e exigir que as reformas necessárias sejam implementadas para garantir um Judiciário mais justo e responsável. Somente assim será possível restaurar a confiança nas instituições.

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Thiago Ferreira Martins

Sobre Thiago Ferreira Martins

Especialista em Comunicação Política com pós-graduação em Gestão de Crise. Atua em consultorias de imagem institucional. Paixão por retórica e persuasão. Seu hobby relaxante favorito é a pesca esportiva de rio.