Surfista brasileira pode ter quebrado recorde mundial ao surfar onda de 24,99 metros em Nazaré
04 MAR

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Esportes
Letícia Pires Galvão Por Letícia Pires Galvão - Há 1 mês
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A surfista brasileira Michelle des Bouillons está prestes a fazer história no surfe mundial. Em 13 de dezembro de 2025, durante uma competição da World Surf League (WSL) na Praia do Norte, em Nazaré, Portugal, ela pode ter surfado a maior onda já registrada por uma mulher, medindo 24,99 metros. Essa marca superaria o recorde anterior de 22,4 metros estabelecido pela também brasileira Maya Gabeira.

O momento foi capturado em vídeo e é descrito como emocionante e único. A validação oficial da onda ainda depende de um processo rigoroso de homologação, mas um estudo técnico encomendado pela própria atleta já apontou essa nova medida impressionante. O atual recorde masculino pertence ao alemão Sebastian Steudtner.

Michelle des Bouillons não entrou na água pensando em estabelecer um recorde, mas, ao surfar a onda, percebeu a importância do que havia realizado. Em suas palavras, "Foi a decisão que tomei de ter descido naquela onda. Me dar conta real da dimensão foi uma segunda etapa. Eu senti que era algo especial, mas o mais legal foi não ter hesitado, ter feito uma linha radical para dentro. Isso mostrou que eu estava preparada.”

O evento em Nazaré ocorre em um dos melhores momentos do swell, e a estratégia da surfista era buscar a maior onda do campeonato. Ian Cosenza, que a pilotava no jet ski, descreveu o momento como inigualável, ressaltando a conexão entre eles e o momento decisivo da onda. Ele comentou: "Foi o mar mais perfeito do ano. A onda veio apontando lá fora. Por um segundo, pensei em passar direto, achando que ela quebraria. Mas ela estacionou. Foi o tempo exato para virar, posicionar e colocar a Michelle na parte certa."

Em Nazaré, as condições do mar permitem duas interpretações: uma é para ondas que quebram longe da costa, que são grandes, mas menos energéticas; a outra é para ondas que concentram toda a energia na primeira explosão. A onda surfada por Michelle foi da segunda categoria, e, após completar o drop, ela surfou a parte mais crítica e saiu limpa, provocando gritos de alegria dos competidores e aplausos dos juízes e diretores da WSL que assistiam de perto.

A real dimensão do feito só foi percebida mais tarde, quando respeitados nomes do big surf a incentivaram a buscar a homologação do recorde. Especialistas, como Rodrigo Koxa e Lucas “Chumbo” Chianca, reforçaram a ideia de que Michelle poderia ter estabelecido um novo marco mundial. "Quando pessoas do métier vieram falar para eu lutar pelo recorde, aí comecei a acreditar. Foi quando pensei: Michelle, isso pode ter sido um recorde mundial," disse ela.

O processo de validação do recorde não está mais diretamente relacionado à WSL. Agora, a responsabilidade técnica está com Bill Sharp, criador do Big Wave Challenge Award, que é o prêmio mais importante do surfe de ondas gigantes. Ele é quem fará a medição oficial das ondas da temporada antes de encaminhar os dados ao Guinness World Records. A temporada termina em abril, e a equipe técnica começará as análises detalhadas a partir de então.

Michelle já iniciou o processo de validação por conta própria. O primeiro laudo foi feito por Paulo Vinicius Lopes, o mesmo especialista que mediu a onda histórica de Rodrigo Koxa em 2017. O método utilizado envolve uma análise quadro a quadro do vídeo da performance, o que garante precisão na medição.

Desta forma, o feito de Michelle des Bouillons não é apenas um marco individual, mas também um símbolo de superação e dedicação no surfe feminino. A possibilidade de um novo recorde mundial ressalta a importância de apoiar atletas que desafiam os limites em esportes radicais.

Em resumo, a jornada de Michelle é inspiradora e demonstra que não existem barreiras intransponíveis quando se tem determinação. Além disso, a atmosfera competitiva em Nazaré tem se mostrado um verdadeiro palco de grandes conquistas e recordes.

Assim, a expectativa pela validação do recorde traz à tona discussões sobre a segurança e os desafios enfrentados por surfistas em ondas gigantes. É fundamental que a comunidade do surfe continue a promover a segurança e a preparação adequada para esses momentos.

Finalmente, o mundo do surfe feminino se fortalece com conquistas como a de Michelle. A visibilidade que essas atletas recebem pode inspirar novas gerações a se aventurarem no esporte, contribuindo para sua evolução e popularização.

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Letícia Pires Galvão

Sobre Letícia Pires Galvão

Educadora física especializada em treinamentos de esportes coletivos. Atua em projetos sociais de base para jovens talentos. Paixão por vôlei, esporte que praticou profissionalmente. Hobby favorito: dança de salão.