Valdemar da Costa Neto defende que o vice na reeleição de Tarcísio em SP seja do PL
11 FEV

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Política
Bruno Kleber Santos Por Bruno Kleber Santos - Há 2 meses
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O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, declarou nesta quarta-feira (11) que o deputado André do Prado, atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), é o candidato ideal para compor a chapa como vice na reeleição do governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos. Em uma entrevista ao programa "Em Ponto", da GloboNews, Valdemar ressaltou a importância do PL na base de apoio ao governo de Tarcísio, destacando que o partido possui a maior bancada de deputados estaduais, o que lhe confere legitimidade para pleitear a vaga de vice.

Valdemar afirmou que a solicitação formal para a indicação de André do Prado será feita após o carnaval. Ele mencionou que tem a intenção de marcar uma audiência com Tarcísio para discutir essa proposta. "Vou pedir para o Tarcísio isso depois do carnaval. Vou marcar uma audiência com ele e pedir essa vaga para ele. Porque quem manda na vaga é ele. O vice é ele quem tem que escolher", disse Valdemar.

O líder do PL também mencionou que a expectativa é de que o partido aumente sua representatividade na Alesp, passando de 20 para 25 ou 26 deputados estaduais nas próximas eleições. "Nós vamos pedir a vice porque temos isso, isso e isso para oferecer e queremos fazer parte do seu governo", completou Valdemar, enfatizando a importância da bancada do PL para o fortalecimento do governo Tarcísio.

Além disso, Valdemar comentou sobre a situação do candidato ao Senado por São Paulo, que deverá ser escolhido pela família Bolsonaro. Ele destacou que, inicialmente, o nome considerado para a vaga era o de Eduardo Bolsonaro, mas devido à cassação de seu mandato na Câmara dos Deputados, essa possibilidade foi descartada.

O presidente do PL também revelou que outros nomes estão sendo analisados para a candidatura ao Senado, como os deputados federais Marcos Feliciano e Mário Frias, e os deputados estaduais Cezinha de Madureira e Gil Diniz. Valdemar afirmou que está em contato com a família Bolsonaro para definir quem será o candidato, ressaltando a importância de um consenso entre as partes envolvidas.

Em relação ao futuro político de Tarcísio, Valdemar mencionou que havia expectativa de que o governador se filiasse ao PL caso optasse por concorrer à Presidência da República. No entanto, como Tarcísio decidiu permanecer em São Paulo, é provável que ele continue no Republicanos, partido que já é aliado do PL. "O Tarcísio tem uma situação hoje em São Paulo que não depende de partido. Ele tem uma aprovação muito boa em São Paulo, tem muito prestígio", afirmou Valdemar.

A disputa pela vaga de vice na chapa de Tarcísio em 2026, no entanto, promete ser acirrada, com outros partidos também manifestando interesse. O PSD, sob a liderança de Gilberto Kassab, e o MDB, ligado ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, já demonstraram vontade em indicar candidatos para a posição. A tendência, segundo fontes próximas ao governo, é que Tarcísio opte por manter Felício Ramuth como vice, em reconhecimento à lealdade demonstrada ao longo de seu mandato.

Desta forma, a articulação do PL para garantir a vice na chapa de Tarcísio de Freitas evidencia a estratégia do partido em consolidar sua influência no governo estadual. O apoio do PL, que possui a maior bancada na Alesp, torna-se um argumento forte para a reivindicação da vaga. Essa movimentação reflete não apenas a lógica das alianças políticas, mas também a necessidade do governador em manter uma base sólida nas eleições que se aproximam.

Além disso, a escolha de André do Prado, um nome com experiência e familiaridade com a Assembleia Legislativa, pode ser vista como uma tentativa de garantir estabilidade e continuidade nas ações do governo. A dinâmica interna entre os partidos aliados, como PSD e MDB, também mostra que a disputa pela vice é uma questão estratégica que pode influenciar o cenário político no estado.

Em resumo, a escolha do vice não é apenas uma questão de preferência pessoal, mas envolve uma série de fatores políticos que podem impactar a governabilidade e a relação com os eleitores. A habilidade de Tarcísio em negociar e construir alianças será crucial para a sua reeleição e para o fortalecimento de seu governo.

Assim, a situação atual exige que os partidos aliados estejam alinhados e preparados para as demandas do eleitorado. O resultado das próximas eleições pode ser influenciado pela capacidade de articulação e pela escolha de candidatos que representem os interesses da população.

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Bruno Kleber Santos

Sobre Bruno Kleber Santos

Graduando em Ciência Política, focado em relações exteriores e geopolítica da América Latina. Atua em canais de debate para o público jovem. Paixão por geografia humana. Seu refúgio favorito de fim de semana é o surf.