Como a gravação de tarefas domésticas pode ajudar a treinar robôs para o futuro
08 ABR

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Tecnologia
Hugo Valente Barros Por Hugo Valente Barros - Há 2 dias
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A ideia de ter robôs humanoides em nossas casas está se tornando cada vez mais real. Recentemente, novas oportunidades de emprego surgiram nesse contexto, onde o que se precisa é de uma faixa de cabeça, um smartphone e uma lista de tarefas a serem gravadas. Com o avanço da inteligência artificial, os robôs humanoides têm se destacado como a nova fronteira em tecnologia. Várias empresas estão lançando modelos capazes de andar, dançar e realizar atividades complexas de maneira ágil.

No entanto, a criação de um robô versátil, que possa atuar em diversos ambientes como casas, escritórios e lojas, requer uma enorme quantidade de dados. Esses dados são essenciais para que os robôs aprendam a realizar tarefas de forma eficiente e segura, substituindo humanos. Uma tendência crescente é o uso de filmagens de pessoas realizando atividades cotidianas, um tipo de dado conhecido como "dados egocêntricos".

Nos últimos meses, várias startups começaram a coletar e anotar vídeos de trabalhadores em todo o mundo, visando atender à demanda por esse tipo de informação. Arian Sadeghi, vice-presidente da Micro1, uma dessas empresas, explicou que é preciso de dados de diversos ambientes, como fábricas, lares e hospitais, pois as atividades e os movimentos realizados nessas situações são muito variados.

A estratégia da Micro1 é recrutar videógrafos que usam uma câmera fixada na cabeça para filmar as tarefas que realizam, que incluem cozinhar, limpar, cuidar de plantas e animais de estimação. Cada trabalhador é instruído a enviar pelo menos 10 horas de vídeo por semana. Embora as gravações estejam focadas em atividades domésticas, Sadeghi sugere que os videógrafos experimentem novas tarefas, pois isso pode ajudar os robôs a se adaptarem a diferentes situações.

Atualmente, a Micro1 conta com cerca de 4.000 trabalhadores em 71 países, que enviam mais de 160.000 horas de vídeo mensalmente. Contudo, Sadeghi acredita que isso ainda é insuficiente, pois a meta é alcançar bilhões de horas de gravação para cobrir todas as possibilidades de interação humana e tarefas.

A crescente demanda por dados para o treinamento de robôs reflete uma tendência semelhante à que se observou com o ChatGPT e outros chatbots de inteligência artificial, que foram treinados com vastas quantidades de texto. Os robôs, por sua vez, necessitam de um conjunto específico de dados que não está disponível na mesma quantidade que a informação disponível na internet.

Esse cenário se apresenta como uma grande oportunidade de negócios para startups que atuam na coleta e rotulagem de dados. Pesquisas apontam que esse setor deve crescer em média 30% ao ano, especialmente na Ásia, podendo chegar a um valor de mercado de US$ 10 bilhões até 2030. Ravi Rajalingam, fundador da Objectways, também observou que a diversidade dos dados coletados é fundamental, uma vez que as diferenças culturais influenciam as tarefas realizadas.

Tradicionalmente, os robôs eram treinados para executar tarefas a partir de comandos remotos, o que envolve equipamento caro. Hoje, outra abordagem usa software para simular cenários virtuais, embora essa técnica nem sempre seja eficaz para interações físicas. Alicia Veneziani, da Sharpa, destacou que o desafio está em equilibrar a qualidade e a quantidade dos dados coletados.

A China, que tem investido pesadamente em tecnologia, planeja estabelecer aproximadamente 60 centros de treinamento de robôs em todo o país, onde a maioria dos robôs humanoides são utilizados para pesquisa e treinamento. Essa movimentação demonstra um claro interesse em desenvolver a robótica e integrar esses dispositivos em diversas áreas da sociedade.

Desta forma, o avanço na criação e treinamento de robôs humanoides aponta para uma transformação significativa no mercado de trabalho. A necessidade de dados específicos para a formação desses robôs evidencia a importância de novas formas de emprego e o papel ativo que as pessoas têm nesse processo.

Além disso, a coleta de dados em diversas culturas e ambientes pode proporcionar uma base mais rica e variada para o treinamento de robôs. Isso não só ampliará a eficácia das máquinas, mas também permitirá uma adaptação mais ágil às necessidades do dia a dia das pessoas.

Entretanto, é fundamental que haja um equilíbrio entre o avanço tecnológico e a preservação de empregos. A sociedade deve estar atenta às implicações sociais e éticas que surgem com a automação, para que as inovações sirvam ao bem comum.

Por fim, a crescente demanda por robôs humanoides pode ser vista como uma oportunidade de desenvolvimento econômico e social, desde que acompanhada de um planejamento cuidadoso. Incentivar a formação de profissionais qualificados para atuar nesse novo mercado será crucial.

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Hugo Valente Barros

Sobre Hugo Valente Barros

Engenheiro de Software com pós-graduação em Ciência de Dados. Atua criando soluções complexas e seguras em nuvem para startups. Paixão por automação residencial e explora a impressão 3D para criar objetos úteis.